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Empreendedorismo na década das ilusões perdidas

Estamos as portas de perder uma geração de jovens com ensino superior, mas perdidos para a sociedade. Empreender pode ser uma solução. Comecei minha vida na docência do ensino superior em 1999, na época estava finalizando o mestrado e as reformas do ensino, realizada em 1996, estavam começando a surtir efeito na expansão do ensino superior. Mais gente formada, mais possibilidade de emprego e maior renda, certo? Nem sempre, como veremos ao longo do texto.

De verdade, mais do que procurar emprego, nossos estudantes precisam ser ensinados a criar sua própria ocupação, sob pena de diante da crise que se instalou, se consolida no Brasil uma geração de jovens desiludidos com seu papel na sociedade.

Particularmente hoje, com o advento da Inteligência Artificial, Internet das Coisas e uma série de tecnologias que estão ocupando, cada vez mais, atividades rotineiras e automatizáveis. Pensamento, planejamento e atitude é a solução. Mas vejamos os dados e informações que me leva a escrever isso aqui.

Inicialmente essa expansão ocorreu via ensino privado e só a partir de 2006 teve início a expansão das universidades públicas. No início as vagas nas faculdades e universidades em expansão eram tomadas por uma gama de profissionais que já estavam no mercado de trabalho e necessitavam de qualificar sua função com um diploma do
ensino superior ou conseguir uma segunda formação.

A partir de 2006, com a expansão do ensino superior público, a implantação dos sistemas de cotas, aprofundamento da política do financiamento estudantil público e outras políticas de inclusão social via ensino, houve a abertura para a entrada dos jovens oriundos das classes sociais de menor renda.

O primeiro grupo de estudantes, os profissionais, já estavam no mercado de trabalho e de certa forma se esforçavam para aumentar a renda. Esse pessoal também lotou as turmas dos cursos de especialização lato-sensu e grande parte dele conseguiram seus objetivos ao longo dos anos recentes de crescimento econômico no Brasil.

O segundo grupo, que até hoje continua entrando nas universidades públicas e nas faculdades privadas, pode não ter seus objetivos no mercado de trabalho alcançados. Aos que foram os primeiros a entrar no ensino superior, entre 2006 e 2010, ainda alcançaram em sua saída da universidade um mercado de trabalho aquecido e contratante.

A partir dessa data, os que ingressaram no ensino superior estão encontrando dificuldades para encontrar empregos. Nunca é demais reforçar a importância da formação superior para a qualificação profissional em uma economia cada vez competitiva. Além de oferecer maiores garantias para conseguir ou se manter em um emprego.

Mas recentemente, devido a atual crise que se instalou no Brasil deteriorando fortemente o mercado de trabalho, a formação superior principalmente entre os mais jovens já não garante mais emprego a ninguém. Isso é possível perceber com a taxa de ocupação das pessoas acima de 14 anos em Alagoas foi em média 43% entre o 2º trimestre de 2014 ao 2º trimestre de 2017.

Ou seja, 57% das pessoas aptas a trabalhar em todas as idades estavam sem ocupação. Segundo dados do INEP, entre 2009 e 2013, Alagoas formou cerca de 100 mil estudantes nas mais diversas categorias de ensino superior, e em 2014, 13% dos empregos formais no estado eram ocupados por pessoas com nível superior de formação, que totalizou 70
mil empregos.

Ou seja, se houvesse em Alagoas os formados apenas no período citado acima, nem todos teriam conseguido emprego até 2014. Como a situação do país e do estado se deteriorou muito após essa época, com certeza a situação hoje não está melhor, confirmando a noção da década das ilusões perdidas.

Isso reforça a proposta do texto em que os jovens precisam aprender a criar sua ocupação, sob pena de aumentar a frustração e o desalento. O ensinamento do ato de pensar estrategicamente, planejar e executar o planejado deve estar vinculado aos programas de empreendedorismo das universidades, sendo trabalhado nas mais diversas vertentes do que vem a ser o comportamento empreendedor.

Se isto não for incorporado, de forma universal em todos os tipos de formação superior, corre-se o risco de que os profissionais formados por nossas escolas sejam meros repetidores de rotinas operacionais em plena Era da Inteligência Artificial, da Indústria 4.0 e da Internet das Coisas. Podemos estar criando um exército de excluídos com nível superior.

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Como superar impasses em negociações

Antes de entrar em uma negociação, as pessoas costumam refletir sobre o que seria um valor ideal, seu mínimo aceitável e medir as pequenas concessões que estariam dispostos a fazer para chegar a um ponto no meio do caminho.

Quando iniciam a negociação, passam a defender essas posições pré-estabelecidas, numa batalha, em que cada um tenta obter para si o máximo possível, ou pelo menos se proteger para que o outro não leve o que é seu. Percebendo não ser possível impor suas demandas, vão perdendo a paciência, e passam a repetir suas exigências em tom mais alto, por acreditar que dessa forma conseguirão o que querem.

Esse roteiro faz com que muitos acordos que seriam vantajosos para ambas as partes, terminem em impasse. O pior é que cada um sai com a percepção de que realmente não existia uma faixa de acordo possível e que “fez o que podia”. O relacionamento ainda sai estremecido, já que fica a percepção de que a culpa pelo não acordo foi do outro – por não ter cedido – ou de fatores externos como: mercado, restrições orçamentárias, falta de autonomia, dentre tantos outros.

Bons negociadores sabem que aparentes impasses são parte da negociação e que seu trabalho é superá-los, com criatividade e cooperação. Apresento a seguir 3 atitudes para superar impasses:

1. Foque nos reais interesses de cada um

Os interesses são a razão de cada um querer o que está pedindo. São o “porque”. Nossas demandas, ou posições, são a forma como achamos que podemos resolver o nosso problema. Pesamos intuitivamente nossos interesses internamente e, pelas informações que possuímos, chegamos à conclusão sobre qual seria a melhor linha de ação a seguir. O problema de focar nas posições para tentar convencer os outros, é que muitas vezes as demandas de cada um são incompatíveis, mas os reais interesses seriam conciliáveis.

Ao entrar nas negociações, você até pode compartilhar sua posição, ou seja, sua forma de resolver o problema, mas seja claro ao mencionar que estaria disposto a chegar ao mesmo lugar, por caminhos diferentes, explicitando o que é mais importante para você, ou seja, quais interesses compõem suas demandas. Quando ouvir posições inflexíveis do seu interlocutor, tente entender o que pode estar por trás desses pedidos, sejam interesses tangíveis ou necessidades humanas não atendidas, como respeito, autonomia ou liberdade. Para tentar descobrir essas questões, mude as perguntas de “o que” o outro quer para “por que” ele quer isso.

2. Evite barganhas simples sobre apenas uma variável


Negociações que abordam apenas uma variável (em geral valor nominal) têm maiores chances de chegar a um impasse. A tomada de decisão de cada um é complexa, pesando vários interesses, mesmo que não óbvios, antes de chegar a uma conclusão. As chances de compatibilizar esses interesses aumenta se forem adicionadas variáveis.

Muitas vezes o cliente não poderia pagar o valor que o fornecedor está pedindo, mas conseguiria se fosse dividido em mais parcelas. ou se o primeiro pagamento fosse postergado, ou se o frete estivesse incluso, ou se a garantia fosse estendida, ou se fosse oferecido um cupom de desconto para a compra seguinte. Cada uma dessas variáveis pode ser a chave para resolver o impasse.

3. Busque trocas inteligentes


Complementando a adição de variáveis, devemos buscar trocas inteligentes, que tenham baixo custo para um e alto benefício para o outro. Cada pessoa valoriza os itens de forma diferente. E nessas distintas atribuições de valor a cada ponto, está uma excelente forma de criar valor na negociação.

No caso, por exemplo, da discussão entre um cliente e uma companhia aérea pela compensação sobre um voo cancelado que causou prejuízos ao passageiro. O cliente demanda R$ 5 mil e a Cia aérea só aceitaria pagar R$ 3 mil. Um acordo que contemple pagamento de R$ 2.500 em dinheiro + crédito de 6 voos nacionais a livre escolha, é uma troca que tem baixo custo para a companhia (porque o custo de cada voo é menor do que o valor que ela cobra e na maioria dos casos ela tem disponibilidade de assentos) e tem alto benefício para o cliente, que é um passageiro frequente e os 6 voos valem mais do que o dinheiro que ele receberia.

Nas suas próximas negociações, tente mudar o foco da discussão, saindo de posições rígidas para diálogos mais amplos sobre os reais interesses de cada um, adicione variáveis de forma criativa e pense em soluções que aproveitem a diferença de valor que as partes dão para cada ponto. Certamente diversos impasses serão transformados em soluções mutuamente satisfatórias.

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Neurodiversidade: a importância de cultivar a diferença nas empresas

O conceito por trás do termo Neurodiversidade consiste em reconhecer e respeitar as diferenças neurológicas que fazem parte da vida de muitas pessoas, dentre elas: dispraxia, dislexia, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), autismo, síndrome de Tourette, entre outras.

O termo cunhado pela socióloga australiana e portadora da síndrome de Asperger, Judy Singer, em 1988, alerta que uma “conexão neurológica” atípica (ou neurodivergente) não é uma doença a ser tratada ou curada. Trata-se, acima de tudo, de uma diferença humana que deve ser respeitada como qualquer outra diferença (sexual, racial, etc.).

Mas além de reconhecer e respeitar pessoas com essas condições neurológicas é preciso incluí-as no mercado de trabalho. O Relatório Nacional de Indicadores de Autismo de 2015 aponta que 37% dos jovens adultos com autismo, entre 18 e 25 anos, nunca conseguiram um emprego depois que saíram do ensino médio.

Mas o autismo não é a única diferença neurológica que sofre com a falta de inclusão. De acordo com o relatório de 2015, do CDC ( Center for Disease Control and Prevention), o número total de americanos – adultos e crianças – com TDAH continua a subir a cada ano: de 7,8% em 2003 para 9,5% em 2007, e 11% em 2011. Mas a falta de diagnóstico logo no início e o despreparo de muitas empresas em lidar com a neurodiversidade acabam não proporcionando um ambiente onde profissionais com esta condição possam se fixar e crescer.

A britânica Jannine Harris, diagnosticada com TDAH já na fase adulta, contou em matéria ao The Guardian que chegou a ser demitida de mais de 40 empregos ao longo dos seus 44 anos de idade. Hoje, ela conseguiu se firmar como professora de necessidades especiais na escola Billing Brook e relata que foi a única vez que conseguiu manter um emprego de longa duração.

Por que você precisa de neurodiversidade na sua empresa?

Assim como construir equipes mais diversas – seja de ideais, raça, gênero ou sexualidade diferentes entre si – é a alma da criatividade, produtividade e alta performance dentro das empresas, com a neurodiversidade funciona da mesma maneira.

Funcionários neurodiversos podem demonstrar maior comprometimento e confiabilidade, e trazer novas perspectivas à sua equipe e em suas tarefas. Uma pesquisa feita em 2016 pelo National Institute of Economic and Social Research (NIESR) alerta que quando uma empresa adota políticas e práticas que ajudam as pessoas com essas condições a trabalhar e crescer dentro do ambiente de trabalho, consegue alcançar melhores resultados, a alta performance da equipe e ainda contribui para bons índices de saúde organizacional.

Uma matéria da Revista Harvard Business Review aponta que muitas pessoas com essas condições têm habilidades superiores à média. Alguns deles, como autismo e dislexia, podem conferir habilidades especiais em reconhecimento de padrões, memória ou matemática. No entanto, as pessoas afetadas muitas vezes lutam para se ajustar ao perfil buscado pelos empregadores.

Pessoas neurodiversas frequentemente precisam de adaptações no local de trabalho — como fones de ouvido para evitar superestimulação auditiva — para ativar ou alavancar ao máximo suas habilidades. Às vezes, elas são excêntricas. Em muitos casos, as adaptações e as dificuldades são manejáveis, com perspectiva de ótimos retornos. Mas, para obter esses benefícios, a maioria das empresas precisaria ajustar suas políticas de seleção, recrutamento e desenvolvimento de carreira para chegar a uma definição mais ampla de talento.

Em seu livro NeuroTribes, Steve Silberman demonstra que a incidência de autismo é particularmente alta em lugares como o Vale do Silício (por razões não completamente compreendidas). Ele e outros levantaram a hipótese de que muitos dos “excêntricos” e “nerds” da indústria poderiam muito bem estar “no espectro”, mas sem o diagnóstico.

Ainda assim, a pesquisa da NIESR evidencia alguns pontos de atenção, como:

• Problemas por mau desempenho surgem, provavelmente, quando os líderes não estão cientes da condição neurológica do colaborador. O diagnóstico e a divulgação dessa condição pode ser útil na prevenção de problemas de produtividade – mas isso precisa ser tratado com cautela. Um ambiente de trabalho no qual os funcionários são aceitos e têm a chance de trabalhar seus pontos fortes é fundamental.

• Processos de recrutamento podem ser uma barreira em potencial à neurodiversidade e deve-se tomar cuidado para evitar a discriminação – soluções simples incluem oferecer múltiplos métodos de aplicação, evitar anúncios de emprego ambíguos/genéricos, definir apenas tarefas relevantes na fase de entrevistas e garantir que o processo de seleção forneça aos candidatos a chance de demonstrar suas habilidades de maneiras diferentes.

• Alguns aspectos de bom apoio e gerenciamento aplicam-se a todos os funcionários em geral, não apenas àqueles com condições neurológicas: dar instruções claras, garantir que os funcionários não sejam sobrecarregados, proporcionando um ambiente de trabalho livre de distrações. Permitir que os funcionários se canalizem para tarefas em que eles possam se sobressair, em vez de exigir que continuem a executar tarefas onde são menos adequados, pode beneficiar a maioria. Colocar muita ênfase em competências genéricas pode prejudicar a equipe com condições neurológicas que têm habilidades altamente especializadas e que poderiam ser aproveitadas de maneira diferente.

• Os méritos de se ter um colaborador neurodiverso não devem ser negligenciados. Atributos positivos comumente associados a pessoas com essas condições incluem criatividade, pensamento lateral, a abertura para uma “perspectiva diferente”, desenvolvimento de habilidades altamente especializadas e a consistência em tarefas já dominadas anteriormente. Desde que formas de minimizar quaisquer áreas de fraqueza possam ser postas em prática, os colaboradores devem estar sintonizados com os possíveis benefícios e até mesmo com as vantagens competitivas de obter uma equipe que pensa de forma diferente.

Na Irlanda, a neurodiversidade está se tornando mais conhecida e a quantidade de empresas que veem a importância dessa inclusão como um benefício fundamental está aumentando. Áreas como TI e análise de dados podem ser excelentes para colaboradores neurodiversos se desenvolverem, e as pessoas com autismo geralmente se destacam em áreas como teste de software e segurança cibernética. Muitas destas funções estão enfrentando, atualmente, escassez de talentos e muitas organizações reconhecem a necessidade de fazer mais para atrair pessoas.

John Elder Robison — pesquisador e vice-presidente do Neurodiversity Working Group no College of William & Mary, e portador da síndrome de Asperger —, afirma: “Muitos que abraçam o conceito da neurodiversidade acreditam que pessoas diferentes não precisam de cura, precisam de ajuda e acolhimento”.

Criar uma equipe neurodiversa é procurar por pessoas que enxergam o mundo de maneira diferente. O equilíbrio entre pessoas com essa condição neurológica e as demais pessoas pode trazer mais criatividade, produtividade e melhores resultados para sua organização. No entanto, fica nas mãos da liderança encarar esse desafio de tornar o local de trabalho um ambiente acolhedor e que se proponha a desenvolver a todos.

Natália Fazenda
Área de Conteúdo da HSM

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O segredo das pessoas criativas

Perdi a conta de quantas vezes já ouvi bons profissionais dizendo “eu não sou criativo”, como se tal situação fosse imutável e ter criatividade se restringisse a um pequeno grupo de iluminados por um dom divino. O curioso é que essa crença limitante é o que impede as pessoas de resgatar essa habilidade essencialmente humana e que, portanto, todos nós dominamos. Conforme prometido no título, vou lhe contar qual o segredo das pessoas criativas, mas antes convido você a refletir um pouco sobre os porquês e lhe garanto que essa reflexão faz parte do segredo, ok?

INFÂNCIA

Você deseja observar a criatividade sendo exercida em seu pleno potencial? Não precisa ir a um concerto nem participar de uma reunião de brainstorming, basta observar uma criança brincando. Filhos, sobrinhos, desconhecidos no shopping… não importa! Só observe. Note como é natural para uma criança inventar um universo próprio, criar personagens, misturar histórias reais com fantasias. E o melhor: ninguém ensina uma criança a fazer isso. Ela simplesmente faz, de maneira natural.

Isso acontece porque, na infância, recebemos diferentes estímulos o tempo todo. O processo de descoberta do mundo é repleto de novas palavras, sons, cheiros, sabores, entre outras informações que mexem com a imaginação da criança e fazem com que ela se interesse por tudo. Por isso as crianças querem saber por que o céu é azul, por que o pescoço da girafa é comprido, por que o Hulk é verde etc. E são essas explicações que ampliam o repertório da criança e possibilitam que ela crie, por exemplo, uma história de uma girafa verde que voa em um céu roxo.

A VERDADE

Pois bem, contei essa breve história para fazer a seguinte afirmação: todo mundo nasce criativo, mas, infelizmente, os estímulos que recebemos ao longo da vida (ou a falta deles) acabam minando nossa curiosidade e nossa capacidade de combinar as coisas.

Hoje já observo algumas mudanças, mas a minha geração (Y -> os nascidos na década de 1980) ainda sofreu bastante com um sistema educacional 100% preparado para exterminar sua criatividade. Afinal, o professor era a autoridade máxima (questioná-lo? Nem pensar!), as provas exigiam que você decorasse coisas (tabelas, fórmulas etc.) e havia pouco espaço para fomentar questionamentos e discussões.

O resultado disso é que, como qualquer habilidade, a criatividade é esquecida pela falta de treino. Portanto, se você deseja voltar a ter bom desempenho no quesito criatividade, vai precisar exercitar duas coisas:

CURIOSIDADE

Dê uma olhada lá no primeiro parágrafo quando falei sobre crença limitante. Se você não se perguntou “ué, por quê?”, provavelmente você já se acostumou a não questionar mais as coisas.

As pessoas criativas preservaram a curiosidade natural da infância e continuam questionando os porquês sempre que possível. Consumir conteúdos diferentes é algo comum para pessoas criativas, como se o mundo fosse um texto na Wikipédia, todo hiperlinkado, sabe? Você está lendo sobre uma coisa, de repente vai pra outra, e pra outra… Quanto mais curioso você for, mais descobertas fará e seu repertório para o que vem a seguir estará ainda mais rico.

COMBINAÇÃO

Sabe aquele famoso ditado “Nada se cria, tudo se…”. Não importa se você completou com a palavra TRANSFORMA, atribuída ao pensador Antoine Lavoisier, ou a palavra COPIA, cunhada pelo apresentador Abelardo Barbosa (mais conhecido como Chacrinha), o princípio é o mesmo: para ser criativo basta combinar o que já existe no mundo em um contexto diferente. É copiar, transformar e dar uma solução nova para problemas antigos, porque nada vem do nada, entende? Uma boa ideia sempre será resultado de duas ou mais coisas já existentes e que foram combinadas de um jeito diferente.

Parece complexo, mas é tão simples quanto inventar uma história que contenha uma girafa verde que voa em um céu roxo. Basta ter em seu repertório todas essas imagens e explicações, e apresentá-las ao mundo em uma versão diferente. Não conseguimos imaginar aquilo que nunca capturamos antes. Portanto, criatividade tem que ver com repertório.

Ok, mas como faço para ampliar repertório?

Simples. Consuma conteúdos. Leia sobre assuntos que não fazem parte de seu universo, assista a filmes e peças de teatro de gêneros que você não costuma ver, interesse-se pelas histórias das pessoas e questione por que elas fazem o que elas fazem. Enfim, olhe para o mundo com o mesmo interesse de uma criança e garanto: as ideias simplesmente brotarão em sua cabeça.

Gabrielle Teco, head of Marketing & People na GESTO Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e dou palestras sobre temas que me interessam: de alimentação saudável a empreendedorismo, pois essa diversidade me instiga e diz muito sobre mim. Técnica em Nutrição, pós-graduada em Marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Desde 2017 assumi novos desafios na GESTO, scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

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Visões do futuro: as habilidades essenciais para o profissional do amanhã

Em mais um capítulo de nossa série sobre Visões do futuro, vamos debater Soft Skills. Você pode ler as duas primeiras partes aqui e aqui, quando mostramos as tendências que poderão guiar a liderança do amanhã.

Muitos líderes e visionários acreditam que as Soft Skills são competências essenciais para o profissional do futuro, mas há quem ainda não saiba muito bem o que elas são ou para que servem e muito menos quais vantagens elas podem trazer tanto para sua carreira, como para sua empresa.

Soft Skills são competências profissionais relacionadas à personalidade e ao comportamento do candidato. Por exemplo, se antes ser bom em matemática era mais importante do que ser uma pessoa com bom relacionamento e proativa, hoje são essas habilidades as que importam mais.

Entretanto, essas competências vão além de ser uma pessoa bacana com quem trabalhar. Envolvem aptidões mentais, emocionais e sociais. São habilidades que se formam de acordo com as experiências, cultura, criação e educação de cada indivíduo. E, acredite, fazem muita diferença no ambiente organizacional!

Hard Skills versus Soft Skills

Você deve estar se perguntando por que as Soft Skills estão se tornando habilidades tão importantes e as mais procuradas em candidatos pelos profissionais de RH. Diferentemente das Hard Skills — as competências que você pode aprender em sala de aula, cursos e livros —, as Soft Skills são capacidades mais subjetivas e estão fortemente ligadas ao comportamento pessoal. São mais sobre quem você é do que sobre o que você sabe fazer!

Além disso, elas também estão diretamente relacionadas à inteligência emocional. Susan David, autora do livro Agilidade emocional, afirma que a maneira como lidamos com nossas emoções reflete em como vivemos, amamos e nos comportamos diante da sociedade. Você saber gerenciar seu lado emocional é também uma habilidade importante para as organizações, principalmente na hora de lidar com problemas e desafios.

Segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial, até 2020, pelo menos 10 Soft Skills serão essenciais para você se destacar entre os profissionais:

1 – pensamento crítico;
2 – criatividade;
3 – coordenação;
4 – negociação;
5 – inteligência emocional;
6 – resolução de problemas complexos;
7 – tomada de decisões;
8 – flexibilidade cognitiva;
9 – orientação para servir;
10 – gestão de pessoas.

Todas as mudanças que estão acontecendo nas empresas nos últimos tempos, principalmente na cultura organizacional, mostram que as Soft Skills promovem não apenas maior produtividade e inovação, mas também a formação de uma equipe de alta performance e um ambiente favorável e saudável, que incentiva o crescimento profissional de maneira completa.

Talvez o grande desafio para o futuro seja formar líderes com um mindset transformador, que entendam a importância dessas competências e se proponham trabalhá-las em suas equipes, a fim de alcançarem o sucesso.

Área de conteúdo HSM

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Aprendizado inovador: 5 livros para se atualizar sobre as inovações do mercado

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Uma vez meu avô me deu um conselho que eu guardarei para o resto da minha vida: o saber não ocupa espaço. Quando eu era mais jovem não conseguia entender direito o que essa frase queria dizer, mas hoje levo esse ensinamento comigo em tudo o que faço.

Obter conhecimento sobre qualquer coisa na vida nunca é demais. Por isso, desde pequena, carrego o hábito de levar um livro sempre comigo e tentar obter o máximo de conhecimento através deles.

Ler faz parte de um aprendizado contínuo em busca de inovação, por isso, os maiores líderes, como Bill Gates, por exemplo, nutrem um amor incondicional pela leitura. Pensando nisso, listei abaixo alguns livros que todo mundo deveria ler para se manter atualizado sobre as transformações que o mundo está sofrendo por conta da tecnologia. Confira!

1- Criatividade S.A., de Ed Catmull

Cofundador e presidente da Pixar Animation Studios, Ed Catmull revolucionou os desenhos animados com filmes como Toy Story, Procurando Nemo, entre outros clássicos do cinema, aclamados pelo público por anos.

Sendo um líder extremamente criativo, neste livro ele conta toda sua jornada nos estúdios Pixar, dando valiosos conselhos de inovação e liderança, contando sobre seu processo de criação.

Ao contrário do que muitos pensam, nenhum sucesso da Pixar veio sem antes passar por muitos fracassos e, ao mesmo tempo, muito amadurecimento entre as equipes. Catmull defende que os erros são aprendizados e que é através deles que a inovação acontece.

Criatividade S.A. é um ótimo livro para refrescar as ideias, além de contar a inspiradora história de quem trabalhou por trás das melhores animações do cinema.

2- Oportunidades exponenciais, de Peter H. Diamandis e Steven Kotler

Peter Diamandis é um otimista nato. Tem um olhar esperançoso para o futuro e não deixa as más notícias o abalarem. Nesse livro, os autores mostram como os avanços tecnológicos são capazes de democratizar a solução de problemas socioeconômicos de grande escala.

Seu discurso sobre abundância nos leva a acreditar que, no futuro, problemas como falta de água ou de energia não serão mais algo para a população se preocupar, pois, até lá, a tecnologia estará tão avançada e acessível que cientistas já vão ter criado meios de resolver isso.

Transformar os maiores problemas do mundo em grandes oportunidades de negócios é a grande premissa deste livro, que faz com que o leitor enxergue o futuro com outros olhos.

3- Um novo jeito de trabalhar, de Laszlo Bock

A Google é uma das empresas mais criativas do mundo e quem acompanhou seu início como um mero buscador, certamente não imaginava que hoje ela seria essa potência de inovação no mercado.

Ela não só causou uma mudança disruptiva no mundo, como também mudou a maneira de se trabalhar, sendo uma das empresas com uma cultura organizacional transformadora que é admirada por funcionários e líderes de todo o mercado.

Neste livro, Laszlo Bock, VP de People Operations da Google por 10 anos, conta a história de como a Google se tornou uma das organizações mais bem-sucedidas do mundo, revelando segredos de sucesso que podem ser aplicados nos seus negócios.

4- Disrupção e Inovação: Como sobreviver ao nosso futuro acelerado, de Joichi Ito

Para aqueles que amam ler sobre o futuro e sobre como as tecnologias exponenciais irão impactar as próximas décadas, este livro é uma ótima indicação. Joichi Ito, diretor-geral do MIT Media Lab, um dos maiores centros de inovação do mundo, acredita que a revolução digital transformou todos os aspectos da sociedade em que vivemos.

Ele afirma que o futuro seguirá um sistema totalmente novo, com uma curva de aprendizado íngreme e as pessoas que vão obter sucesso serão aquelas que aprenderem a pensar de forma diferente.

O livro é de fácil leitura e vem repleto de cases incríveis, com o intuito de preparar você para obter sucesso num futuro imprevisível.

5- Como chegar ao sim com você mesmo, de William Ury

William Ury é um dos negociadores mais admirados do mundo. Seu dom em gerenciar conflitos já o levou a mediar acordos até entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias.

Através de suas experiências em negociações ao redor do mundo, Ury fala, neste livro, sobre a importância de aprender a negociar consigo mesmo, antes de fazê-lo com os outros. Treinar essa capacidade de autoconhecimento é um fator determinante para obter sucesso na maioria dos conflitos.

Além disso, ele ainda conta sobre os interessantes casos que atendeu, como, por exemplo, entre o empresário Abilio Diniz e a holding que controlava o Grupo Pão de Açúcar; e ainda quando esteve frente a frente com o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, na grave crise política que assombrou o país.

Se interessou por esses assuntos? Então fique sabendo que todos esses autores estarão presentes na HSM Expo 2018, que acontecerá nos dias 5, 6, 7 de Novembro, em São Paulo. Para garantir seu ingresso, clique aqui.

Não deixe a oportunidade de se manter atualizado para trás!

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Líder criativo: o modelo de liderança que está transformando o mercado

A criatividade está diretamente ligada a inovações. É por meio dela que se elabora um novo projeto, desenvolvem-se ideias inéditas para a resolução de problemas, pensa-se em outras estratégias e age-se de maneira original, como ninguém nunca pensara em fazer até então. Entretanto, ser líder criativo vai muito além do que apenas ter pensamentos inovadores.

O crescimento exponencial das recentes tecnologias revolucionou a sociedade nas últimas décadas e promete mudar ainda mais o mundo nos próximos anos. Todas essas transformações digitais deram origem a novos desafios sociais e globais, obrigando os líderes a desconstruir padrões antigos e pensar em soluções cada vez mais ousadas.

Diante de uma população hiperconectada, a liderança criativa promove o pensamento progressista e tem a capacidade de desenvolver ideias inovadoras em um ambiente cooperativo, onde a troca de experiências e opiniões é parte do crescimento e sucesso da empresa.

Qualidade de liderança

Criatividade e inovação são as habilidades mais relevantes que um líder deve buscar no século 21. Segundo o Relatório Global de Índice de Talentos da The Economist, a falta de criatividade é vista como a falha mais séria nas contratações atuais. Da mesma forma, essa característica é uma das qualidades de liderança mais importantes, segundo um estudo que a IBM realizou com 1500 CEOs.

A liderança criativa é forte agente de mudança. Não é só sobre ter ideias mirabolantes, é sobre pensar em como colocá-las em prática e não ter medo de arriscar. Ter esse mindset inovador é saber adiantar o futuro e apostar na mudança, quando muita gente nem acredita nela, mostrando às pessoas que algo que aparenta ser impossível pode ser de fato possível.

Quando você muda a percepção das pessoas sobre o que pode ser realizado ou alcançado, acaba contribuindo para a humanidade da maneira mais rica possível. E é assim que grandes inovações acontecem.

Liderança criativa é correr riscos

O mundo, as pessoas e os negócios estão sofrendo mudanças de todos os lados, e o tempo todo. Do modo mais rápido possível, sem que você perceba, o mercado pode mudar de figura de uma hora para outra, e um líder criativo deve estar preparado para encarar esses desafios.

Por isso, sua importância vem justamente de pessoas que tenham forte percepção com relação às inovações que o futuro traz e estejam abertas e dispostas a preparar sua equipe para que essas transformações aconteçam dentro da empresa.

Um líder criativo tem algumas características essenciais que são a chave para o crescimento exponencial de seus negócios. São líderes focados em pessoas. Eles têm empatia, levam o lado humano de sua equipe em consideração, sabem ouvir suas ideias e tentam entender o ponto de vista daqueles que não concordam com elas.

Além disso, eles aceitam riscos controlados, entendem que muitas vezes para a inovação acontecer é preciso uma mudança disruptiva. Com sucessivos testes e erros, o líder criativo e sua equipe aprendem a acertar!

Em suma, pode-se dizer que um líder criativo hoje é o mais preparado para enfrentar tudo aquilo que as revoluções digitais estão reservando para o futuro, e é por isso que a maioria das empresas está apostando nesse tipo de liderança.

Quem não estiver disposto a aprender a reinventar sua forma de liderança vai perder espaço no mundo corporativo.

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Quando a criatividade encontra a disciplina

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em uma entrevista exclusiva feita há alguns anos, José Salibi Neto, um dos fundadores da HSM Educação Executiva, perguntou ao pesquisador e premiado autor Jim Collins: o que faz um livro vender milhões de cópias, como aconteceu com os seus? Jim Collins é autor de best-sellers como Empresas feitas para vencer e Vencedoras por opção (HSM Editora), Feitas para durar (em parceria com Jerry Porras, Ed. Rocco), entre outros, que exploram as características das empresas mais valiosas e duradouras do mundo.

Collins compara a escrita de seus livros ao trabalho desenvolvido pela Apple, por exemplo, dizendo que seu trabalho se baseou em uma longa pesquisa científica, que durou mais de cinco anos, e envolveu entrevistas e análise de dados de centenas de empresas. Da mesma forma, os produtos da Apple têm ciência da melhor qualidade por trás de seu bom funcionamento. Tudo isso, porém, precisa ter uma interface amigável: e é o que um texto acessível e a aparência e os recursos visuais do Macintosh aportam para um conteúdo de qualidade.

Basicamente, ao escrever um livro ou desenvolver um produto ou serviço de qualidade, as empresas que se destacam combinam duas características fundamentais: criatividade e disciplina. Dois conceitos que, para Collins, estão longe de serem conflitantes.

O que acontece, segundo ele, é que a criatividade é a habilidade natural do ser humano. Aos 6 anos de idade, explica, somos naturalmente criativos, curiosos, exploradores, e criamos histórias e brincadeiras com a maior facilidade. “Difícil não é ser criativo, é tirar da frente tudo aquilo que nos impede de sê-lo”, afirma em suas palestras. “Ninguém se levanta aos 6 anos de idade e é reconhecido por sua disciplina.”

Portanto, o que exige foco e muito treinamento é a disciplina. Que, quando funciona ao lado da criatividade, amplia e repercute seu alcance.

“Disciplina também não tem nada a ver com burocracia”, explica o especialista. “O objetivo da burocracia é compensar a incompetência.” E também não deve ser confundida com conformidade. Para Collins, a verdadeira disciplina é resultado da clareza de propósitos: “Temos tanta clareza do que é importante que não deixamos ninguém nos tirar do caminho”.

Em seu livro Vencedoras por opção, Collins demonstra que os líderes das empresas que mais se destacaram dentro dos critérios das empresas feitas para durar (que não são, em absoluto, as que tiveram algum grande golpe de sorte) não eram os que corriam mais riscos, os que se mostravam mais visionários ou os que demonstravam mais criatividade. Eram, na verdade, os mais disciplinados, mas empíricos no modo de fazer as coisas e até os mais paranoicos. E, por incrível que pareça, as empresas que chegaram à maior grandeza se transformaram menos em reação ao entorno sempre em mudança do que as do grupo de comparação.

Mais do que tentar acompanhar a velocidade, manter-se fiel ao propósito e desenvolver a disciplina é o que garante seu lugar no futuro.

Nota do editor: Jim Collins, respeitado pensador de management e autor de seis livros que venderam mais de 10 milhões de cópias em todo o mundo, participará da Nova Expo 2016 (transmissão via satélite). Para saber mais sobre o evento clique aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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Liderança & Pessoas

Liderança e ideias criativas prosperam em ambientes mais divertidos

[vc_row][vc_column][vc_column_text]A diversão no ambiente de trabalho ajuda a combater os efeitos negativos da vida moderna

Há evidências de que tornar o trabalho mais divertido beneficia não apenas as lideranças e os funcionários, mas o negócio como um todo. Ainda mais em uma era em que tem desaparecido progressivamente para os gestores a separação entre o lar e o trabalho.

Esse fenômeno traz vantagens, mas tem também suas inconveniências, que precisam ser solucionadas. Para David Slayden, diretor-executivo da BDW, aceleradora focada em inovação, um dos graves problemas do fim da separação entre o escritório e a residência é que principalmente os líderes acabam levando para casa cada vez mais as preocupações relativas ao trabalho.

Em artigo no Entrepreneur, ele defende a ideia de que, em vez de encorajar seus líderes a trabalhar nos fins de semana, as organizações deveriam inverter o processo, visando ter equipes mais produtivas. Para fazer isso, ele sugere que elas encorajem seus funcionários a ter mais diversão no escritório durante o horário comercial.

O Google, por exemplo, usa a regra do 80/20, segundo a qual o colaborador pode dedicar 80% do tempo ao trabalho principal e 20% das horas no escritório a passatempos e projetos pessoais.

Pesquisa de 2010 da IBM com 1,5 mil CEOs já havia mostrado que 60% deles consideravam a criatividade uma das mais importantes qualidades de um líder. Para encorajar a criatividade de seus gestores, uma organização deve avaliar investir em atividades de recreação como uma forma de elevar os níveis de liderança e pensamento criativos. Uma máquina de fliperama ou um console de videogame na sala de café já pode ser um bom início.

Para Slayden, os jogos ensinam regras e reforçam a importância dos limites. E ser capaz de perceber as limitações é ótimo para forçar o aumento da criatividade e da liderança. Pesquisa realizada pela Cornell University mostrou que jovens que praticam regularmente esportes coletivos no ensino médio têm altos níveis de liderança e de sucesso em suas carreiras. Os jogos também nos ensinam e ajudam a desenvolver importantes habilidades para trabalhar em equipe.

A diversão no ambiente de trabalho ajuda a combater os efeitos negativos da vida moderna. Os executivos decididos a conseguir equilíbrio entre trabalho e vida pessoal conhecem isso. Eles sabem que incentivar suas equipes a formar bandas que compitam umas com as outras no Guitar Hero durante o horário de expediente, por exemplo, é uma boa forma não só de aliviar o estresse como também de aumentar os níveis de criatividade e de colaboração entre os funcionários.

Liderança criativa é um dos temas da HSM ExpoManagement 2015, que acontece de 9 a 11 de novembro no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Nota do editor: Para saber mais sobre a HSM ExpoManagement 2015 e todos  os temas que serão tratados, clique aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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Negociação

Uma pitada de criatividade em sua negociação

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Quando você está no meio de uma negociação, muitas vezes fica difícil olhar o problema de fora e partir para uma nova abordagem.

Ao contrário da negociação tradicional, em que as partes se colocam como concorrentes, uma negociação criativa estabelece um ambiente de trabalho em que as duas partes estão dispostas a chegar a um ganho comum. Mas como introduzir a criatividade nas suas negociações?

Um relatório da Harvard Law School, intitulado Integrative Negotiations, Value Creation and Creativity at the Bargaining Table (Negociações integrativas, criação de valor e criatividade na mesa de barganha) propõe três dicas para uma negociação mais criativa o que, basicamente, significa quebrar a rotina:

Divida o problema em partes mais fáceis de manejar. Isso transforma uma negociação inicial com uma única questão em uma negociação com múltiplas questões, permitindo às duas partes fazer trocas baseadas em suas preferências quanto ao que diferem.

Segundo o relatório, “Para criar um ambiente criativo e colaborativo que facilite as negociações, é preciso fazer muitas perguntas e ouvir com atenção e intenção as respostas dadas, prestando a atenção no sentido de usar essa informação para reconciliar as diferenças durante a negociação”.

Abrir-se a uma gama maior de propósitos, explica o texto, informa o outro lado que você é flexível e está aberto a sugestões, convidando a outra parte a agir de forma semelhante.

Faça escambos para ajudar a abreviar as divergências. Essa tática é ótima para determinar o que cada lado pode ou não fazer, e o diálogo que surge desse processo ajuda a reduzir as distâncias entre as partes e suas respectivas habilidades. Ao dar margem a um acordo, cada parte pode criar valor para seu próprio lado no curso da negociação.

Crie mapas mentais para diminuir a influência da mentalidade de grupo e abrir-se à criatividade. O negociador pode, por exemplo, criar um “mapa mental” com associações de palavras ou inverter a situação, ou seja, considerar o oposto de qualquer cenário ou proposta. Essas duas táticas tiram os negociadores da caixa e abrem espaço para a criação de valor entre as duas partes. Em vez de dois grupos conflitantes, com interesses e objetivos rígidos, o processo se torna colaborativo e criativo –estados de espírito ideais para negociações não só de trabalho, mas também pessoais. O relatório completo está disponível aqui.

Nota do editor: No dia 1o de agosto de 2016 acontece a Master Class Estratégias para uma Negociação Bem-Sucedida e Preparação Interior do Negociador, com William Ury, um dos maiores especialistas em negociações do mundo e professor da Harvard Business School. Para saber mais clique aqui.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]