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Blog Tecnologia & Inovação

Três séries para pensar sobre o futuro

Entre desfiles, bailes e bloquinhos, o Carnaval pode ser um bom momento para atualizar o calendário de séries perdidas. E não faltam boas opções para os fãs de inovação e tecnologia. Veja abaixo três opções para os foliões do bloco do sofá e da televisão.

WESTWORLD
Uma das mais famosas séries da HBO (e uma das preferidas de Elon Musk), Westworld é ambientada em um parque temático do Velho Oeste. O local é povoado por androides de cowboys, índios e fazendeiros e serve como pano de fundo para uma discussão sobre os limites e os desafios éticos da inteligência artificial. A estreia global da terceira temporada está prevista para o dia 15 de março.

YEARS AND YEARS
A história gira em torno da família Lyons, composta por membros de diferentes posições políticas, idades e estilos de vida. A partir desse núcleo central, a série da HBO revela um futuro completamente diferente de outras produções do gênero: um cenário próximo – datado entre os anos 2019 e 2024 – e bastante verossímil em relação ao contexto cultural e político atual.

LOVE, DEATH & ROBOTS
Produzida por David Fincher (Seven e Clube da Luta), Joshua Donen (Gone Girl), Jennifer Miller (Garota Exemplar) e Tim Miller (Deadpool), a série da Netflix reúne 18 episódios independentes, com aproximadamente dez minutos de duração cada. Os temas abordados incluem algumas das principais discussões do mercado de tecnologia atual, como robótica, viagem espacial e realidade virtual.

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O que vai mudar com o 5G

A chegada do 5G deve se consolidar como um dos principais avanços tecnológicos da década. Além da velocidade de conexão de smartphones – até 20 vezes mais rápida que o 4G – os benefícios devem se estender ao desenvolvimento exponencial da indústria de IoT e ao surgimento de novos modelos de negócio na indústria audiovisual, incluindo as plataformas de streaming.

Ferramentas de realidade virtual e aumentada também tendem a ser impulsionada pelo 5G, assim como os setores de veículos autônomos e robótica. Tais movimentos devem apresentar desdobramentos promissores na área aplicações urbanas, revolucionando o conceito de smart cities em diversos países, com destaque para China e Estados Unidos

De acordo com o Gartner, o uso da tecnologia deve ser focado no desenvolvimento de novos serviços e na criação de soluções de redução de custos. Nesse cenário, sairá na frente quem se movimentar com velocidade e foco em resultados concretos para empresas e consumidores.

Por Natália Fazenda

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Como redefinir seu conceito de trabalho em 2020

Pensando em como vai ser a sua vida profissional no próximo ano? Na última semana, a Deloitte divulgou o relatório “Redefining Work for a New Value”. O documento foi produzido pela divisão Insights e aborda a importância de repensar conceitos de geração de valor em ambientes de trabalho. Veja abaixo os três pilares para sair da antiga lógica de produção industrial e entrar em uma economia cada vez mais horizontal e colaborativa.

Visão abrangente
Adotar um certo distanciamento – no estilo zoom-out – é essencial para analisar quais são as tarefas e funções que ainda fazem sentido para cada organização. A partir desse olhar, o desafio é definir o que realmente gera valor para o profissional e para a empresa. Os ajustes de rota devem incluir o desenvolvimento de novas habilidades e o incentivo de modelos profissionais em ascensão.

Redesenho de formatos
O planejamento de funções – e até mesmo de departamentos – deve levar em conta o uso de tecnologias que liberem equipes para focar esforços na resolução de problemas dos clientes. Feito de maneira criteriosa e transparente, esse tipo de automação tende a ser mais eficiente do que retreinar talentos para desempenhar tarefas rotineiras, sobretudo quando o processo é conduzido de maneira colaborativa.

Foco em áreas específicas
Manter o foco em equipes pequenas pode ser uma boa maneira de acompanhar resultados e engajar colaboradores em movimentos de transformação. A liderança desses núcleos tem um papel fundamental na criação de canais de comunicação transparentes e no estabelecimento das prioridades de desenvolvimento de cada área.

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3 tendências que irão mudar a sua carreira em 2020

Em 2020, o mercado continuará cada vez mais veloz, conectado e volátil. Nesse mundo VUCA, o desenvolvimento de novas habilidades será essencial para lidar com as mudanças de um mercado de trabalho impactado por inovações sucessivas e exponenciais. De acordo com o relatório “Future Worl Skills 2020”, produzido pelo think tank Institute for the Future (IFTF), existem alguns movimentos-chave para se adaptar a esse cenário. Conheça abaixo os principais deles.

1- Longevidade extrema
O aumento da expectativa de vida global está gerando impactos profundos nas dinâmicas de carreiras e aprendizado. Tal mudança demandará o investimento em múltiplos ciclos de trabalho e educação ao longo da vida de cada profissional. As organizações precisarão repensar os planos de carreira tradicionais, contemplando diversidade, flexibilidade e demandas para o público da terceira idade.

2- A união entre homens e máquinas
A automação de processos ocupará um lugar cada vez maior no mercado de trabalho. Ao mesmo tempo que livrará as pessoas de tarefas repetitivas, os sistemas inteligentes deverão ceifar múltiplas profissões – do chão de fábrica ao escritório. Caberá às empresas e aos colaboradores repensar o valor da mão de obra humana e traçar novos caminhos para explorar o potencial da união da união entre homens e máquinas.

3- A revolução dos dados
Outra tendência recorrente em diversas listas de previsões Mas a verdade é que praticamente toda atividade humana será traduzida em dados. Esse movimento é apenas o início da era do “Tudo é Programável”, na qual a coleta de grandes volumes de dados permitirá a modelagem de sistemas sociais em escalas extremas, revelando padrões que antes eram invisíveis ao olhar humano. Desenvolver habilidades para converter esse movimento em tomadas de decisão serão cada vez mais indispensáveis para profissionais de todos os setores.

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Big Data: o petróleo da era digital

No lugar de motores, algoritmos. Assim como o petróleo abasteceram os motores da era industrial, os dados despontam para se consolidar como o principal combustível da era digital. Mas, assim como os combustíveis fósseis, o Big Data precisa de uma cadeia de processamento, refinamento e distribuição para gerar valor para empresas e consumidores.

Trata-se de um cenário extremamente favoráveis para as plataformas e os profissionais especializados em soluções de análise de dados. Basta olhar para os modelos dos principais players de inovação do mundo. Tanto no grupo das BAT (Baidu, Alibaba e Tencent), como na turma das FAANG (Facebook, Apple, Amazon, Netflix e Google). Todas orientadas por estratégias de dados.

Com cerca de 137 milhões de usuários, a Netflix é um exemplo bastante ilustrativo de como a ciência de dados pode melhorar resultados. Ao coletar as informações de seus assinantes e traçar o perfil comportamental de cada um – como quantos episódios fora assistidos na sequência ou quais séries foram abandonadas – a empresa mapeia comportamentos que servem como base de inspiração para novos conteúdos. Entre os resultados dessa estratégia, está a série Stranger Things, um dos maiores sucessos de seu catálogo.

Com o avanço das tecnologias de coleta e processamento de dados, a indústria de Big Data devem crescer exponencialmente nos próximos anos, O potencial para resolver desafios globais. Para isso, é preciso superar os desafios de privacidade dos usuários e concentração de poder em grandes conglomerados de tecnologia. Expansão de nossas capacidades ou controle social? Talvez esse seja a principal pergunta sobre qual é o futuro que a economia dos dados reserva para a humanidade.

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Cidades (nada) Inteligentes

As cidades inteligentes são atualmente desejo de consumo das autoridades municipais no Brasil e no mundo. Esse tipo de cidade, mais do que vias e construções, são constituídas de dados, que se por um lado ajudam a melhorar a qualidade de vida da população ao otimizar serviços e ações públicas, por outro lado capturam boa parte da privacidade dos cidadãos com enormes bancos de dados que podem ter sua segurança violada. É nessa dicotomia que vem emergindo o conceito e instrumentos tecnológicos para tornar as cidades mais inteligentes.

Em todo o mundo, cidades antigas foram adaptadas e algumas novas cidades estão sendo construídas em terrenos totalmente renovados, totalmente planejadas e orientadas para serem inteligentes desde os primeiros projetos de planos. Quanto mais antiga e mais desenvolvida for uma cidade, mais complexo é para adaptar e se adaptar.

Economias emergentes como a China e a Índia estão investindo pesadamente em cidades que são forjadas como modelos de vida urbana sustentável, combinando as mais recentes tecnologias avançadas de informação e comunicação com o projeto arquitetônico de ponta totalmente integrado em ambientes urbanos onipresentes.

De muitos pontos de vista, as cidades inteligentes não são apenas uma tendência de moda, elas são vistas como necessárias para toda a civilização. Apresentam-se como uma solução sustentável para a vida urbana. Soluções relacionadas ao gerenciamento de água, energias limpas e renováveis, redes inteligentes, controle inteligente de tráfego, governo eletrônico, mobilidade urbana, acessibilidade à internet sem fio e gerenciamento de resíduos são apenas alguns exemplos que podem ser destacados em uma longa lista de soluções propostas orientadas à resolução dos problemas urbanos.

O desafio não é a tecnologia em si, mas como projetar e usar a tecnologia para o benefício real do bem-estar dos cidadãos. O problema é o outro lado da moeda. A coleta de dados privados pelos sensores das smart cities. Antes, as empresas de construção civil eram as construtoras das cidades. Agora são as empresas de tecnologia que estão entrando na concorrência para construir as cidades inteligentes. Uma radical mudança que ocasiona outros impactos, como a coleta dos dados privados, por meio de milhares de sensores via inteligência artificial, em toda a cidade. Os dados são o negócio dessas empresas.

Um plano de saúde pode não cobrir o tratamento de seu colesterol ou de um ataque cardíaco, após detectarem que em seu histórico no supermercado está registrado a compra de carne vermelha por mais de 2 anos seguidos e nenhuma matrícula em academia. Ou, o seguro de seu carro pode custar R$ 500,00 mais caro se você levou duas multas por excesso de velocidade no último ano.

A China está introduzindo um sistema de crédito social até 2020. Esse sistema irá permitir ou inibir, por exemplo, a moradia em certos lugares, viagens dentro do país ou para o exterior, matrícula dos filhos em algumas escolas em específico, acesso a restaurantes, etc. Tudo a depender de sua pontuação social, ou seja, o número de “likes” irá definir quem você é.

Pelo lado bom, no Nordeste brasileiro, Salvador é a única cidade da região no ranking IESE Cities in Motion Index, que elenca as smart cities (cidades mais inteligentes) do mundo. A capital baiana ocupa a 147ª posição no ranking internacional, num ranking de 165 cidades e que traz Nova York (EUA) como a primeira colocada pelo segundo ano consecutivo. A cidade ocupa ainda a quinta posição entre as seis únicas brasileiras na listagem do IESE Business School.

As outras representantes nacionais são: a capital paulista, na 116ª colocação e a primeira entre as smart cities nacionais; Rio de Janeiro, na 126ª posição e a segunda entre as brasileiras; Curitiba, na 135ª, terceira colocada; Brasília, na 138ª e quarta posição; e Belo Horizonte, na 151ª posição e a sexta, respectivamente. É um importante reconhecimento para a cidade, num ranking que leva em conta o capital humano, coesão social, economia, meio ambiente, governança, planejamento urbano, alcance internacional, tecnologia, mobilidade e transportes.

Contudo, as posições das cidades brasileiras nesse ranking mostram o quão distantes estamos, seja do Black Mirror traçado para as cidades inteligentes mais conectadas, seja do exemplo de cidadania e sustentabilidade, quando olhamos para as capitais nordestinas e nem as calçadas, nem a coleta seletiva de lixo são padronizadas. Garantindo mobilidade e sustentabilidade ambiental.

E, hoje, não sei o que é pior, perder os dados, mas ter mais qualidade de vida, como eu vi nas cidades chinesas que visitei, ou manter minha privacidade e abrir mão da cidadania, como vemos todos os dias nas cidades brasileiras.

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Tendências, futuro e o Web Summit 2019

Quando se está no mercado de inovação e tecnologia, algumas conquistas demonstram a evolução da empresa que você carrega no peito: o lançamento do produto, o primeiro cliente, o escritório que cresce, a primeira ida ao Silicon Valley, em San Francisco (EUA), e a participação no Web Summit, em Lisboa, são alguns exemplos. Participar deste imenso evento como espectador já é uma experiência que engrandece. Imagine ser um entre apenas quatro brasileiros palestrantes em um universo de 1200 speakers.

São mais de 70 mil espectadores que viajam pelo mundo para estar presentes nos quatro dias de troca de conhecimento e experiência únicas. Lá, tive a oportunidade de falar sobre as pequenas e médias empresas brasileiras e como a tecnologia está transformando o cenário delas no país. Ser o único representante de um software ERP integralmente nacional e poder contar sobre essa camada tão importante da nossa economia foi algo especial. Os aprendizados foram diversos, pois quando se está aberto a absorver outras visões, você sai com muitas respostas, mas com muito mais questões para olhar para dentro e evoluir.

Durante esses dias pude participar de uma ação que era quase uma maratona de encontros com investidores. Mesmo não estando em busca de uma rodada, essas conversas são muito positivas, pois uma das maiores dores que uma empresa pode ter é não ser conhecido por esse stakeholder tão importante. Quando se realiza essa apresentação prévia, muitos caminhos se encurtam e a chance de um sucesso mais rápido na captação aumenta. Esse é um exercício cansativo, pois você pode falar com muitos investidores seguidamente, então possuir uma estrutura de temas importantes para falar pode te ajudar no momento de destacar suas ideias e feitos.

Como a feira possui um espírito de mutação constante, bem característico nas empresas de tecnologia, ela possui uma dinâmica em que as startups presentes com balcões e stands mudam entre os dias, assim um número grande de ideias é apresentado para os visitantes. Muitas dessas ideias são embrionárias e não se sabe se terão sucesso, mas há alguns anos a Airbnb era tida como loucura e hoje é a maior rede de hospedagens do mundo, então você pode cruzar com futuros unicórnios que ainda engatinham.

Participar como palestrante foi outro momento de aprendizado. Mesmo tendo alguma experiência em palestrar, estar em outro país com um público totalmente novo foi algo especial, pois cria uma tensão extra que se transforma em orgulho por poder representar o Brasil em um evento tão único. Ouvir de pessoas que o projeto realmente possui um impacto e que existem outros exemplos ao redor do mundo é recompensador.

Ver a palestra do Edward Snowden, que falou sobre a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) que entra em vigor no meio de 2020, foi importante, pois, por mais controversa que seja a figura dele, ele passou uma visão sobre como devemos tratar o tema não como proteção de dados, mas sob a ótica de coleta de dados. A questão principal deveria ser como se consegue os dados e não sobre com quem se compartilha as informações. Não que isso não tenha relevância, mas essa outra ótica teria um impacto maior na vida das pessoas.

Por fim, não podemos deixar de fora a supremacia quântica do Google e os robôs. Esses temas estiveram presentes também e mostram como estamos próximos de uma nova revolução. A nova forma de processar dados vai ser algo incrível e fez com que o setor saísse de um cenário teórico para algo palpável. Isso impacta na Lei de Moore, que fala sobre os computadores que ficam melhores e mais baratos conforme o tempo , algo que tinha quase parado nos últimos anos. Essa novidade – mesmo que não pareça nesse momento, pois o custo ainda é inatingível – faz essa roda voltar a girar.

Os robôs da Boston Dynamics também estiveram presentes para uma demonstração de seu primeiro modelo comercial. A empresa, que ainda não gerou nenhum dólar de receita, começa a caminhar para isso e indica uma tendência muito forte.

É incrível como cenário de tecnologia move multidões e se torna ainda mais relevante todos os dias. As pessoas começam a entender como a vida delas serão impactadas e as empresas compreendem que,no fim do dia, se o negócio não mudar a vida das pessoas, significa que ele é inevitavelmente limitado.

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O Design Thinking precisa abrir espaço ao Design Feeling

Há muitos anos – pelo menos 20 – que falo aos quatro ventos sobre como o design é uma lente poderosa na construção de um futuro desejável.

Isso por ter aprendido lá atrás, na PUC, com minha querida guru Ana Branco, que mais do que desenhar objetos bonitos, alinhando forma e função, nosso papel como designer era catalisar conhecimento, costurar saberes e desenhar soluções que gerassem valor real na vida das pessoas. Sempre “com” e nunca “para” elas.

Aprendi que precisamos cultivar nossa curiosidade, nossa intuição, nosso olhar ingênuo e holístico para percebermos as brechas que deixam a inovação emergir. E, se tudo der certo, se for fruto de envolvimento verdadeiro com muita empatia e experimentação, poder de fato melhorar um pouquinho o mundo.

Esse era o jeito que o designer deveria pensar sua atuação e orientar sua abordagem. Isso era design thinking, muito antes de Stanford empacotar nossa prática projetual em metodologia de sucesso. E foi essa a visão que me mobilizou como aluno de design de 1985 a 1990 e que acabou forjando meu caminho como empreendedor.

A Tátil nasce ali, a partir do meu encantamento em olhar a natureza como fonte de inspiração para desenhar embalagens mais inteligentes e sustentáveis. Do interesse pelo eco design de Victor Papaneck e Buckminster Fuller Nasce na barraca da Ana – sala de aula com uma lona de paraquedas como teto e uma fogueira no meio.

As almofadas que ficavam sobre tablados de madeira eram sacos de juta recheadas de folhas. Mais hippie impossível. Foi radical e completamente mobilizador entender e sentir que aquilo tudo seria minha vida.

Quando há sete anos atrás fui convidado como o primeiro designer a fazer uma palestra na HSM Expo, palco reservado aos grandes gurus da inovação e da gestão, senti que seria uma grande oportunidade de provocar aquela plateia surreal de 4000 pessoas a enxergarem o design sobre essa ótica, ampliando o senso comum do bom design como sinônimo de cadeiras, carros e luminárias escandinavas em salões europeus. Confesso que tinha dificuldade de entender e até esnobava quem queria seguir colocando mais cadeiras no mundo.

No começo deste mês, no lançamento do Instituto Burle Marx, que nasce com uma identidade criada por nós com a enorme responsabilidade de traduzir a genialidade de um dos maiores artistas brasileiros, me dei conta de que chegou a hora de reativar, ou pelo menos buscar equilibrar o papel e o lugar do que é fazer bom design.

Designers devem seguir “thinking” com a lente processual e estratégica que pode mudar o mundo.

Mas, não menos importante, devem abrir muito espaço para o brilho criativo que emerge da estética, que cativa o olhar, que traz o prazer para o tato, que é puro feeling.

Somos bichos que precisam sentir, experimentar, que se engajam pelo desejo e não apenas pela razão. Mais do que nunca é hora de somarmos a força do Design Thinking com a poética do Design Feeling, transpiração com muita inspiração, pois só assim conseguiremos de fato, engajar as pessoas ao que interessa.

Este mês, mais uma vez no palco principal do HSM, comecei minha palestra resgatando o lugar do design que emociona e encanta e da onipresença “thinker” dos post its.

Mostrei que se quisermos mesmo encarar o enorme desafio criativo que temos pela frente como espécie, temos que somar conhecimentos, misturar saberes e pontos de vista, ética com estética.

Temos que pensar em soluções de baixo impacto ambiental mas alto impacto sensorial. Não um ou outro, nem um primeiro e o outro depois, pois só assim iremos promover mudanças de comportamento engajando as pessoas pelo desejo e não pela culpa. Exatamente como a natureza sempre fez.

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Sustentabilidade

Visões do futuro: disrupção da sustentabilidade

Fechando nosso especial sobre Visões do futuro — você pode ler as outras partes aqui —, hoje vamos abordar um tema que nas últimas décadas tem sido cada vez mais discutido e provocado inúmeras transformações no mercado: sustentabilidade.

Desde a década de 1990, a preocupação dos governos e do setor industrial em tomar medidas a favor do meio ambiente e bem-estar das próximas gerações deu início ao movimento sustentável. Atualmente, a sustentabilidade está presente na cultura de inúmeras empresas, agregando valor à marca e despertando a simpatia do público.

Segundo os indicadores de desenvolvimento sustentável do IBGE de 2015, entre 2004 e 2011 houve redução de 84,4% das emissões de gás carbônico (um dos principais responsáveis pelo efeito estufa) como consequência da queda do desflorestamento da Amazônia. De 2008 a 2013 caiu também o número de queimadas e incêndios por ano no Brasil.

Além disso, de acordo com um estudo realizado pela UniEthos, 69% das empresas brasileiras reconhecem que a inserção da sustentabilidade no planejamento estratégico da organização é uma necessidade, e as tecnologias exponenciais têm sido importantes nesse processo. A redução do uso de papel na maioria das empresas só foi possível graças ao uso de celulares, tablets e notebooks.

O futuro da sustentabilidade

É fato que todas as ações de sustentabilidade desenvolvidas até hoje com a intenção de garantir um mundo melhor nos próximos anos são essenciais e colhem resultados comprovados de melhorias em vários setores, ainda que em alguns casos, como no setor agrícola, a luta pela redução do uso de agrotóxico — que dobrou nos últimos anos — esteja longe de acabar.

Entretanto, é preciso analisar o futuro a partir de outra perspectiva: esse movimento não virá a causar certo desequilíbrio a ponto de serem necessárias novas medidas sustentáveis para combater as consequências da própria sustentabilidade? Polêmico, né?!
Dentre todas as questões que podem ser levantadas, ressaltamos três cenários:

Aumento do consumo de energia

A redução do uso de papel devido à ascensão da tecnologia mobile e ao emprego cada vez mais frequente das mídias digitais — afinal vivemos o momento mais digital e conectado da história — gera consumo de energia elétrica que só tende a aumentar mais anualmente. Tal situação nos faz refletir sobre se mesmo soluções como a energia renovável serão capazes de suprir toda essa demanda crescente, levando em consideração que outros dispositivos surgirão no mercado nos próximos anos.

Dessalinização de água em Israel

A tecnologia usada para a dessalinização (Saiba mais) de água em Israel é uma das inovações mais exportadas por esse país. Importadas por pelo menos 40 países, as usinas de dessalinização por osmose reversa tiraram Israel da seca e hoje são a principal fonte de água potável no país. Mas, apesar de seus benefícios, alguns ambientalistas apontam que esse processo não é nada ecológico e pode ter consequências drásticas para o meio ambiente no futuro. Um dos principais pontos é sobre o que fazer com o sal que é retirado da água. Afinal, ao ser devolvido para o mar, pode-se torná-lo ainda mais salgado e causar impacto negativo, tanto ambiental como econômico.

Substituição do plástico

A principal matéria-prima do plástico é o petróleo, que pode estar com os dias contados. Mas, além disso, o plástico é um dos elementos que mais poluem o meio ambiente, pois demora anos para se decompor. Graças a movimentos sustentáveis, a população tem se conscientizado cada vez mais com relação ao uso de garrafas plásticas, sacolas e até canudinhos — que já foram retirados de circulação por grandes empresas como Starbucks e McDonald’s. Entretanto, o que fazer com o plástico que integra a montagem de dispositivos como smartphones e notebook?

Todas essas ações em prol de um mundo mais sustentável são válidas e essenciais para a sociedade, mas talvez seja preciso começar a pensar já em quais serão as soluções para outros problemas que o presente gerará!

Área de conteúdo HSM

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Blog Liderança & Pessoas

Visões do futuro: a liderança do propósito

O futuro está batendo a nossa porta, trazendo com ele anseios e receios, mas acima de tudo, mudanças. Tentar prever o que irá acontecer com o mundo daqui alguns anos é o que todo empreendedor almeja para tentar obter sucesso nos negócios e adiantar tendências.

Entretanto, com as tecnologias ágeis transformando comportamentos e hábitos, tentar entender o cenário mundial daqui a 5 anos pode ser um caminho meio nebuloso. Por isso, para falar sobre as visões de futuro e tentar entender o que deve acontecer daqui pra frente, iremos dividir esse artigo em 4 partes. Esta primeira irá falar sobre o conceito de liderança do futuro.

Gestão com propósito

Fazendo um grande paradoxo com a Era digital, o futuro terá como foco o ser humano. Esqueça as máquinas e a inteligência artificial, ou melhor, use essas tecnologias como aliadas para aproximar sua marca das pessoas.

Nos próximos anos, gerar valor será essencial para se sobressair no mercado. Com o crescimento do capitalismo consciente, empresas com crescimento exponencial serão aquelas guiadas por um conjunto de valores e que buscam atingir metas de maneira justa e equilibrada, com foco principal em resolver as dores do consumidor.

A tendência é que cada vez mais a marcas deixem de dar tanta importância para o produto e comecem a se questionar: como posso melhorar a vida dessa pessoa? Promover uma experiência única desde o começo da jornada do seu cliente até a hora de receber um feedback é um dos primeiros passos para alcançar essa meta. É por isso que o conceito de Customer Centricity tem sido cada vez mais abordado pelas empresas. E a gente já falou disso por aqui neste post.

Valorização do ser humano
O ser humano é cheio de falhas. A gente sempre soube disso, entretanto, durante muitos anos os trabalhadores e empresas sofreram muito com a herança que o Fordismo – sistema de produção em massa e gestão idealizado em 1913 por Henry Ford – deixou para a cultura organizacional. Criando ambientes de trabalho sistemáticos, onde havia uma forte desvalorização do lado humano.

Atualmente, graças a empresas como a Netflix, que tem um documento sobre cultura criado por Patty Mccord, este cenário tem mudado dentro de muitas organizações e startups que buscam inovação. Líderes focados em construir equipes de alta performance entendem que pessoas são falhas e que é preciso lidar com alguns fracassos para chegar ao sucesso.

Além disso, esse modelo de gestão mostra grande importância a transparência, em envolver toda sua equipe em estratégias e resultados, discutir ideias e aceitar críticas de igual para igual. Todos esses comportamentos já estão transformando o mercado e espera-se que no futuro o lucro seja apenas a consequência de um trabalho que gere valor, tanto para quem faz quanto para quem consome!

Área de Conteúdo HSM.