Categories
Blog

Como utilizar o Big Data no varejo?

O uso intensivo de dados é uma das principais características dos negócios digitais. O mercado lida, hoje, com uma quantidade enorme de informações e isso só tende a aumentar no futuro. Afinal, quanto mais os consumidores estão conectados online e se relacionam com as empresas por diversos pontos de contato, mais elementos sobre o seu comportamento passam a ser registrados.

Com isso em mãos, os varejistas podem compartilhá-los com a sua equipe, fornecedores e parceiros para acelerar seus negócios e, com o uso de Big Data e inteligência artificial, as companhias conseguem analisar e melhorar o relacionamento das marcas com o público. Mas, para que a sua aplicação seja correta é preciso que haja uma estratégia e esta vai muito além do omnichannel.

Não se trata somente da integração dos canais, mas sim colocar o cliente no centro dos negócios e desenvolver, a partir das suas informações, novas maneiras de se relacionar com os consumidores. Por isso, existem vários benefícios da utilização de big data no varejo, como:

. Previsão da demanda – A partir da análise do comportamento de consumo e de tendências macroeconômicas, meteorológicas e sazonais, é possível definir com grau elevado de assertividade sobre o sortimento de cada loja e a sua quantidade;

. Melhor alocação de recursos – Ao entender o fluxo de pessoas na loja física e sua interação com os canais online, damos ao lojista a possibilidade de utilizar com mais eficiência seus recursos, e, a partir disso, processos podem ser ajustados para lidar da melhor forma com o dia a dia da operação;

. Reação rápida às mudanças do mercado – Se, por algum motivo, a previsão de demanda não coincidir com a realidade, identificando rapidamente quando algo não está de acordo com o planejado, para que sejam realizadas correções da rota de forma rápida, quando necessário. Isso acontece porque o uso da tecnologia no varejo permite medir o andamento das operações em tempo real. O uso do big data também viabiliza a análise completa do que ocorre em cada ponto de contato com o cliente e qual seu reflexo em toda a cadeia de suprimentos, uma preocupação constante das grandes redes varejistas, que não conseguem obter uma visão completa do que está acontecendo na operação;

. Maior conhecimento dos clientes – Nesse caso, o uso de big data é essencial para a coleta e o processamento de dados reais, permitindo conhecer melhor o público alvo para desenvolver estratégias de negócios altamente assertivas;

. Monitoramento de indicadores – Uma grande vantagem do uso dessa tecnologia é a possibilidade de criar uma série de indicadores e deixá-los visíveis para todos em uma organização, direcionando todas as áreas para um mesmo foco. O monitoramento dos indicadores-chave do negócio (KPIs) é também uma forma de entender o que acontece na concorrência e, com isso, obter novos insights de como melhorar sua própria operação.

Podemos concluir que os dados estão se tornando ferramentas essenciais para o desenvolvimento de operações lucrativas e eficientes no varejo. A atração, conquista e retenção de clientes depende do entendimento das demandas, desejos e necessidades reais dos consumidores, o que só é possível a partir da coleta e processamento de grandes quantidades de informações. Por isso, sem big data, nenhuma empresa estará preparada para o futuro dos negócios. E você, está preparado?

Categories
Blog

The Big Nine: os perigos do monopólio da inteligência artificial

Considerada uma das principais analistas de tendências do mundo, a americana Amy Webb voltou o seu radar para a relação entre inteligência artificial e conglomerados digitais. Em “The Big Nine”, seu livro mais recente, ela discute como as maiores empresas de tecnologia da atualidade – Amazon, Google, Facebook, Tencent, Baidu, Alibaba, Microsoft, IBM e Apple – são responsáveis pelos avanços em IA. E como essa concentração de poder pode moldar o futuro da humanidade.

Assim como costuma fazer em suas apresentações, Webb divide os seus prognósticos em três categorias de cenário: otimista, pragmático e catastrófico. No panorama mais otimista – e ainda assim preocupante – a autora explica como a pressão pela liderança tem levado esse grupo de empresas a focar apenas na inovação tecnológica de mercado, sem construir nenhuma solução com origem na criação de algum benefício real para a sociedade.

A autora ainda alerta para o fato de que a inteligência artificial nunca terá a mesma diversidade e flexibilidade da mente humana. Isso poderia resultar na criação de uma geração de máquinas propensas a tomar decisões precipitadas sobre questões cruciais para a humanidade. Além disso, os algoritmos estariam sujeitos aos mesmos valores das empresas e programadores que os desenvolvem, dando abertura para análises enviesadas e até preconceituosas.

Os benefícios da inteligência artificial para setores como saúde, infraestrutura e gestão pública são evidentes. Para que esse potencial seja completamente explorado, no entanto, é preciso que as plataformas sejam desenvolvidas em projetos que priorizem valores humanos e consciência social. Lançado em março nos Estados Unidos, o livro ainda não tem previsão de tradução para o português.

Categories
Blog

SU Brazil Summit: aprendizados e experiências do segundo dia do evento

Depois de um dia de muito aprendizado e oportunidades para solucionar alguns dos maiores problemas do Brasil por meio das tecnologias exponenciais, o segundo dia do SingularityU Brazil Summit teve como principal objetivo mostrar que o país tem muito potencial quando se trata de setores como comida, meio ambiente, finanças e energia.

Para a abertura do último dia do evento, a primeira palestra trouxe uma perspectiva inspiradora sobre o futuro. Jason Silva, futurista e apresentador da série “Brain Games”, declarou que mesmo vivendo num mundo exponencial, nosso pensamento ainda funciona de maneira linear.

Citando o poder da tecnologia e todas as transformações que impactaram o mundo nas últimas décadas, como o smartphone, o sequenciamento genético e a nanotecnologia, Jason Silva instigou o público a expandir a mente por meio da experiência Awe, conhecida também como momentos de uma profunda admiração.
Quando você vive esses momentos de deslumbramento e admiração, sua mente se alonga. É quase como um exercício para o cérebro, essencial para desenvolver as novas habilidades que o futuro irá exigir de nós.

“A tecnologia é um desdobramento da mente”, comentou Jason Silva.

Mas tão importante quanto cuidar da nossa mente é também cuidar da maneira como nos alimentamos. David Hunt – cofundador da Cainthus, empresa que utiliza inteligência artificial na criação de gado –, levantou um questionamento pertinente para os dias de hoje: “Podemos alimentar todas as pessoas do mundo de maneira sustentável e sem estragar o meio ambiente?”.

A crise de alimentos é uma realidade no mundo. Há muita gente morrendo de fome, mas há também muitas pessoas obesas, como é o caso de 15% da população brasileira. Esses dados mostram que o cuidado com o alimento que consumimos é tão importante para o meio ambiente quanto para a nossa saúde. Entretanto, o maior desafio que este setor enfrenta é produzir alimentos nutritivos, que sejam acessíveis, baratos e ainda sustentáveis.

“Os humanos são os únicos animais que produzem coisas que eles não querem reciclar.” – provocou David Hunt.

Apesar das dificuldades, David Hunt acredita que a digitalização das fazendas pode ser um bom começo para revolucionar essa área. O uso de drones e robôs, já utilizado por alguns agricultores ao redor do mundo, pode ajudar – e muito – a reduzir os custos e aumentar a produtividade.
“As fazendas continuam sendo muito caras; com as tecnologias exponenciais, elas podem ficar mais baratas.” – afirmou David Hunt.

Além disso, a inteligência artificial pode ser usada para entender a produção global de agricultura. Segundo Nathana Sharma, professora da Singularity University, a IA pode auxiliar na construção de sistemas capazes de identificar os tipos de plantação que estão sendo produzidos em cada região.

Inovação que mudou o mundo.

Nathana também defende que a IA é a tecnologia que irá mudar o mundo tanto quanto a eletricidade mudou, nas últimas décadas, todas as indústrias. Segundo uma pesquisa feita pela Universidade Mackenzie, até 2030, a inteligência artificial poderá gerar 13 trilhões de dólares em valor de negócios. “A IA pode desbloquear novos valores e identificar coisas que os humanos não conseguem.” – afirmou Nathana O’Brien Sharma.

É inegável o quanto a inteligência artificial tem transformado vários setores e feito cada vez mais parte do nosso dia a dia. Os varejistas já estão usando IA para gerenciar fluxos de clientes, as redes sociais também fazem uso dessa tecnologia para reconhecer seu rosto através das fotos que você posta. Da saúde à educação, a IA tem auxiliado a tornar os processos mais acessíveis e rápidos. “A IA estará no coração do desenvolvimento de muitas novas tecnologias, no futuro.” – defendeu Nathana O’Brien.

Mas ainda há um receio muito grande que, no futuro, ela seja capaz de substituir algumas profissões. Porém, Nathana acredita que isso seja um mito. Para ela, os humanos ainda têm um papel fundamental em qualquer função, e os avanços tecnológicos são a oportunidade de ajudá-los a trabalhar melhor!

Energia e seu impacto ambiental

Para provar que a tecnologia veio para somar, Augusto Terra, Renata Puchala e Luciana Watari se juntaram numa roda de conversa para falar sobre as inovações da área de energia e comida. Graças às novas tecnologias, hoje é possível criar soluções eficientes e ainda sustentáveis, como é o caso da energia gerada através do hidrogênio que, segundo Luciana Watari, é uma energia mais limpa e que contribui para atingir a meta global de redução de CO2 da atmosfera.
Felipe Braga, que também apresentou o painel sobre energia, defendeu que ela é um dos 10 desafios que precisamos enfrentar nas próximas décadas, e que se não começarmos a nos preocupar com isso agora, iremos sofrer as consequências num futuro bem próximo.
“Hoje, atingimos o maior nível de CO2 na atmosfera e esse efeito é devastador para o planeta! Se a gente continuar produzindo energia da forma como produzimos hoje, nós vamos conhecer o inferno daqui a 20 anos.” – afirmou Felipe.

Para terminar, John Hagel, copresidente do Center for the Edge da Deloitte, deixou o público refletir sobre como a pressão do mundo ágil faz com que a gente esqueça de pensar a longo prazo, e o quanto é importante questionar sobre o que será relevante para o mercado não só daqui a 5 anos, mas principalmente daqui a 20 ou 30 anos.
Além disso, ele insistiu que apesar de vivermos num mundo cada vez mais robótico e digital, olhar para dentro, para nossas emoções, ainda é nossa maior força para lidar com todos esses desafios que o futuro vai nos trazer!

Categories
Blog

Terceira geração de robôs e o despertar para novas funções

A vida humana se define, inclusive para efeito de estudo da Saúde e da Ciência, em quatro momentos: infância, adolescência, fase adulta e velhice. Levando essa divisão para o campo da Inteligência Artificial, temos essas duas últimas etapas se sobrepondo quase que ininterruptamente – entre a descoberta de um novo mecanismo e outro se tornando obsoleto – e, assim, também podemos usá-la, porém, em três períodos, como parâmetro para explicar a evolução dos robôs.

Se na primeira geração, em meados dos anos 60, as máquinas apenas reproduziam movimentos simples – assim como crianças com limitações inerentes à idade –, na segunda, os robôs eram construídos e programados para fazer praticamente tudo o que conhecemos hoje. Nesta fase, evoluímos muito. Imagine que ela nos trouxe até aqui com vários sistemas complexos e muita tecnologia, desde celulares até naves espaciais foram criados com essa lógica, onde programávamos e as máquinas executavam.

Assim como uma pessoa adulta, a terceira geração é caracterizada pela capacidade de o robô tomar decisões autônomas. São máquinas mais robustas, para as quais um operador não precisa dar todas as pistas. Robôs “com faro”, usando sensores, algoritmos e qualquer outro elemento de controle disponível para buscar, testar e emitir respostas consideradas inteligentes.

Stephen Hawking dizia que a terceira geração dos robôs representava um salto tão grande na robótica que era como se, agora, o “gênio estivesse fora da lâmpada”. O físico defendia que a IA poderia substituir os humanos completamente, e que essa nova relação poderia se estabelecer como uma ajuda ou como uma disputa.

Fato é que é fascinante demais ver a evolução para a qual estamos caminhando. Quem diria que estaríamos assistindo a cirurgias robóticas e por telementoria, uma conquista alcançada recentemente, em fevereiro de 2019? Não só as comunidades médicos-científicas, como entidades e empresas no setor de tecnologia, estão dando passos largos no uso da IA a nosso favor.

Cada vez mais, a Inteligência Artificial aplicada à Saúde, aliás, indica que teremos ações preventivas muito mais embasadas e aprofundadas para resolver questões até agora insolúveis, especialmente no campo do bem-estar humano.

Parte daí a noção de que a nova geração de tecnologia pode nos ajudar a resolver a lidar com problemas coletivos tão complexos – como a fome no mundo ou doenças sérias e incuráveis -, e de cada indivíduo, ao tornar capaz a fabricação de wearables que meçam a pressão sanguínea, emitam mensagens e alarmes na rotina, enfim, facilitem a vida do sujeito, por exemplo.

Embora se tenha a ideia de que o avanço robótico é algo assustadoramente incontrolável, penso que é fundamental acompanharmos essas mudanças de perto, para entender seus possíveis impactos dentro de um mundo globalizado, em que as decisões tomadas por grandes empresas do setor e por governos geram transformações diretas no nosso dia a dia.

De qualquer forma, você pode estar ainda se perguntando: essa nova leva de robôs, como Hawking acreditava, não pode, de fato, provocar uma desleal luta entre homens e máquinas em alguns setores, especialmente relacionados ao papel do ser humano no trabalho?

Pensar assim, considerando a capacidade de processamento dos robôs inteligentes, é de fato algo desanimador. Uma segunda estratégia se faz necessária: é preciso aliar a capacidade atual das máquinas, cada vez mais “afiadas” na leitura de dados, informações em redes sociais, imagens, resultados de exames, com sua facilidade de cruzar toda a informação e tomar esse rico material para se ter a decisão (humana) mais acertada.

Isso vale tanto para informações mais ou menos triviais, como a previsão do tempo que interferirá nos seus planos de viagem, a formulação de lista de compras que manterá a dispensa em dia ou a quantidade de nutrientes que você precisa ingerir em uma refeição para ser mais saudável, quanto para grandes decisões de mercado e de governos. Ou seja, bater o martelo em algumas situações ficará cada vez mais fácil com a parceria “robô-humano”.

Cabe ainda lembrar que, quando surge um novo panorama, surgem novas demandas. Neste sentido, se abre um mercado de profissionais de capacitação de robôs que, literalmente, casam o conhecimento humano com aquilo que as máquinas mostram de mais relevante. Instituições de vários países, especialistas em robótica, já estão de olho nessas novas funções. Você já pensou nessa possibilidade de ser um professor de robôs? Essa será uma profissão muito interessante, não é mesmo? Então, que tal começar agora mesmo?

Luiz Alexandre Castanha Diretor geral da Telefônica Educação Digital – Brasil e especialista em Gestão de Conhecimento e Tecnologias Educacionais. Mais informações em https://alexandrecastanha.wordpress.com

Categories
Blog

World Changing Ideas 2019: 5 soluções inovadoras que podem salvar o planeta

Há 3 anos consecutivos, a revista Fast Company promove o World Changing Ideas com o objetivo de reunir e premiar negócios, políticas e organizações sem fins lucrativos que estão tentando mudar a sociedade a favor de um futuro mais sustentável e equitativo.

Neste ano, 17 vencedores foram escolhidos de uma lista de quase 2.000 finalistas. Cada categoria foi julgada por um júri composto por empreendedores sociais, capitalistas de risco, pensadores e designers, além de um editor da Fast Company. Você pode ver a lista completa aqui.

Dentre os vencedores, escolhemos 5 que se destacaram pelo uso da tecnologia para promover a inovação e solucionar grandes problemas do planeta.
Confira abaixo:

1- Aira
Essa startup criou um serviço utilizando inteligência artificial e realidade aumentada para auxiliar deficientes visuais. Através de um óculos equipado com uma câmera de alta definição e um alto-falante ou um aplicativo, os usuários do Aira podem enviar uma transmissão ao vivo do que está acontecendo ao redor deles para um assistente humano que, por meio das imagens recebidas, poderá descrever a cena para eles e ainda orientá-los.
O assistente tem até 20 segundos para atender o usuário e pode ajudá-lo desde a leitura de um menu que não esteja em Braille até percorrer um lugar a fim de encontrar algo para comer ou comprar. O serviço também pretende facilitar o acesso dessas pessoas com deficiência visual até o local de trabalho. Atualmente, cerca de 70% das pessoas com problemas de visão não estão empregadas em tempo integral. A missão da Aira é reduzir esse valor para 7%.
A empresa venceu na categoria excelência geral e pode ter um poder transformador no mercado!

2- Flood Concern
Já imaginou se você pudesse ter uma noção de que lugares da sua cidade estão mais propensos a alagar antes de cair uma tempestade? Uma nova tecnologia pode ajudar as cidades a reduzir os danos causados por enchentes e se prevenir de possíveis inundações.
Por meio de inteligência artificial, a empresa tem como objetivo prever como os desastres naturais estão se desdobrando em tempo real, a fim de evitar maiores desastres e salvar o maior número de vidas possível. A FloodConcern consegue criar visualizações, baseadas em mapas, de onde as inundações podem ser mais intensas, até cinco dias antes de uma tempestade iminente.
A tecnologia já foi adotada em algumas cidades dos EUA, como Los Angelas e São Francisco, e também já foi testada em ameaças como terremotos. A organização venceu na categoria “AI & Data”

3- BanQu
A tecnologia blockchain tem revolucionado o mercado e várias empresas estão se utilizando dela para lidar com questões sociais. É o caso da BanQu, uma plataforma de serviços baseada no blockchain que cria um livro digital descentralizado de transações agrícolas no mundo em desenvolvimento. O serviço fornece tokens virtuais que podem ser resgatados por dinheiro, quando necessário, ou aplicados a outras transações em rede (como pagar contas).
Ativa em 12 países, seu objetivo é eliminar a extrema pobreza global, fornecendo às pessoas de baixa renda uma “identidade econômica”. E assim, ajudando os agricultores a criar crédito e responsabilizando os processadores. A empresa venceu na categoria “Developing World Technology”.

4- Energy Vault
A nova tecnologia usada pela Energy Vault é simples, mas pode significar muito para o setor de energia no futuro. Ao elevar algo contra a gravidade, você armazena energia. Mais tarde, ao abaixar o mesmo objeto, você consegue recuperar essa energia. A empresa tem utilizado esse sistema com blocos de concreto.
Como o concreto é muito mais denso que a água, a utilização do mesmo requer – e pode, portanto, armazenar – muito mais energia do que um tanque de água de tamanho igual. Um software é utilizado para calcular quando é necessário elevar ou abaixar os blocos, avisando o sistema, que responde dentro de segundos.
Essa tecnologia é uma solução de baixo custo e sustentável para os desafios enfrentados pelo setor de energia renovável. O projeto venceu na categoria “Energy”.

5- Butterfly iQ
Já na área da saúde, a tecnologia exponencial tem se mostrado cada vez mais essencial para o desenvolvimento de soluções inovadoras. É o caso, por exemplo, da empresa Butterfly iQ, que encontrou uma maneira de reduzir a tecnologia de diagnóstico por imagem – que além de ser cara, é difícil de transportar e requer uma fonte confiável de energia – para ser usada de maneira remota por meio de um smartphone.

O scanner de ultrassom portátil tem tido um grande impacto em países de baixa renda da África, Ásia e na América Latina, onde o acesso a máquinas de raio X, scanners de tomografia computadorizada e ressonância magnética é restrito aos grandes centros. A empresa venceu na categoria “Health and Wellness”.
Enfim, todas essas empresas mostram que propósito e tecnologia podem realizar grandes transformações, em qualquer setor, em prol de um mesmo objetivo: tornar o mundo um lugar melhor!

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

Categories
Tecnologia & Inovação

O que o filme “Her” pode nos ensinar sobre a interação entre inteligência artificial e o ser humano

Já pensou como seria se um homem se apaixonasse pela Siri, a assistente digital que interage com você através de seu celular? Pode ser que isso ainda não tenha acontecido com ninguém, mas não arrisco afirmar que não seria possível no futuro.

É exatamente a partir dessa premissa que o filme Her, lançado em 2013, ganhou o público e críticos de cinema. Conta-se a história de amor entre Theodore, homem solitário, e Samantha, a assistente virtual de seu novo computador.

Dublada pela atriz Scarlett Johansson, Samantha é uma inteligência artificial que pensa, sente, filosofa sobre a vida, interpreta o tom de voz de seu usuário, reconhece a personalidade de quem a utiliza, oferecendo momentos de real interação com o usuário.

Quando o filme foi lançado, várias discussões em torno dessa tecnologia foram levantadas. Muitos cientistas acreditavam que criar uma IA com comportamentos tão semelhantes aos do ser humano seria praticamente impossível acontecer. Ou se realizaria num futuro mais distante.

Hoje, cinco anos depois, já existe a tecnologia chamada Inteligência Artificial Emocional, desenvolvida pela cientista Rana El Kaliouby, com o objetivo de entender nossas emoções. Isso pode ser o primeiro passo para que, logo, nossas interações com as máquinas sejam cada vez mais reais e próximas, assim como é retratado em Her.

Por isso, ao analisar o cenário do filme, fazendo um paralelo com o mundo em que vivemos, podemos refletir sobre como a sociedade já tem se relacionado com as novas tecnologias e de que maneira isso pode afetar ainda mais o comportamento humano nos próximos anos.

A tecnologia nos torna mais solitários

Pense na quantidade de coisas que você consegue fazer pelo celular hoje em dia: responder a e-mails, pedir comida, fazer compras no supermercado, mandar mensagem para amigos, ver um filme. Resumindo, naqueles fins de semana chuvosos, você só sai de casa se realmente quiser! Isso acaba afetando diretamente nossa interação com os outros, tornando-nos pessoas mais solitárias e antissociais. Porém só cabe a nós furar essa bolha e encontrar o equilíbrio!

Universos ilusórios, distorção da realidade

A interação cada vez mais próxima e real com as máquinas pode causar certa distorção da realidade, que pode afetar ainda mais o comportamento humano. No filme podemos perceber que, ao se apaixonar por seu Sistema Operacional, Theodore perde o sentido do que é real e o que é ilusão. Esse universo ilusório criado por inteligências artificiais e realidades virtuais pode distorcer a visão de seus usuários, fazendo com que passem a acreditar naquilo que querem, recusando o que é real.

Talvez no futuro, tentar encontrar a linha tênue entre o que é o real e o digital seja o maior desafio de um mundo cada vez mais tecnológico.
O que você pensa sobre isso? Aproveite para assistir ao filme e deixar seu ponto de vista aqui nos comentários!

Área de conteúdo HSM

Categories
Blog Liderança & Pessoas

Visões do Futuro: Máquinas e Sêniores

Dando continuidade a nossa série sobre visões do futuro, em que buscamos debater as tendências de mercado e liderança dos próximos anos, o assunto de hoje é mais tecnológico. Se você perdeu a primeira parte sobre liderança com propósito, pode ler aqui.

Nos tempos atuais, com as tecnologias ágeis e a inteligência artificial conquistando cada vez mais espaço no mercado de trabalho, fica difícil falar de futuro sem citar o receio que a maioria das pessoas tem de ver seu ofício ser substituído por uma máquina.

E precisamos ser sinceros: essa é uma realidade não muito difícil de acontecer. Entretanto, não é preciso temer o futuro, mas sim se adaptar às transformações que ele causará.

MÁQUINA VERSUS INTELECTO

Toda inovação acontece de uma necessidade humana e serve para facilitar processos. Desde a criação da roda, ao longo dos séculos, muitas profissões que exigiam grande esforço físico perderam espaço para as máquinas.

Paralelamente à disrupção provocada na sociedade por esse processo de substituição de mão de obra por máquinas, outras profissões surgiram para suprir as novas demandas de mercado e obrigaram muitos a se especializar nessas novas áreas.

Em consequência disso, hoje vemos uma gama de colaboradores com habilidades em várias áreas e isso é o grande diferencial do profissional do futuro: o intelecto.

A inteligência artificial pode ter avançado muito, porém ela ainda não consegue substituir o cérebro humano. As máquinas até agregam ao ambiente corporativo, mas cogitar que as pessoas serão substituídas por elas é um equívoco.

LONGEVIDADE NO TRABALHO

Você espera viver por quantos anos? Pesquisas têm apontado que a expectativa de vida da população tende a aumentar mais nos próximos anos. Nossos avôs chegaram a viver muito mais do que imaginavam na época em que nasceram. Nossos pais também, que poderão chegar tranquilamente aos 80 anos, lúcidos e com saúde.

É claro que tecnologia e ciência puderam contribuir bastante para melhorar o estilo de vida das pessoas, afetando diretamente a expectativa das últimas gerações. Esse processo só tende a continuar.

Além disso, o preconceito etário vai ficar no passado. Sérgio Serapião, líder do movimento LAB 60+, acredita que nas próximas décadas os líderes mais preparados para enfrentar os desafios corporativos serão os profissionais seniores.

Devido à experiência adquirida por tantos anos de carreira e pela oportunidade de terem passado por várias transformações digitais, colaboradores na faixa etária mais elevada dominarão o mercado.

Já existem plataformas e novos modelos de negócio voltados para pessoas acima dos 70 anos, que se sentem realizadas ao serem úteis e poderem compartilhar suas experiências, ao mesmo tempo em que aprendem novas habilidades com os jovens.

CARREIRAS CURTAS

Todas essas transformações também estão mudando o mindset anterior: de construir uma carreira de 20 anos numa mesma empresa. Hoje os jovens profissionais não esperam ficar mais de cinco anos numa mesma organização. A nova geração de profissionais pretende construir várias carreiras curtas.

Esse novo mindset também é reflexo de um mundo em constante mudança, que torna a maioria dos profissionais inquietos e com certa sede de querer sempre mais: mais conhecimento e novas experiências.

O que cabe às organizações é acompanhar as reviravoltas do mercado e criar um ambiente inovador que cative seu colaborador e o faça perceber que ainda vale a pena fazer parte delas.

Área de Conteúdo HSM.

Categories
Blog Liderança & Pessoas

5 apps que podem te auxiliar a alcançar o Mindfulness!

Agilidade é uma das características mais presentes no mundo hoje. Fruto dos avanços tecnológicos, que criou uma geração acostumada a rapidez com que as coisas acontecem, hoje, no mundo corporativo, essa habilidade pode mais atrapalhar a produtividade do que ajudar.

Por isso, o tema Mindfulness tem sido tão abordado nas empresas ultimamente como forma de colaborar para maior produtividade de uma equipe e alcançar, não só um ambiente mais confortável para a inovação, como também a alta performance.

A meditação é uma das técnicas mais conhecidas de desacelerar sua mente e conseguir se concentrar melhor, mas há também outras formas de desestressar. Nenhuma delas é fácil, e a maioria exige muita concentração, prática e disciplina. Porém, alguns aplicativos podem te ajudar nessa luta interior consigo mesmo. Veja essa lista abaixo com 5 apps que podem te auxiliar a alcançar o Mindfulness!

1- Headspace
Pra começar, um dos aplicativos mais populares de meditação para quem procura algo que ajude a descansar a mente de todo o estresse e a correria do dia a dia. Criado por um monge budista inglês, o Headspace, permite criar sessões de meditação de até 10 minutos. Seu único defeito é não ser gratuito, mas vale a pena o investimento.

2- Insight Timer
Para quem não quer gastar dinheiro com aplicativos, o Insight Timer pode ser a melhor opção. Ele apresenta mais de 4.000 meditações guiadas de mais de 1.000 professores parceiros, com temas sobre: autocompaixão, natureza e estresse. Além disso, também contém palestras, podcasts e se você busca uma meditação mais silenciosa, pode configurar o temporizador e meditar ao som de ruídos ambiente.

3- Calm
Esse também é outro aplicativo de meditação com o propósito de te deixar mais calmo. Apesar de conter uma seleção de meditação em menor número que os apps acima, Calm apresenta um diferencial que os outros não oferecem: “histórias de dormir” para relaxamento noturno. São 4 histórias para adultos que têm dificuldade de pegar no sono, que vão desde ficção científica a paisagens cênicas.

4- Breathe2Relax
A crise de ansiedade é uma das doenças que mais afetam os jovens e adultos atualmente. Por isso, a proposta desse aplicativo é auxiliar no estresse e ansiedade do dia-a-dia com exercícios de respiração. Graças a essa técnica, você aprende a controlar situações de estresse, ansiedade, emoções negativas e melhora o seu bem-estar.

5- Aura
Para aqueles que adoram um aplicativo moderno e tecnológico, Aura utiliza a Inteligência Artificial para recomendar qual a meditação mais indicada dependendo do seu estado de espírito. Através de algumas perguntas, a IA propõe uma meditação guiada de 3 minutos mais assertiva ao usuário, com o objetivo de melhorar o estresse de sua rotina.

Área de Conteúdo HSM.

Categories
Blog Liderança & Pessoas

Visões do futuro: a liderança do propósito

O futuro está batendo a nossa porta, trazendo com ele anseios e receios, mas acima de tudo, mudanças. Tentar prever o que irá acontecer com o mundo daqui alguns anos é o que todo empreendedor almeja para tentar obter sucesso nos negócios e adiantar tendências.

Entretanto, com as tecnologias ágeis transformando comportamentos e hábitos, tentar entender o cenário mundial daqui a 5 anos pode ser um caminho meio nebuloso. Por isso, para falar sobre as visões de futuro e tentar entender o que deve acontecer daqui pra frente, iremos dividir esse artigo em 4 partes. Esta primeira irá falar sobre o conceito de liderança do futuro.

Gestão com propósito

Fazendo um grande paradoxo com a Era digital, o futuro terá como foco o ser humano. Esqueça as máquinas e a inteligência artificial, ou melhor, use essas tecnologias como aliadas para aproximar sua marca das pessoas.

Nos próximos anos, gerar valor será essencial para se sobressair no mercado. Com o crescimento do capitalismo consciente, empresas com crescimento exponencial serão aquelas guiadas por um conjunto de valores e que buscam atingir metas de maneira justa e equilibrada, com foco principal em resolver as dores do consumidor.

A tendência é que cada vez mais a marcas deixem de dar tanta importância para o produto e comecem a se questionar: como posso melhorar a vida dessa pessoa? Promover uma experiência única desde o começo da jornada do seu cliente até a hora de receber um feedback é um dos primeiros passos para alcançar essa meta. É por isso que o conceito de Customer Centricity tem sido cada vez mais abordado pelas empresas. E a gente já falou disso por aqui neste post.

Valorização do ser humano
O ser humano é cheio de falhas. A gente sempre soube disso, entretanto, durante muitos anos os trabalhadores e empresas sofreram muito com a herança que o Fordismo – sistema de produção em massa e gestão idealizado em 1913 por Henry Ford – deixou para a cultura organizacional. Criando ambientes de trabalho sistemáticos, onde havia uma forte desvalorização do lado humano.

Atualmente, graças a empresas como a Netflix, que tem um documento sobre cultura criado por Patty Mccord, este cenário tem mudado dentro de muitas organizações e startups que buscam inovação. Líderes focados em construir equipes de alta performance entendem que pessoas são falhas e que é preciso lidar com alguns fracassos para chegar ao sucesso.

Além disso, esse modelo de gestão mostra grande importância a transparência, em envolver toda sua equipe em estratégias e resultados, discutir ideias e aceitar críticas de igual para igual. Todos esses comportamentos já estão transformando o mercado e espera-se que no futuro o lucro seja apenas a consequência de um trabalho que gere valor, tanto para quem faz quanto para quem consome!

Área de Conteúdo HSM.

Categories
Blog

Blockchain quântica: entenda como a Rússia vem se preparando para as transformações digitais do futuro

[vc_row][vc_column][vc_column_text]As tecnologias exponenciais e inteligências artificiais vêm avançando de forma cada vez mais ágil. Diante de tanta inovação e mudanças, todos precisamos aprender a lidar com essas transformações, além de entender como elas vão afetar nossa rotina, a sociedade e a economia no futuro.

O computador foi uma das invenções mais disruptivas da humanidade. Entretanto, mesmo com a tecnologia avançada, ele ainda tem muitas limitações, principalmente com relação a sua velocidade de processamento. Segundo a Lei de Moore, a velocidade de um computador é dobrada cada 18 meses, porém essa evolução tem um limite.

Essa barreira fez com que pesquisadores começassem a estudar a criação de uma máquina mais potente e veloz: os computadores quânticos. Ainda em desenvolvimento, eles têm o poder de resolver algoritmos muito difíceis e de forma incrivelmente rápida. Já existem quatro tipos de computador quântico sendo elaborados e estudados pelos cientistas, mas eles afirmam que essa nova tecnologia poderá mudar o rumo de muita coisa em menos de dez anos, inclusive tornar possível uma rede de internet ainda mais rápida do que a atual.

Graças a essa eficiência, a redução do tempo de resolução de problemas facilita a quebra de um dos sistemas mais seguros do mundo hoje em dia: a blockchain.

A tecnologia por trás das criptomoedas como o bitcoin pode estar ameaçada com a chegada do computador quântico, isso porque, devido ao algoritmo de Shor, ele poderia quebrar a criptografia RSA, ferramenta usada para proteger a transmissão de dados na internet.

Além disso, as assinaturas digitais usadas para garantir a segurança das criptomoedas também podem ser afetadas, facilitando a falsificação.

“Isso significaria que você poderia falsificar transações e roubar moedas”, explica Bernardo David, criptógrafo do Instituto de Tecnologia de Tóquio.

Para tranquilizar o ânimo de muitos criptógrafos que já estão preocupados com essa nova ameaça, o especialista em computação quântica do Google, John Martinis, afirmou em um evento de criptografia na Universidade da Califórnia, em Santa Bárbara, que poderia levar uma década ou mais para construir um computador quântico.

Mesmo que pesquisadores já estejam trabalhando em alguns deles, ainda restam muitos anos para que isso se torne realidade. Até lá, há um tempo para promover melhorias nessas assinaturas e resolver esse problema.

No entanto, a Rússia parece não querer esperar tanto tempo assim para resolver um problema do futuro, e já saiu na frente. O banco russo Gazprombank diz ter implementado com sucesso uma plataforma com base na mecânica quântica, a “blockchain quântica”.

A ideia é que as assinaturas digitais que protegem os dados dentro do sistema blockchain sejam trocadas por chaves quânticas. Isso tornará praticamente impossível fraudá-las — sucesso garantido pela física.

Mesmo que todas essas tecnologias ainda estejam um pouco longe de entrar em vigor, a Rússia mostrou que é sempre bom se antecipar a mudanças que poderão ocorrer.

[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]