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3 livros de negócios para começar a ler em 2022

“Building A Story Brand” – Donald Miller

É possível afirmar que grande parte das obras audiovisuais que vemos gira em torno de um personagem principal enfrentando um problema que precisa ser resolvido. Esse personagem normalmente não consegue fazer isso sozinho e conta com a ajuda e apoio de um coadjuvante que age como uma espécie de guia oferecendo um plano e garantindo que o protagonista evite o fracasso e, por fim, alcance o sucesso…

O que Donald Miller propõe em seu livro “Building a Story Brand” é implementar essa estrutura em marcas.

Ao substituir o personagem principal pelo seu cliente e o guia pela sua marca, você consegue entender melhor como Google, Firefox, YouTube ganharam protagonismo.

“Comece pelo por quê” – Simon Sinek
Por que algumas empresas são capazes de inspirar, liderar e transformar indústrias e setores enquanto outras não conseguem?

Simon Sinek argumenta que os líderes inspirados (independentemente de sua formação, indústria ou financiamento) entendem POR QUE suas empresas existem, qual seu propósito, qual sua missão principal e colocam isso no centro de tudo o que fazem.

“As pessoas não compram o que você faz, elas compram por que você faz” – Simon Sinek

Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes” – Stephen Covey

Há uma razão para este livro estar na lista dos mais vendidos do New York Times por mais de 20 anos. É um clássico que toda pessoa de negócios tem em sua biblioteca. Uma análise aprofundada dos sete hábitos que todos nós precisamos desenvolver como líderes, empresários, pais e pessoas.

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HSM Expo ’21

Na última semana aconteceu no Transamérica Expo Center a 21ª edição da HSM Expo. Devido a todos os acontecimentos relacionados à pandemia do Covid-19, as principais decisões corporativas passaram a ser influenciadas pelo contexto da saúde. Pensando nisso, nos unimos à SingularityU Brazil para criar a trilha Exponential Health e apresentar as tendências e tecnologias que irão revolucionar os negócios e o mercado de saúde global nas próximas década.

Foi uma verdadeira imersão no futuro das organizações e carreiras com palestras, workshops, mentorias, rodadas de negócios com startups e experiências de troca e aprendizado entre os participantes.

Arnav Kapur, pesquisador do Grupo de Interfaces Fluidas do MIT Media Lab, cria dispositivos que permitem conectar seres humanos e máquina. Em sua apresentação, o líder do projeto Alter Ego do MIT defendeu que o avanço tecnológico vai fortalecer a condição humana, aumentando nossas capacidades – uma espécie de “segundo eu” melhorado com a ajuda da inteligência artificial.

Vice Presidente de Biologia e Medicina Digital da SingularityU University, Tiffany Vora explorou como as tecnologias exponenciais podem transformar “sick care” em “health care” e mostrou como learning machine, IA, CRISPR e biologia computacional vão transformar nosso sistema de saúde e ter impacto direto na nossa qualidade de vida e no mercado de trabalho.

O empreendedor serial e especialista em disrupção, David Roberts, nos convidou à sua visão como presidente do conselho da HaloDrop, revolucionária empresa de serviços de drones e da 1QBit, primeira empresa do mundo de software para computadores quânticos.

Habib Frost impactou a plateia com sua apresentação voltada ao futuro da medicina e da biologia digital com uma didática especial na abordagem de tecnologias de edição de genes, CRISPR, robótica e sensores. Conhecido como o mais jovem médico da Dinamarca, formado aos 23 anos, Frost é CEO da Neurescue. Uma empresa que vale a pena ser conhecida.

O ex-vice presidente do Alibaba Group, Porter Erisman, trouxe ao palco todo seu conhecimento dos bastidores do maior e-commerce do mundo. Nome quentíssimo no mundo dos negócios, o americano trouxe um banquete informacional sobre disrupção, comércio eletrônico, business plan e story telling.

Acalamada mundialmente por seu trabalho como psicóloga e especialista em relacionamentos, Esther Perel bateu um papo com Zeca Camargo para nos ajudar a entender como ficam as relações humanas depois de meses longe do escritório e de encontros presenciais.

Jeffrey Pfeffer é um dos maiores nomes em Gestão de Pessoas e professor de Comportamento Organizacional de Stanford. Em sua apresentação, Pfeffer discorreu sobre o atual cenário, em que 72% da força de trabalho está submetida a burnouts e o estresse gera um prejuízo de US$300 bilhões ao ano só nos Estados Unidos.

Um dos nomes mais aguardados dessa edição, Angela Ahrendts compartilhou suas experiências à frente da Burberry e da Apple Retail, se tornando uma das executivas mais bem pagas dos Estados Unidos. Seu grande manual de liderança? Basicamente fazer as perguntas certas e ouvir.

Os três dias do maior evento de gestão da América Latina trouxeram mais de 200 nomes ao palco, compartilhando valiosas lições de empreendedorismo, dicas de gestão e análises de mercado. Você consegue acessar as palestras e entrevistas com os speakers na íntegra na nossa plataforma de streaming de conteúdo corporativo: HSM Experience. Ainda não possui uma conta? Clique aqui e tenha acesso livre a todas as edições!

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Vinte&Um livros para 2021 desafios

O ano de 2020 será lembrado como um enorme obstáculo que todos tivemos que enfrentar de surpresa. 2021 já dá pistas de que algumas incertezas permanecerão, mas estamos melhor preparados para os desafios.

Prever qualquer coisa tornou-se quase impossível, e os líderes precisarão estar atentos aos movimentos dos negócios e, principalmente, de suas equipes. A leitura é uma atividade que, além de prazerosa, pode antecipar cenários e afiar suas percepções empresariais para os desafios de amanhã.

Pensando nisso, selecionamos 21 livros que vão enriquecer seu repertório emocional, racional e empreendedor.

“Tarzan Economics: Eight Principles for Pivoting Through Disruption – Will Page (2021)
A sobrevivência a longo prazo nos negócios tem tudo a ver com a adaptação às mudanças. Em “Tarzan Economics”, Will Page, economista-chefe do Spotify, examina oito princípios essenciais para ajudar as empresas a mudar e prosperar durante as interrupções que alteram o jogo.

“The Cult of We: WeWork, Adam Neumann, and the Great Startup Delusion” – Eliot Brown e Maureen Farrell (2021)
Em “The Cult of We”, os repórteres do Wall Street Journal, Eliot Brown e Maureen Farrell, detalham a história interna da WeWork e de seu fundador, Adam Neumann. A ascensão e destruição da WeWork foram alimentadas por personagens díspares em um sistema financeiro cego para seus riscos, incluindo líderes na J.P. Morgan e Goldman Sachs. Por que alguns dos maiores nomes do setor bancário e de capital de risco compraram a propaganda, e o que o futuro reserva para os unicórnios do Vale do Silício?

“Out of Office: The Big Problem and Bigger Promise of Working from Home” – Charlie Warzel e Anne Helen Petersen (2021)
A pandemia inaugurou uma era em que acordos flexíveis de trabalho são possíveis. “Out of Office” combina reportagens inovadoras e as experiências em primeira pessoa dos autores depois que eles decidiram trocar o escritório de Nova York por Montana. O livro descreve o caminho em direção a um novo tipo de equilíbrio entre trabalho e vida pessoal que pode melhorar nossas vidas e fortalecer nossas comunidades.

“Leadership in Turbulent Times” – Doris Kearns Goodwin (2019)
Esta é uma leitura obrigatória para empreendedores de qualquer ano, mas especialmente 2021. Goodwin explora se líderes nascem ou são feitos e o impacto da adversidade no crescimento da liderança. Ela estuda as experiências dos presidentes dos EUA Abraham Lincoln, Theodore Roosevelt, Franklin D. Roosevelt e Lyndon B. Johnson para dar lições sobre como acolher opiniões opostas e angariar apoio em torno de estratégias alvos.

Uma lição do presidente Lincoln particularmente interessante: todos nós precisamos encontrar tempo e espaço para pensar. Aconteceu muita coisa este ano. Os empreendedores precisam ter certeza de que estão encontrando tempo para pensar sobre o cenário mais amplo, os desafios que precisam resolver e como fazer para que as equipes trabalhem melhor em conjunto. O tempo é incrivelmente valioso, então não se engane. Bloqueie o tempo na sua agenda, dê uma caminhada e tome um pouco de ar fresco. Certifique-se de ter tempo e espaço para pensar.

“Dear Chairman: Boardroom Battles and the Rise of Shareholder Activism” – Jeff Gramm (2016)
Para fundadores de startups com sonhos de abrir o capital, “Dear Chairman” é uma leitura obrigatória. Jeff Gramm mergulha na história das batalhas nas salas de reuniões e no aumento do ativismo dos acionistas no século passado, lembrando aos leitores que os investidores e a administração nem sempre estão alinhados.

Por meio de mergulhos profundos em conflitos cruciais da diretoria nos últimos 100 anos, Gramm fornece uma visão essencial para empresários emergentes sobre como lidar com esses conflitos.

“Digital Body Language: How to Build Trust and Connection, No Matter the Distance – Erica Dhawan (2021)
Dhawan decodifica os novos sinais e pistas que substituíram a linguagem corporal tradicional. O livro ensina a lidar com mal-entendidos diários no mundo atual do trabalho remoto, desde grandes conferências e videoconferências até e-mails diários, textos, mensagens instantâneas e chamadas telefônicas.

“You Are What You Risk: The New Art and Science of Navigating an Uncertain World” – Michele Wucker (2021)
Em “You Are What You Risk”, Wucker examina por que evitamos o risco, quando devemos aceitá-lo e como podemos reformular nosso relacionamento com a incerteza e a oportunidade de viver uma vida mais produtiva. Uma oportunidade literária de obter insights, ferramentas e estratégias para fazer melhores escolhas sobre riscos grandes e pequenos.

“Born Standing Up” – Steve Martin (2007)
Quando pensamos em pessoas que incorporam o espírito empreendedor, comediantes e atores normalmente não vêm à mente. Mas em “Born Standing Up”, Steve Martin prova ser um empresário por completo. Em sua autobiografia, Martin conta a história de como ele entrou, e depois saiu, no ramo do stand-up comedy. Começando com seu primeiro emprego na Disney aos dez anos, Martin mostra como ele cresceu sua carreira de shows de mágica em pequena escala para se tornar um dos comediantes mais icônicos da história recente.


Os fundadores de startups podem aprender muito com a jornada de Martin na comédia. Ao longo do livro, você percebe que as chaves para seu sucesso foram um compromisso constante com a excelência, originalidade inabalável e, mais importante, a autoconsciência para saber quando era hora de ir embora.

Inventor Confidential: The Honest Guide to Profitable Inventing– Warren Tuttle e Jeffrey A. Mangus (2021)
Se você tem uma grande ideia ou invenção e deseja monetizá-la, “Inventor Confidential” traz pistas de onde gastar seu dinheiro para maximizar suas chances de sucesso. O livro auxilia na construção de uma visão ampla dos desafios, os sinais de alerta, o protocolo de desenvolvimento e as etapas para chegar ao mercado.

Rethinking Users: The Design Guide to User Ecosystem Thinking – Michael Youngblood, Benjamin J. Chesluk, e Nadeem Haidary (2021)
As noções de relações diretas entre pessoas e produtos não são mais válidas. “Rethinking Users” apresenta uma nova abordagem para entender a natureza da experiência do usuário com um baralho de cartões de persona do usuário e atividades de equipe passo a passo para desbloquear um novo pensamento centrado no usuário.

“Unsliced: How to Stay Whole in the Pizzeria Industry” – Mike Bausch (2020)
Ok, então seu negócio pode não ter muitas semelhanças óbvias com uma pizzaria. Mike Bausch está aqui para mostrar aos empresários leitores que as lições que ele aprendeu vão muito além da cozinha. “Unsliced” analisa como o ambiente acelerado e de alto risco de uma pizzaria é uma excelente metáfora para o mundo dos negócios hoje, ensinando alguns insights importantes que todos os empresários independentes devem saber.

“Love is Free. Guac is Extra.: How Vulnerability, Curiosity, and Empowerment Built An Unstoppable Team” – Monty Moran (2020)
O título provavelmente mostra tudo aqui: Monty Moran fez seu nome como o co-CEO que levou o Chipotle de alguns restaurantes regionais a um fenômeno internacional e em um estilo totalmente seu. O livro detalha a imensa quantidade de cuidado necessária para alcançar essa façanha, começando com as mais de 20.000 conversas que Moran teve com funcionários da Chipotle para ter uma ideia de como a cultura da empresa deveria ser. Ele pode não ser um CEO convencional, mas é exatamente por isso que seu livro é uma leitura obrigatória para os empreendedores de 2021.

“Game of Sales: Lessons Learned Working at Adobe, Amazon, Google, and IBM” – David Perry (2020)
O currículo de David Perry fala por si. Se carreiras em quatro das empresas de tecnologia mais bem-sucedidas do mundo não qualificam alguém para compartilhar sua experiência, nada qualificará! “Game of Sales” explica como as vendas não são um fenômeno mágico, mas um jogo para ser jogado por aqueles que estão mais bem equipados para jogá-lo. Nenhuma empresa sobreviverá em 2021 sem um forte portfólio de vendas, e este livro é uma boa maneira de começar a construir um.

“Pinot Rocks: A Winding Journey Through Intense Elegance” – Michael Browne (2020)
Seguir sua paixão, viver seus sonhos e escolher aventuras são elementos-chave do bom empreendedorismo, e todas as coisas nas quais o autor Michael Browne é um verdadeiro especialista. “Pinot Rocks” é uma parte memoir de uma vida decadente e outra parte um guia genuíno para tornar sua vida o que você quiser que seja. Não são pautas que todos os empreendedores poderiam fazer uma atualização para esse ano?

“Trustworthy: How the Smartest Brands Beat Cynicism and Bridge the Trust Gap” – Margot Bloomstein (2021)
Os profissionais de marketing precisam de uma nova estratégia nesta era cínica para inspirar confiança e ajudar os consumidores a tomarem decisões seguras. Essa dinâmica alimenta uma ampla gama de organizações de alto desempenho, incluindo Airbnb, Zoom, o Federal Bureau of Investigation dos EUA, conferências TED e The New York Times. Em “Trustworthy”, Margot Bloomstein mostra como empregar táticas concretas para ajudar sua marca a ganhar confiança, respeito, lealdade e levar seu público do cinismo à esperança.

“Assemble the Tribe: Believe in Your Value. Find Belonging. Be Different” – Leah J M Dean (2020)
Não há maneira fácil de ser uma mulher empreendedora, e ninguém sabe disso melhor do que Leah J M Dean. “Assemble the Tribe” é um grito de guerra para cada mulher que já se sentiu isolada, derrotada ou desassistida no mundo dos negócios. Criar fortes alianças empreendedoras será a chave para permanecer resiliente no futuro, e este livro ajudará nisso.

“Skip the Line: The 10,000 Experiments Rule and Other Surprising Advice for Reaching Your Goals – James Altucher (2021)
Em “Skip the Line”, o empresário James Altucher oferece uma nova mentalidade e várias técnicas para perseguir suas paixões e realizar seus sonhos. O livro propõe maneiras de deixar que seus interesses guiem seu aprendizado, tempo e recursos; alterando sua visão de mudanças e crises.

“Working Backwards: Insights, Stories, and Secrets from Inside Amazon” – Colin Bryar e Bill Carr (2021)
De autoria de dois ex-executivos seniores da Amazon, “Working Backwards” é uma visão interna dos princípios e práticas que impulsionam o império da Amazon. Os autores detalham todas as 14 regras de liderança da gigante norte-americana e revelam como elas direcionam a tomada de decisões em todos os níveis.

“The Art of Selling Your Business: Winning Strategies & Secret Hacks for Exiting on Top” – John Warrillow (2021)
O apresentador do podcast “Built to Sell Radio”, John Warrillow completa sua trilogia sobre a construção de uma empresa com “The Art of Selling Your Business”. Com base em entrevistas com centenas de empreendedores, este guia prático o ajudará a avaliar seu negócio, determinar o melhor momento para vender, criar uma guerra de lances, posicionar sua empresa para atrair compradores, maximizar um preço e aperfeiçoar sua negociação.

“The Introvert’s Edge to Networking” – Matthew Pollard (2021)
Você não precisa ser um auto-promotor implacável para ser um networker de sucesso. Em “The Introvert’s Edge to Networking”, Matthew Pollard mostra que os introvertidos são os melhores networkers quando armados com um plano que os permite ser autênticos. Baseando-se em mais de uma década de pesquisa e exemplos de trabalho real, este guia fornece um projeto prático para redes introvertidas.

“The Five Tool Negotiator: The Complete Guide to Bargaining Success” – Russell Korobkin (2021)
“The Five Tool Negotiator” é um guia para qualquer pessoa ansiosa melhorar suas habilidades de negociação, em cinco tópicos que todos nós podemos utilizar: Análise da Zona de Negociação, Persuasão, Projeto de Negociação, Poder e Normas de Equidade. Domínio das habilidades críticas de negociação para todos os níveis de uma transação.

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Como montar um plano de ação que realmente gere resultados

No processo de gestão de qualquer organização, estabelecer um plano de ação é importante. Sem isso, a organização acaba trabalhando de forma intuitiva, o que geralmente é contraprodutivo.

Na prática, trabalhar sem um plano de ação é como navegar sem uma bússola: pode até ser que você chegue a terra firme em algum momento, mas a rotina de diariamente só ver o mar à sua volta, sem nenhuma noção concreta de progresso, pode ter um impacto bastante negativo na motivação da tripulação.

Por que um plano de ação é importante?

Primeiro, é uma forma de registrar ideias de melhoria. Todas as pequenas alterações no modo de trabalho que podem agregar eficiência acabam entrando no plano.

A rotina do trabalho tem algo de reconfortante. Por mais que ela não seja ideal, ela já é conhecida. E na correria do dia a dia, acabamos nos apoiando nessa rotina já conhecida para resolver nossos problemas.

Com isso, no entanto, as oportunidades de melhoria acabam ficando para trás. E um plano de ação é um recurso para trazer de volta o foco em melhorar nossos processos.

Em segundo lugar, o plano de ação nos leva a definir uma sequência de ações. Estabelecer uma lista de prioridades, por si só, já é uma maneira de trabalhar de forma mais eficaz.

Pode não parecer, mas nesse caso, a ordem dos fatores altera o produto. Realizar primeiro as tarefas com maior impacto e, depois, as mais corriqueiras, acaba tornando o nosso trabalho mais produtivo.

Um plano de ação é uma maneira de transformar essa priorização em um processo. Além disso, também abre espaço para remanejar as atividades em caso de imprevistos.

Finalmente, um plano de ação também permite separar a rotina da estratégia.

Atender clientes, resolver burocracias e conversar com colaboradores são tarefas que demandam tempo, em qualquer situação.

Normalmente, essas tarefas acabam consumindo todo o nosso tempo de trabalho. Um plano de ação, nesse contexto, ajuda a reservar um período para pensar em maneiras de elevar nosso patamar de funcionamento.

Evite esses erros comuns ao elaborar um plano de ação

Nesse contexto em que estamos acostumados a apagar incêndios, é fácil cometer alguns erros na hora de montar um plano de ação. Esses erros acabam reduzindo a eficiência do seu plano, e impedindo que os benefícios que ele deveria trazer cheguem até sua organização.

O primeiro deles é estabelecer um plano sem conexão com as metas.

Um ponto muito crítico é que suas metas devem estar alinhadas ao seu plano de ação. Se a meta é aumentar lucratividade, não adianta agir para aumentar o número de vendas de produtos menos lucrativos. É como querer chegar a um lugar e dirigir em outra direção.

Esse exemplo é relativamente óbvio. No entanto, ações sem alinhamento com as metas são mais comuns do que parecem. Por isso, checar se as suas ações vão ao encontro dos seus objetivos é um exercício que vale a pena fazer constantemente.

O segundo erro comum é não estabelecer prioridades para as ações.

O plano de ação não deve apenas dizer quais tarefas devem ser feitas, mas também em que ordem. Como falamos acima: a ordem dos fatores altera o produto.

Se um plano de ação tem, na mesma linha, “melhorar a comunicação da equipe de vendas e a de produtos” e “organizar programa de estágio semestral”, há algo de errado.

Melhorar a comunicação entre as áreas é algo complexo e que vai trazer resultados no médio a longo prazo. É algo que merece uma dedicação diferente do que um programa de estágio semestral, que é uma atividade rotineira.

Mesmo que os seu plano de ação seja feito no papel, leve em conta a priorização das ações. Circule as ações que forem mais urgentes, por exemplo.

O terceiro erro comum não tem tanto a ver com os planos de ação em si, mas com seu registro. O erro é registrá-los num local de difícil acesso: um arquivo escondido em alguma pasta do servidor, por exemplo.

Para funcionar, o plano de ação precisa estar facilmente visível. Seguir esse plano exige uma mudança de comportamento, e essa mudança já é algo difícil; se o plano precisar de muito esforço para ser acessado, fica mais difícil ainda.

Se você usa uma ferramenta online para registrar seu plano, uma ideia é tornar essa ferramenta uma aba fixa do seu navegador. Assim, ela estará sempre a um clique.

Se o seu plano de ação está em um papel, deixe-o num espaço visível da sua mesa de trabalho. De preferência em algum lugar para onde você olhe com frequência.

Conclusão: Um plano ótimo sem execução não vale nada

Seu plano de ação não precisa ser um documento enorme e complexo. Ele pode por exemplo ser apenas uma lista despretensiosa de coisas a fazer. O mais importante é que ele esteja sempre à mão e guie suas decisões do dia-a-dia.

Nesse caso, um pedaço de papel com algumas linhas escritas vale mais que uma planilha sofisticada de Excel que você nunca lembra onde salvou.

Em tese, o tempo que você usa para criar o seu plano de ação não é produtivo. Afinal, você não está resolvendo nenhuma demanda do seu trabalho enquanto o elabora.

No entanto, esse planejamento faz com que você trabalhe melhor. Ele te torna mais eficiente no resto do dia, e isso acaba compensando o tempo que você investe para montá-lo.

Um lenhador que pare para afiar seu machado não está cortando árvores. No entanto, com o machado afiado, ele trabalha muito melhor e produz muito mais lenha. Montar o plano de ação, nessa analogia, é sentar para afiar seu machado.

Por isso, vale lembrar que por mais que seja importante afiar o machado, não adianta deixá-lo no armário. Um bom machado é aquele que é usado na prática e cumpre o seu papel.

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Eric Ries e o Startup Way

Em um mundo cada vez mais marcado pela velocidade das mudanças, pensar e agir como uma startup se tornou uma questão de sobrevivência para empresas de todos os setores.

A combinação entre otimização de recursos e alto potencial de escala tem como principal referência o movimento Lean Startup. Criada pelo americano Eric Ries, a metodologia foi imortalizada no best-seller publicado em 2011.

Dividida em cinco princípios fundamentais – todos eles orientados pela incorporação de uma mentalidade empreendedora nas empresas – a metodologia tem como base a criação de protótipos rápidos e a validação ideias a partir do feedback de clientes. A ideia central é agilizar processos para entregar ao consumidor um produto de alta qualidade, que atenda às suas necessidades, por um preço acessível.

A expansão dessa filosofia para diversas áreas do mundo corporativo pode ser observada na sequência “The Startup Way”, onde o autor amplia a sua discussão sobre agilidade e eficiência para organizações de todos os tamanhos e setores.

Quer saber como esses princípios podem ser aplicados na sua empresa? No dia 4 de novembro, Eric Ries estará no palco principal da HSM Expo 2019 para apresentar a metodologia a líderes de negócio de todo o país. Garanta já a sua vaga no site oficial do evento!

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Empreendedorismo na década das ilusões perdidas

Estamos as portas de perder uma geração de jovens com ensino superior, mas perdidos para a sociedade. Empreender pode ser uma solução. Comecei minha vida na docência do ensino superior em 1999, na época estava finalizando o mestrado e as reformas do ensino, realizada em 1996, estavam começando a surtir efeito na expansão do ensino superior. Mais gente formada, mais possibilidade de emprego e maior renda, certo? Nem sempre, como veremos ao longo do texto.

De verdade, mais do que procurar emprego, nossos estudantes precisam ser ensinados a criar sua própria ocupação, sob pena de diante da crise que se instalou, se consolida no Brasil uma geração de jovens desiludidos com seu papel na sociedade.

Particularmente hoje, com o advento da Inteligência Artificial, Internet das Coisas e uma série de tecnologias que estão ocupando, cada vez mais, atividades rotineiras e automatizáveis. Pensamento, planejamento e atitude é a solução. Mas vejamos os dados e informações que me leva a escrever isso aqui.

Inicialmente essa expansão ocorreu via ensino privado e só a partir de 2006 teve início a expansão das universidades públicas. No início as vagas nas faculdades e universidades em expansão eram tomadas por uma gama de profissionais que já estavam no mercado de trabalho e necessitavam de qualificar sua função com um diploma do
ensino superior ou conseguir uma segunda formação.

A partir de 2006, com a expansão do ensino superior público, a implantação dos sistemas de cotas, aprofundamento da política do financiamento estudantil público e outras políticas de inclusão social via ensino, houve a abertura para a entrada dos jovens oriundos das classes sociais de menor renda.

O primeiro grupo de estudantes, os profissionais, já estavam no mercado de trabalho e de certa forma se esforçavam para aumentar a renda. Esse pessoal também lotou as turmas dos cursos de especialização lato-sensu e grande parte dele conseguiram seus objetivos ao longo dos anos recentes de crescimento econômico no Brasil.

O segundo grupo, que até hoje continua entrando nas universidades públicas e nas faculdades privadas, pode não ter seus objetivos no mercado de trabalho alcançados. Aos que foram os primeiros a entrar no ensino superior, entre 2006 e 2010, ainda alcançaram em sua saída da universidade um mercado de trabalho aquecido e contratante.

A partir dessa data, os que ingressaram no ensino superior estão encontrando dificuldades para encontrar empregos. Nunca é demais reforçar a importância da formação superior para a qualificação profissional em uma economia cada vez competitiva. Além de oferecer maiores garantias para conseguir ou se manter em um emprego.

Mas recentemente, devido a atual crise que se instalou no Brasil deteriorando fortemente o mercado de trabalho, a formação superior principalmente entre os mais jovens já não garante mais emprego a ninguém. Isso é possível perceber com a taxa de ocupação das pessoas acima de 14 anos em Alagoas foi em média 43% entre o 2º trimestre de 2014 ao 2º trimestre de 2017.

Ou seja, 57% das pessoas aptas a trabalhar em todas as idades estavam sem ocupação. Segundo dados do INEP, entre 2009 e 2013, Alagoas formou cerca de 100 mil estudantes nas mais diversas categorias de ensino superior, e em 2014, 13% dos empregos formais no estado eram ocupados por pessoas com nível superior de formação, que totalizou 70
mil empregos.

Ou seja, se houvesse em Alagoas os formados apenas no período citado acima, nem todos teriam conseguido emprego até 2014. Como a situação do país e do estado se deteriorou muito após essa época, com certeza a situação hoje não está melhor, confirmando a noção da década das ilusões perdidas.

Isso reforça a proposta do texto em que os jovens precisam aprender a criar sua ocupação, sob pena de aumentar a frustração e o desalento. O ensinamento do ato de pensar estrategicamente, planejar e executar o planejado deve estar vinculado aos programas de empreendedorismo das universidades, sendo trabalhado nas mais diversas vertentes do que vem a ser o comportamento empreendedor.

Se isto não for incorporado, de forma universal em todos os tipos de formação superior, corre-se o risco de que os profissionais formados por nossas escolas sejam meros repetidores de rotinas operacionais em plena Era da Inteligência Artificial, da Indústria 4.0 e da Internet das Coisas. Podemos estar criando um exército de excluídos com nível superior.

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4 fintechs brasileiras de inclusão financeira

Entre os seus diversos desdobramentos, a revolução das fintechs também contempla tecnologias de facilitação de crédito e plataformas de inclusão para a clientes de baixa renda. As inovações apresentadas por essas startups vão de encontro direto às necessidades de pequenos empreendedores e de uma parcela da população que muitas vezes tem dificuldade em contratar serviços bancários básicos. Conheça abaixo algumas empresas brasileiras que vem se destacando ao democratizar o acesso ao sistema financeiro.

1- Nexoos
A Nexoos oferece uma solução peer-to-peer que conecta empresas a investidores individuais. Nos últimos dois anos, a startup já financiou cerca de R$ 80 milhões em projetos. O processo é feito direto diretamente plataforma, com juros competitivos para os empreendedores e rentabilidade atrativa para os investidores. As análises de risco são feitas com a ajuda de algoritmos de inteligência artificial e incluem consultas de avaliações e perfis em redes sociais.

2- Firgun
Focada em empreendedores de baixa renda, a Firgun, é uma plataforma de crowdfunding que abriga campanhas de microcrédito para pequenos negócios. O valor dos empréstimos individuais varia entre R$ 25 e R$ 4 mil (o montante é devolvido aos credores em parcelas). A ideia é incentivar investimentos sociais feitos por pessoas físicas. Nos últimos dois anos, a startup já apoiou mais de 21 empresários. A meta para 2019 é chegar a 150 campanhas realizadas e movimentar R$ 1 milhão.

3- Banco Maré
A partir de uma plataforma de blockchain, o Banco Maré, oferece serviços de pagamento de contas, recargas, transferências, pagamentos, planos de saúde e assistência para pagamento de dívidas. As transações são concentradas em apenas um aplicativo feitas com a criptomoeda Palafita. O foco são usuários que vivem em comunidades como o complexo da Maré, no Rio de Janeiro, e Heliópolis, em São Paulo. O aplicativo reúne uma base de 23 mil usuários cadastrados.

4- QueroQuitar
O QueroQuitar é um aplicativo que ajuda devedores a renegociarem dívidas com grandes empresas, como bancos e operadoras de telefonia. Os acordos são calculados em até dez minutos. A negociação em lotes de dívidas gera descontos que podem chegar a 80%. Os pagamentos podem ser feitos em até 36 vezes.

Quer conhecer as últimas tendências e tecnologias do mercado financeiro? Inscreva-se no Exponential Finance Brazil. O principal summit de finanças exponenciais do país acontece do dia 10 e 11 de setembro, em São Paulo.

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A quinta onda do corporate venture

Interagir com startups (ou tentar agir como uma) passou a ser uma das principais tendências do mundo corporativo. CEOs e outros C-levels ligados às áreas de Inovação, Estratégia, Novos Negócios e até mesmo de Marketing e Recursos Humanos frequentemente voltam, ora fascinados, ora aterrorizados, de missões em ecossistemas inovadores ao redor do mundo como os vistos na China, Vale do Silício e Israel.

Atualmente metade das 10 empresas mais valiosas do mundo (Google/Alphabet, Facebook, Amazon, Tencent e Alibaba) são ex-startups que foram criadas durante o “boom das pontocom” por volta dos anos 2000. Desde então diversas empresas, ou mesmo setores inteiros, foram completamente modificados por startups que parecem surgir do nada e que, crescendo exponencialmente, mudam completamente o ambiente de negócios do qual fazem parte (e não estamos falando apenas de Uber e Airbnb). A frequência e a amplitude com que fintechs, edtechs, martech, contrutechs, cleantechs, agritechs (etc) têm mudado seus segmentos faz com que seja praticamente impossível para qualquer corporação, de qualquer setor, ignorar o fenômeno, sob pena de ter que, em poucos anos, fechar suas portas diante de concorrentes que talvez nem existam ainda.

A típica reação das corporações ao fenômeno tem sido o que chamamos de corporate venturing. Também conhecido como corporate-startup engagement (CSE), estes conceitos representam um amplo conjunto de instrumentos e objetivos que costumam reger a relação entre corporações e startups. Estamos falando de hackthons, incubadoras, aceleradoras corporativas, co-desenvolvimento de produtos, aquisições e fundos de corporate venture capital (CVC). Esses fundos têm sido protagonistas de uma verdadeira revolução silenciosa nos últimos anos, e aos poucos começa a surgir mais concretamente no radar dos líderes de inovação das grandes empresas no Brasil e no mundo. Entender suas origens é fundamental para também entender que o que vemos hoje é apenas a ponta do iceberg.

As primeiras ondas
Os fundos de CVC não são exatamente uma novidade. Desde a década de 1960 já se te tem conhecimento da existência e da importância deles. Mas por que só agora estamos ouvindo falar tanto deles como uma poderosa ferramenta de inovação? Porque só agora este fenômeno atinge o impressionante recorde de US$ 53 bilhões investidos (2018) após um crescimento médio de 38% nos últimos 5 anos? Entender um pouco dos ciclos históricos nos ajudará a entender o contexto atual e, o mais importante, a identificar tendências dessa atividade que está se tornando um mainstream das áreas de inovação de grandes corporações mundo afora.

Como falado anteriormente a primeira onda de CVC surgiu na década de 1960. Inspiradas pelo sucesso dos primeiros fundos de venture capital (VC) e impulsionadas pelo sucesso nas bolsas de valores, grandes conglomerados industriais começaram a criar fundos de investimentos para diversificar suas aplicações e seus portifólios de negócios. Nesse período empresas como Ford, Dow, Dupont, 3M, GE, Xerox, Mobil, Monsanto etc, montam seus primeiros fundos e passam a buscar novas oportunidades para investir.

A segunda onda, que começa no final dos anos 1970 e vai até meados dos 1980s, também é inspirada no mercado de capitais, mas por uma razão inversa. Os baixos retornos das bolsas de valores e a mudança da regulação dos fundos de pensão americanos (que passam a poder investir em ativos de maior risco) aumenta consideravelmente a procura por ativos alternativos, o que estimula consideravelmente os fundos corporativos. Em um paralelo temporal começa a surgir, no mesmo período, o Vale do Silício como conhecemos hoje, com uma abundância de empresas de tecnologia e investidores de risco espalhados pela região. É o período em que surgem empresas como Microsoft, Apple, Oracle, etc.

O final dos anos 1990 é marcado pelo surgimento da terceira onda de CVC, no período conhecido como o “boom das pontocom” (empresas com negócios baseados na internet). A explosão e a euforia dos fundos independentes de VC e das empresas de tecnologia da informação, arrasta as corporações para a festa. Porém, do mesmo jeito que a onda cresceu, ela se extingue com o estouro da bolha no início dos anos 2000. Os fundos corporativos desse período tiveram uma duração média de apenas 2,2 anos. Entretanto, em meio às cinzas deste ciclo, três fatos devem ser observados pois seriam fundamentais para explicar o fenômeno atual.

– Primeiramente, é o momento que surgem diversas das mais valiosas empresas do mundo atualmente (Google, Facebook, Amazon, Alibaba, Tencent etc). Sua importância é fundamental não apenas pelo sucesso financeiro, mas também pelo modo que influenciam o mundo da gestão empresarial como um todo. inovação como mainstream, métodos ágeis, business model canvas, propósito entre outros jargões ouvidos exaustivamente em eventos corporativos mundo a fora, surgem do jeito de ser dessas novas empresas. Corporações tradicionais começam a entender que inovar não é apenas uma questão de aumentar vendas, margens ou reduzir custos. É agora uma questão de sobrevivência.

– Logo após a bolha das pontocom, começa a surgir o entendimento e a consolidação do conhecimento gerado ao longo do período. Em 2003, Henry Chesbrough (UC Berkeley) e Clayton Christensen (Harvard) alavancam seus conceitos de inovação aberta e inovação disruptiva que seriam prontamente adotados como a base para a construções dos novos padrões de gestão da inovação e também para a quarta onda de CVC.

– De modo ainda discreto, diversas empresas farmacêuticas começam a utilizar os fundos de CVC declaradamente como uma ferramenta estratégica de inovação, buscando utilizar esse instrumento como meio de alavancar seu negócio principal ao invés de apenas buscar retornos financeiros como nos fundos de VC independentes. Essa mudança de driver, do financeiro para o estratégico, é a principal razão do crescimento exponencial observado já na quarta, mas principalmente na quinta onda de CVC.

A maior parte dos especialistas no tema apontam que após o estouro da bolha, em meados dos anos 2000, inicia-se uma quarta onda de CVC que dura até os dias atuais. O que percebemos na verdade é que a partir desse período não existe apenas uma onda, mas duas.

Número de Investimentos por CVCs por Ano

A quarta onda, que vai de 2003 a 2009, pode ser considerada como um importante período de aprendizado que antecede a onda atual. Pela primeira vez os objetivos estratégicos das corporações passam a ser o principal driver que comanda as ações dos fundos de CVC em detrimento da priorização financeira das três ondas anteriores. CVCs passam a ser utilizados para criar ou entrar em novos mercados, para internacionalizar mais rapidamente, para encontrar soluções inovadoras para o negócio principal da corporação etc. Porém, por serem ainda uma primeira fase, os movimentos ainda são cautelosos com investimentos sendo feitos em startups mais maduras e em um número reduzido ou mesmo sem a presença de co-investidores.

Já na quinta onda, que se inicia em 2010 e segue até o presente, a tônica já é bem diferente. Não há mais aquela dúvida entre os objetivos financeiros e os objetivos estratégicos. Os fundos de CVC atuam declaradamente ferramentas de apoio a inovação das corporações-mãe e passam a montar teses de investimentos, modelos de governança e processos pensando nisso. Os ativos complementares das corporações passam a entrar na proposta de valor de alguns fundos. As unidades de CVC passam a investir em startups em fases mais embrionárias (o percentual de startups investidas em fase semente da quinta onda é quase três vezes maior que o da quarta). Seguindo a tendência de formação de ecossistemas de inovação, os investimentos realizados também são cada vez mais próximos geograficamente da sede das corporações, com um claro objetivo de capturar as sinergias entre a investidora e as investidas.

Assim, a divisão do período que vai de 2003 ao tempo presente em duas ondas distintas ajuda não só entender melhor as prioridades dos últimos 15 anos das unidades de CVC mundo fora, como também nos dá pistas importante sobre os próximos passos dessa atividade. O que fica como quase consenso, entretanto, é que o corporate venturing veio para ficar e entender as melhores práticas é questão fundamental para o processo de inovação das empresas.

E o futuro?
A quinta onda de CVC revelou muitos novos padrões, mas também deixou algumas perguntas importantes a serem respondidas. Ao mesmo tempo que habilitou uma poderosa ferramenta de diversificação de risco e ampliação dos esforços de inovação nas grandes empresas, também elevou a complexidade no campo da gestão. Com mais alternativas e mais stakeholders envolvidos, surgem também novos questionamentos que precisam ser endereçados principalmente no que tange a governança, processos e recursos humanos das organizações. Eis alguns exemplos:

• Qual o nível ideal de interferência que a corporação deve ter no fundo de CVC? Deve ser mais alto para garantir o alinhamento com seus objetivos estratégicos planejados como em geral acontece com os fundos das empresas farmacêuticas, ou estes fundos devem ser mais independentes para alavancar inovações disruptivas que as vezes podem até concorrer com a corporação como acontece no GV, o fundo early stage do Google/Alphabet?

• Qual a relação que o fundo e as investidas devem ter com os esforços de P&D da em curso na companhia? Devem se somar, colaborar ou “competir” de modo independente? O fundo e as inovações perseguidas devem ter um foco mais outside-in ou inside-out?

• Como deve ser o modelo de remuneração e o perfil ideal da equipe que lidera e faz parte da unidade de CVC? Esse time deve ser considerado como parte da corporação ou como parte de uma unidade diferente e autônoma? A quem esse time deve responder?

• A corporação deve montar seu próprio ecossistema/plataforma de inovação ao redor do fundo (hackathons, competições, aceleradoras, etc) ou deve buscar se inserir em um já existente? Quais os limites, preferências e como essa relação deve se dar? Qual o volume de recursos que deve ser investido?

Essas e muitas outras perguntas estão sendo respondidas na prática por algumas das mais inovadoras empresas do mundo, mas sem certezas absolutas ainda (que talvez nunca venham a existir). A boa notícia é que movimento está chegando com toda força no Brasil ao mesmo tempo em que o país parece ter finalmente chegado à maturidade de sua indústria de VC: com taxa de juros mais razoáveis, crescimento de VCs locais, chegada de grandes VCs estrangeiros e nossos primeiros unicórnios – 8 apenas nos últimos 18 meses.

É uma grande oportunidade para startups e corporações, mas principalmente para o sistema de inovação brasileiro, que apresenta todas as condições de se posicionar muito bem nesta revolução silenciosa que mudará (e já está mudando) a maneira de se fazer inovação nas grandes empresas.

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Afinal, como encontrar o tal do propósito?

Faz parte da natureza humana a busca pelo “como” e o “porquê” das coisas. Quando o tema em questão é a nossa existência, responder a esta indagação se torna ainda mais desafiante. Precisamos nos lembrar e nos reconectar com a nossa essência. Por isso, para facilitar o processo desta busca pelo nosso propósito de vida, é necessário aprender a entender os nossos porquês, a partir das perguntas certas.

Para apoiar esta busca pelo propósito, no Impulso Emerge desenvolvemos e utilizamos a Mandala da Vida que Emerge. Trata-se de uma ferramenta que auxilia nas reflexões durante o programa Emerge Você e que funciona como uma espécie de bússola, nos apoiando na investigação das diferentes dimensões de nossas vidas.

Poder pessoal e essência
Essa dimensão ajuda a identificar quais são os seus reais talentos e paixões e como eles potencializam seu poder pessoal. Tem relação direta com a essência do seu “EU” e com a sua forma de se expressar no mundo. O lugar da sua maior potência está no encontro e convergência desses elementos únicos, ancorados pelos seus valores e crenças.

Essa tomada de consciência é fundamental para entender e honrar as bases da sua vida e para moldar o futuro que quer construir. Também ajuda a identificar e entender os medos e barreiras que impedem a expansão do seu potencial. É por isso que identificar crenças limitantes é o primeiro passo para começar a quebrar a casca e forjar a expressão da sua essência. Essas crenças, em sua maioria, vêm de fora, de outras pessoas próximas ou da sociedade e, no processo de adultificação, incorporamos como nossas. Romper com essas convicções, aceitando as crenças que vêm de dentro e que revelam sua forma única de ver o mundo, é uma forma de cortar os cordões umbilicais invisíveis que ainda temos com os nossos familiares, mas que são fundamentais para a construção da nossa individualidade.

Nossa vida é essa redescoberta de quem “Eu Verdadeiramente Sou”.

• Quais são seus verdadeiros talentos? Quais são suas paixões?
• Onde seus talentos encontram suas paixões?
• Quais são os seus valores?
• Quais são as suas crenças limitantes?

Necessidades do mundo
As necessidades do mundo apontam o nosso campo de atuação, no qual podemos efetivamente contribuir para as questões mais sensíveis do planeta, em toda e qualquer dimensão, local ou globalmente. Vale lembrar que quando falamos em propósito, ele existe para alguma coisa, nunca é ensimesmado. E essa coisa é justamente o campo das necessidades do mundo, que, ao serem trabalhadas, podem gerar as transformações necessárias que possibilitam a evolução da humanidade e o aumento de consciência das pessoas. Quando nos conectamos com nosso poder pessoal e o colocamos a serviço das necessidades do mundo, tudo flui e nada nos bloqueia, pois este é o nosso lugar. E o melhor é que, quando isso acontece, podemos começar a construir o nosso legado.

O trabalho com significado é o encontro do poder pessoal e da essência com as necessidades do mundo.

• Do que o mundo precisa hoje e que você sente que pode contribuir com os seus dons e talentos?
• Qual é a necessidade do mundo que você está ajudando a resolver a partir do seu trabalho? E da sua vida pessoal?
• Qual é o legado que você gostaria de construir a partir da sua vida?

Estilo de vida
Para viver todo o seu potencial humano, toda a sua essência e contribuir efetivamente para a construção de um mundo mais sustentável, é fundamental ter um estilo de vida equilibrado. É preciso buscar uma relação harmônica com o mundo.

Precisamos mergulhar em todas as esferas, tanto pessoal quanto profissional, principalmente no que se refere ao nosso equilíbrio e à nossa harmonia. Aspectos como saúde, espiritualidade, vida em família, amigos, lazer, trabalho, cultura, educação, dentre outros, precisam ser explorados. Além disso, precisamos avaliar como equilibrar a nossa individualidade com a vida em comunidade. A configuração da sua vida hoje está favorável às condições que potencializam a vida que te faz feliz?

• Como está o equilíbrio da sua vida pessoal e da vida profissional?
• O que você tem feito na sua vida que te traz diversão, saúde, espiritualidade, conhecimento e outras coisas que considera fundamental?

Fluxo financeiro
Para tudo o que foi dito acima funcionar é imperativo que a vida seja equilibrada e viável, o que significa que precisamos ter um fluxo financeiro próspero. Para falarmos de prosperidade, precisamos começar entendendo a nossa relação com recursos e dinheiro. É necessário falar sobre a mentalidade da escassez e da abundância.

Devemos lembrar que dinheiro é energia. Esta dimensão diz muito sobre como você tem usado a sua energia e, principalmente, como você tem se relacionado com o dinheiro e qual é a sua serventia.

• Quanto o dinheiro está te impedindo de realizar seus verdadeiros sonhos?
• Se você não dependesse do dinheiro para realizá-los, qual seria o seu primeiro passo?

Espero que tenham gostado e que as reflexões lhes sejam úteis. Para terminar, quero deixar uma frase de Brené Brown, que eu adoro: “A vulnerabilidade é a nossa medida mais precisa da coragem”.
Desejo a vocês coragem na vida.

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Empreendedorismo

Empreendendo a carreira

Em momentos onde a economia de um país procura reagir, como é o caso do Brasil, frequentemente se observa pessoas buscando novas oportunidades nas suas carreiras. Algumas mudando de empregos enquanto outras buscam alternativas com o empreendedorismo.

Um dos pontos que pode levar as pessoas a começar a empreender é a taxa de desemprego, que apresentou, em 2018, a maior média de desocupação dos últimos 7 anos, em 13 capitais do país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, realizada pelo IBGE.

Em contrapartida, a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM) 2017 indica que houve um pequeno aumento, no mesmo ano, em relação a empreendedores por oportunidade X por necessidade, sendo que para cada empreendedor inicial por necessidade existia 1,5 empreendedores por oportunidade. A estimativa fica em mais de 27 milhões de empreendedores iniciais, sendo um pouco mais de 16 milhões de empreendedores por oportunidade contra quase 11 milhões por necessidade.

Outro item que chama a atenção na pesquisa é com relação à quantidade de empregos gerados por empreendedores. No caso dos empreendedores iniciais (que começaram recentemente seus negócios), o percentual do item “nenhum empregado” ficou em 58,3%, ao passo que para os empreendedores estabelecidos (negócios estabelecidos há mais tempo), o índice foi de 68,4%. Ao analisar esta situação, uma possível leitura é que muitos destes empreendedores que não têm nenhum empregado estão em transição de carreira.

Geralmente, as competências que já possuímos como profissionais nos acompanham na nossa trajetória de carreira, mas para empreender, além de habilidades que contribuíram para um bom desempenho enquanto funcionário é necessário desenvolver outras capacidades. Não é tão incomum encontrar executivos e outros profissionais com bom desempenho enquanto funcionários que, ao iniciarem um empreendimento, não alcançaram o mesmo sucesso da época em que eram empregados.

A primeira questão é a pessoa analisar se tem o perfil para empreender. É importante também identificar o quanto está disposta a correr riscos e como lidará com a renda (considerar eventuais meses de sazonalidade de cada negócio). Conhecer onde atuará e fazer o estudo do mercado para identificar oportunidades (empreendedorismo por oportunidade) é fator crucial para pessoas que consideram iniciar no empreendedorismo. E, por fim, refletir sobre como conseguirá clientes (marketing e vendas) e como fará a gestão financeira do seu negócio.

Está pensando em iniciar um negócio? Desenvolva competências de empreendedorismo e conheça mais sobre negócios. Segundo Eric Gordon, existem 7 competências que são imprescindíveis para alguém que quer empreender. São elas:

• Ambição
• Desejo de aprender
• Habilidade para escutar
• Criatividade
• Assertividade e confiança
• Perseverança
• Coragem para assumir riscos

Caso deseje empreender, vale a pena desenvolver ou fortalecer estas e outras competências, pois aparentemente, tanto o contexto do mercado de trabalho nacional quanto o global dão sinais que será cada vez mais importante empreender a carreira.

Fabrício César Bastos Consultor HSM