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HSM Expo 2017: o Vale do Silício fica logo ali

De 2012 a 2016 tive a oportunidade de fazer pelo menos uma viagem aos Estados Unidos por ano para participar de eventos, fazer benchmarking e trazer ideias para serem implementadas no Brasil. Foi assim que conheci o headquarter do Google, a estratégia de expansão da Coursera, o conceito de inovação da IDEO, os desafios operacionais da SurveyMonkey, entre tantas outras experiências que me marcaram profundamente. Só que esse ano eu não viajei e, na busca por alternativas para me atualizar, fiquei feliz com a minha descoberta: o Vale do Silício fica logo ali. Mas não por muito tempo. Explico.

De 06 a 08 de novembro o Espaço Transamérica em São Paulo será transformado em uma grande arena do conhecimento. Os mais renomados palestrantes do mundo estarão lá para falar com uma audiência hiper qualificada: cerca de 5 mil executivos, que hoje ocupam posições estratégicas em grandes empresas, vão dividir não só o auditório principal, mas outros 10 espaços de conteúdo atual e provocador.

Salim Ismail, autor do best seller “Organizações Exponenciais” e diretor executivo da Singularity University, estará lá para contar os segredos das empresas que conseguiram criar modelos escaláveis. Já Adam Grant, considerado um dos 25 pensadores mais influentes em gestão do mundo, abordará a criatividade pela perspectiva dos “inconformistas”: como eles produzem mais ideias e obtém mais sucesso. Saindo um pouco do mundo “business”, mas ainda aprendendo com quem é referência, que tal discutir disciplina e excelência com o maior medalhista olímpico da história? Ao lado de seu técnico Bob Bowman, Michael Phelps dividirá com os participantes suas estratégias para alcançar a alta performance.

São tantos palestrantes, com tantos conceitos inovadores, que seria uma injustiça tentar resumir o potencial provocativo e transformador da HSM Expo, evento organizado cuidadosamente pelo time da HSM Educação. Este é o meu terceiro ano na Expo mas, pela primeira vez, o evento será a minha principal fonte de atualização executiva. E, depois de pesquisar absolutamente tudo sobre os palestrantes e criar uma agenda dos conteúdos que não posso perder, descobri que eu sofria de uma grave doença que acomete muitos brasileiros: a síndrome de vira-lata, já ouviu falar?

Como sintomas, eu tinha uma tendência a supervalorizar viagens e eventos gringos, e a aproveitar pouco as oportunidades geradas aqui em meu próprio país. Que vergonha, Gabrielle! Bronca dada, doença curada e a animação a mil por hora: de 06 a 08 de novembro estarei lá na HSM Expo de ouvidos e olhos atentos, anotando tudo o que eu puder e mais do que isso: orgulhosa por fazer parte de um evento brazuca, organizado por uma empresa de DNA verde e amarelo, ao lado de executivos que ainda acreditam que vale a pena investir no Brasil e acessando conteúdo de ponta de palestrantes do mundo todo, incluindo brasileiros.

Vejo vocês lá!

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia  

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

 

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Millennials, nem tão empreendedores assim

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Um estudo publicado no início de 2016 pelo US Small Business Administration (SBA), órgão governamental norte-americano voltado ao incentivo à pequena empresa, mostrou que o índice de empreendedorismo dos jovens da geração Millennials – que nasceram entre 1982 a 1999 e tornaram-se adultos no milênio seguinte – é menor do que nas gerações anteriores. Em 2014, menos de 2% dos Millennials se dizia autoempregado, em comparação a 7,6% da Geração X e 8,3% dos Baby Boomers.

A pesquisa, conduzida pelo pesquisador da SBA Daniel Wilmoth, explica que essas diferenças refletem principalmente a juventude dos Millennials e o relacionamento positivo entre idade e empreendedorismo entre os mais jovens. O crescimento com a idade na proporção em que cada geração se denomina autoempregado tem sido mais lenta para os Millennials também.

Parece estranho ler sobre isso em um mundo em que pessoas como Mark Zuckerberg e outros Millennials constroem impérios ainda muito jovens, mas os números da pesquisa (leia) demonstram inclusive que o ritmo de entrada dos jovens em novos negócios também é mais lento.

A pesquisa lembra que isso pode ter impactos futuros negativos para a criação de empregos e para a inovação, e não explica exatamente as razões para esse movimento. O que o estudo suscita, porém, é outra pergunta: por que esses jovens que realmente decidem empreender são tão bem-sucedidos?

Para muitos antropólogos e investidores, a explicação é fato de que todos eles têm um propósito. E isso se combina ainda com algumas características da própria geração, que foi criada com a certeza de que poderia ser e fazer o que quisesse.

Os negócios que surgem dessa fórmula realmente são muito diferentes das antigas empresas de cimento e tijolos. Além dos novos arranjos profissionais proporcionados pela tecnologia, como o trabalho à distância e novas formas de colaboração, muitas empresas já trazem em si o propósito de fazer a diferença para o mundo.

Uma matéria interessante do The Huffington Post, publicada em 2014 (leia) elenca oito empresas que impressionavam tanto o consumidor como o investidor.

Entre elas, uma empresa que incentiva pequenos produtores locais e distribui seus produtos, entregando-os em domicílio; outra que empodera artistas e outros participantes da economia criativa e ainda doa parte de seus recursos para uma aceleradora de negócios na Faixa de Gaza; outra que se dispôs a resolver os problemas de saneamento básico nas favelas do Quênia; e por aí vai.

Talvez os novos Millennials não sejam tão empreendedores quanto aparentam em número, mas, em termos de criatividade, com certeza estão deixando sua marca. E se os números mostram que eles ainda têm presença forte no mercado de trabalho convencional, nada melhor do que aproveitar essa energia e essa criatividade em prol do propósito de sua empresa.

Nota do editor: Márcio Fernandes, CEO da empresa de energia Elektro, eleita cinco vezes consecutivas a Melhor Empresa para Trabalhar no Brasil pelas pesquisas Great Place to Work e Você S/A, estará na nova HSM Expo de 7 a 9 de novembro.

Sabia mais: http://ow.ly/cuRM304oB7p

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Blog Estratégia & execução

Quando é hora de reestruturar uma empresa

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em algum momento, todas as empresas enfrentam a necessidade de se adaptar e reestruturar os sistemas, processos e até equipes existentes. Identificar rapidamente essa necessidade tem tudo a ver com a trajetória de crescimento da empresa – é um marco fundamental que muitas vezes determina o antes e o depois das empresas que se mantêm sólidas por mais tempo.
Para o pesquisador Stuart Gilson, da Harvard Business School, a empresa precisa saber exatamente quais são os seus problemas para então desenvolver um plano de reestruturação. Em seu livro “Lessons of Reestructuring” [lições de reestruturação, sem tradução em português] ele explica que muitas empresas demoram demais para reconhecer a necessidade de se reestruturar, quando poucas opções restam e salvar a empresa pode ser mais difícil.
Mas nem sempre as reestruturações são resultado de uma crise financeira profunda, explica o professor em seu livro, a partir dos diversos estudos de caso com os quais trabalhou. Em alguns casos, a empresa estabeleceu uma mudança radical para gerar mais envolvimento nos colaboradores. Em outro, era a própria cultura da empresa já previa um constante questionamento das estruturas, e em algum momento isso resultou em uma modificação da estratégia.
Cada empresa precisa estar atenta para seus processos e resultados, a fim de detectar cedo a necessidade de um processo de reestruturação. Algumas dicas fornecidas pelo autor do livro e por outros consultores podem trazer insights importantes:
– Os lucros pararam de crescer. Se o negócio historicamente vinha apresentando um crescimento e margens de lucro consistentes, quando elas começam a cair em um período relativamente longo de tempo, há um problema. Está na hora de rever as despesas e os balanços.
– A rotatividade aumentou. Não se trata apenas de colaboradores, mas também de clientes. As duas coisas exigem um acompanhamento constante.
O velho sistema não funciona mais. Os processos que funcionavam quando sua empresa tinha dez colaboradores não são os mesmos que serão necessários quando você tiver 50. Isso não significa que precisam se tornar mais complexos, e sim o contrário.
– Os colaboradores estão sobrecarregados e a ineficiência é clara. Ineficiência tem a ver com processos superados e sobrecarga de trabalho tem a ver com ineficiência. Não significa, na verdade, que é necessário contratar mais gente, e sim que os processos precisam ser revistos.
– O setor de negócios está evoluindo. Se você está trabalhando exatamente da mesma forma como trabalhava há dez anos, provavelmente está ficando para trás. A tecnologia evolui. O setor muda. A economia se altera. Mudanças econômicas por exemplo podem aumentar seus custos. É preciso, portanto, prestar atenção o tempo todo no que está acontecendo em sua área de atuação e no mundo à sua volta.
Observar alguns desses sinais mês a mês não significa necessariamente que é hora de fazer uma mudança drástica. Mas se esses problemas acontecem ao longo dos anos, provavelmente chegou o momento de se adaptar e voltar aos trilhos.

Nota do editor: Uma das maiores autoridades brasileiras em reestruturação de empresas, Claudio Galeazzi estará presente na HSM Expo, de 7 a 9 de novembro, no ExpoTransamérica, em São Paulo.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]