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O que vai mudar com o 5G

A chegada do 5G deve se consolidar como um dos principais avanços tecnológicos da década. Além da velocidade de conexão de smartphones – até 20 vezes mais rápida que o 4G – os benefícios devem se estender ao desenvolvimento exponencial da indústria de IoT e ao surgimento de novos modelos de negócio na indústria audiovisual, incluindo as plataformas de streaming.

Ferramentas de realidade virtual e aumentada também tendem a ser impulsionada pelo 5G, assim como os setores de veículos autônomos e robótica. Tais movimentos devem apresentar desdobramentos promissores na área aplicações urbanas, revolucionando o conceito de smart cities em diversos países, com destaque para China e Estados Unidos

De acordo com o Gartner, o uso da tecnologia deve ser focado no desenvolvimento de novos serviços e na criação de soluções de redução de custos. Nesse cenário, sairá na frente quem se movimentar com velocidade e foco em resultados concretos para empresas e consumidores.

Por Natália Fazenda

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Como redefinir seu conceito de trabalho em 2020

Pensando em como vai ser a sua vida profissional no próximo ano? Na última semana, a Deloitte divulgou o relatório “Redefining Work for a New Value”. O documento foi produzido pela divisão Insights e aborda a importância de repensar conceitos de geração de valor em ambientes de trabalho. Veja abaixo os três pilares para sair da antiga lógica de produção industrial e entrar em uma economia cada vez mais horizontal e colaborativa.

Visão abrangente
Adotar um certo distanciamento – no estilo zoom-out – é essencial para analisar quais são as tarefas e funções que ainda fazem sentido para cada organização. A partir desse olhar, o desafio é definir o que realmente gera valor para o profissional e para a empresa. Os ajustes de rota devem incluir o desenvolvimento de novas habilidades e o incentivo de modelos profissionais em ascensão.

Redesenho de formatos
O planejamento de funções – e até mesmo de departamentos – deve levar em conta o uso de tecnologias que liberem equipes para focar esforços na resolução de problemas dos clientes. Feito de maneira criteriosa e transparente, esse tipo de automação tende a ser mais eficiente do que retreinar talentos para desempenhar tarefas rotineiras, sobretudo quando o processo é conduzido de maneira colaborativa.

Foco em áreas específicas
Manter o foco em equipes pequenas pode ser uma boa maneira de acompanhar resultados e engajar colaboradores em movimentos de transformação. A liderança desses núcleos tem um papel fundamental na criação de canais de comunicação transparentes e no estabelecimento das prioridades de desenvolvimento de cada área.

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Seis tendências para ficar de olho em 2020

A consultora americana Amy Webb tornou-se mundialmente conhecida por seus relatórios de tendências de consumo e tecnologia. Um dos destaques da programação da HSM Expo 2020, ela costuma divulgar uma carta com as previsões que se consolidaram ao longo do ano e as tendências que devem despontar nos próximos meses. Confira abaixo os principais movimentos que devem conquistar marcas e consumidores em 2020.

1- Um novo cenário para as Big Techs
Impulsionadas pelo uso de inteligência artificial como serviço, Google, Amazon, Facebook e Apple deverão continuar aumentando suas apostas no mercado de cloud e IA. Nesse campo de batalha, entrarão em cena disputas de políticas antitruste, relações trabalhistas e movimentos open-source.

2 – As megaplataformas de streaming
Os gigantes do Vale do Silício estão cada vez mais interessados nos hábitos de consumo de áudio e vídeo. O acesso a bases massivas de dados e a possibilidade de fusões e aquisições no setor podem levar a um alto potencial de centralização – de poder e usuários – em 2020. As apostas sobre quem sobreviverá nesse novo cenário ainda estão abertas.

3 – Diálogos regulatórios
Discussões sobre ética e legislação de dados continuarão a ganhar força em todos os setores. Embora isso não signifique uma mudança imediata no cenário atual (sobretudo com a aproximação das eleições americanas), o movimento deve aumentar a pressão sobre as grandes empresas de tecnologia.

4 – A hora da China
O mercado chinês continuará expandindo o seu domínio econômico para outras esferas de influência. Esse movimento deverá ganhar força em áreas como diplomacia, infraestrutura digital, bioengenharia e até mesmo na corrida espacial (alô, alô Elon Musk!).

5 – O Japão e as Olimpíadas
A realização dos jogos será uma grande oportunidade para fortalecer o lugar dos japoneses no cenário mundial de bens de consumo e tecnologia. As indústrias de turismo, robótica e tecnologia terão destaque especial nesta vitrine mundial.

6 – Novas interfaces
Saem os smartphones, entram os wearables. Não vai acontecer da noite para o dia, mas veremos cada vez mais dispositivos como roupas inteligentes, óculos de realidade aumentada e acessórios com sensores biofísicos.

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Tendências, futuro e o Web Summit 2019

Quando se está no mercado de inovação e tecnologia, algumas conquistas demonstram a evolução da empresa que você carrega no peito: o lançamento do produto, o primeiro cliente, o escritório que cresce, a primeira ida ao Silicon Valley, em San Francisco (EUA), e a participação no Web Summit, em Lisboa, são alguns exemplos. Participar deste imenso evento como espectador já é uma experiência que engrandece. Imagine ser um entre apenas quatro brasileiros palestrantes em um universo de 1200 speakers.

São mais de 70 mil espectadores que viajam pelo mundo para estar presentes nos quatro dias de troca de conhecimento e experiência únicas. Lá, tive a oportunidade de falar sobre as pequenas e médias empresas brasileiras e como a tecnologia está transformando o cenário delas no país. Ser o único representante de um software ERP integralmente nacional e poder contar sobre essa camada tão importante da nossa economia foi algo especial. Os aprendizados foram diversos, pois quando se está aberto a absorver outras visões, você sai com muitas respostas, mas com muito mais questões para olhar para dentro e evoluir.

Durante esses dias pude participar de uma ação que era quase uma maratona de encontros com investidores. Mesmo não estando em busca de uma rodada, essas conversas são muito positivas, pois uma das maiores dores que uma empresa pode ter é não ser conhecido por esse stakeholder tão importante. Quando se realiza essa apresentação prévia, muitos caminhos se encurtam e a chance de um sucesso mais rápido na captação aumenta. Esse é um exercício cansativo, pois você pode falar com muitos investidores seguidamente, então possuir uma estrutura de temas importantes para falar pode te ajudar no momento de destacar suas ideias e feitos.

Como a feira possui um espírito de mutação constante, bem característico nas empresas de tecnologia, ela possui uma dinâmica em que as startups presentes com balcões e stands mudam entre os dias, assim um número grande de ideias é apresentado para os visitantes. Muitas dessas ideias são embrionárias e não se sabe se terão sucesso, mas há alguns anos a Airbnb era tida como loucura e hoje é a maior rede de hospedagens do mundo, então você pode cruzar com futuros unicórnios que ainda engatinham.

Participar como palestrante foi outro momento de aprendizado. Mesmo tendo alguma experiência em palestrar, estar em outro país com um público totalmente novo foi algo especial, pois cria uma tensão extra que se transforma em orgulho por poder representar o Brasil em um evento tão único. Ouvir de pessoas que o projeto realmente possui um impacto e que existem outros exemplos ao redor do mundo é recompensador.

Ver a palestra do Edward Snowden, que falou sobre a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que entra em vigor no meio de 2020, foi importante, pois, por mais controversa que seja a figura dele, ele passou uma visão sobre como devemos tratar o tema não como proteção de dados, mas sob a ótica de coleta de dados. A questão principal deveria ser como se consegue os dados e não sobre com quem se compartilha as informações. Não que isso não tenha relevância, mas essa outra ótica teria um impacto maior na vida das pessoas.

Por fim, não podemos deixar de fora a supremacia quântica do Google e os robôs. Esses temas estiveram presentes também e mostram como estamos próximos de uma nova revolução. A nova forma de processar dados vai ser algo incrível e fez com que o setor saísse de um cenário teórico para algo palpável. Isso impacta na Lei de Moore, que fala sobre os computadores que ficam melhores e mais baratos conforme o tempo , algo que tinha quase parado nos últimos anos. Essa novidade – mesmo que não pareça nesse momento, pois o custo ainda é inatingível – faz essa roda voltar a girar.

Os robôs da Boston Dynamics também estiveram presentes para uma demonstração de seu primeiro modelo comercial. A empresa, que ainda não gerou nenhum dólar de receita, começa a caminhar para isso e indica uma tendência muito forte.

É incrível como cenário de tecnologia move multidões e se torna ainda mais relevante todos os dias. As pessoas começam a entender como a vida delas serão impactadas e as empresas compreendem que,no fim do dia, se o negócio não mudar a vida das pessoas, significa que ele é inevitavelmente limitado.