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É possível bater metas sem gestão?

É bem aceita a ideia de que uma boa gestão é essencial para o desenvolvimento e crescimento de organizações em qualquer área. O processo de traçar um plano de ação, definir objetivos e acompanhar sua trajetória rumo a esses objetivos é uma das ferramentas mais eficazes para, justamente, atingir esses objetivos.

Por isso, faz sentido que a questão das “metas” apareça com tanta frequência na literatura sobre gestão. As metas são parte essencial desse processo.

Ainda que não sejam tão bem definidas, elas oferecem um parâmetro de comparação, com base no qual é possível avaliar o desempenho da equipe rumo ao seu objetivo. Nesse contexto, um método de gestão é uma espécie de “meio” para que as metas sejam atingidas.

No entanto, uma pergunta bastante comum é:
É possível bater metas sem um processo de gestão bem definido? Ou mesmo sem qualquer tipo de gestão?

A resposta honesta é que sim.

Mesmo sem ter qualquer processo bem definido, é possível que uma organização consiga bater suas metas. Isso não significa, no entanto, que um bom método de gestão seja desnecessário. Para ilustrar esse ponto, gosto de pensar em uma comparação inusitada, mas bastante útil: o voo da galinha vs. o voo da águia.

A galinha e a águia

Comparando a galinha e a águia:
As duas têm asas? Sim
As duas voam? Sim
Em teoria, as duas conseguem voar longas distâncias? Sim também.

No entanto, se você já viu essas duas aves voando, sabe que o simples fato de que as duas voam não é suficiente para igualá-las.
Por mais que uma galinha consiga voar, seu voo não é, nem de longe, tão elegante, eficiente e tranquilo quanto o da águia. No longo prazo, uma águia, por ser mais eficiente no seu voo, consegue chegar muito mais longe.

O processo de gestão, nessa analogia, é o que leva as organizações do “voo de galinha” para o “voo de águia”. Ele não é mágico e não é rápido, mas permite que você atinja resultados cada vez melhores com um esforço cada vez menor.

Conforme você for se capacitando em técnicas, hábitos e ferramentas de gestão (não necessariamente nessa ordem), essa mudança vai ficar cada vez mais clara.

Você vai sair de um contexto de “bater desesperadamente as asas” para atingir uma meta, para chegar num cenário em que, com poucos movimentos, consegue voar para mais longe.

O que tirar dessa situação

O importante, aqui, é perceber que a gestão não é exatamente essencial para bater metas. No entanto, ela ajuda demais a acelerar o trabalho da organização. Por isso que ela é tão discutida.

Sem dúvida existem negócios que funcionam há bastante tempo sem aplicar técnicas de gestão. É possível até mesmo que eles sejam relativamente prósperos.

Porém, o mais provável é que mesmo esses negócios prósperos estejam perdendo oportunidades ao não trabalhar de maneira mais organizada. Ou, no mínimo, que sua prosperidade esteja custando mais caro do que precisaria.

Ferramentas e metodologias de gestão, nessa perspectiva, são também um investimento no seu bem-estar. Afinal, a chance de trabalhar de modo mais tranquilo, sem precisar apagar incêndios a todo momento, é algo que vale muito.

Fica então a reflexão: atualmente, o voo da sua empresa é de galinha ou de águia?

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Paul Zak: sobre oxitocina e confiança

A alta performance tornou-se uma espécie de Santo Graal do mundo corporativo. Enquanto a maior parte das empresas busca novas maneiras de pressionar o desempenho de colaboradores, o neuroeconomista Paul Zak descobriu um ingrediente essencial no desenvolvimento do potencial humano: a confiança.

Zak, que tornou-se mundialmente conhecido pelo estudo “The neuroscience of high-trust organizations”, afirma que a confiança atua como um lubrificante econômico, facilitando as interações sociais necessárias para atingir as metas estratégicas. No dia 4 de novembro, ele apresentará essa teoria ao vivo no palco principal da HSM Expo 2019.

Após passar mais de duas décadas analisando as conexões neurológicas entre liderança e desempenho organizacional, Zak descobriu que empresas com altos níveis de confiança criam um ambiente 74% menos estressante, 50% mais produtivo e 76% mais engajado.

Seus estudos se relacionam diretamente a outros levantamentos feitos por consultorias internacionais. É o caso de uma pesquisa realizada pela PwC, na qual 55% dos CEOs entrevistados apontam a falta de confiança como uma ameaça para as organizações.

Estabelecer as tais relações de confiança, no entanto, continua a ser um desafio para gestores do mundo inteiro. Em resposta a esse desafio, Zak destaca a ligação entre os níveis de oxitocina – apelidada por ele de molécula da moralidade – e a empatia.

A partir de uma linha de pesquisa que rendeu ao neurocientista o apelido de Dr. Amor, ele afirma que quanto maior o nível de oxitocina de uma pessoa, maior é o nível de empatia que ela consegue desenvolver pelo próximo. O segredo para estabelecer conexões profundas, talvez esteja, literalmente, dentro de cada um.

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Como ter uma postura empreendedora?

Empreendedor é aquele que lidera através do exemplo, é quem busca soluções fora do convencional, é quem puxa a responsabilidade para si e dá resultados expressivos.

Este termo é muito relacionado a pessoas que iniciam negócios, mas também existem milhares de empreendedores internos nas mais diversas organizações. E te garanto que esse, em qualquer um dos dois casos, é o profissional do futuro.

Desde 2016, venho lidando diretamente com empreendedores que estão em busca dos seus sonhos, e lidando com líderes, gestores e vendedores de alta performance que buscam ter uma postura cada vez mais empreendedora dentro das suas organizações, e que encontram uma série de dificuldades para inovar, assumir riscos e se destacar no mercado.

Por essa razão, desenvolvi 4 passos para que você consiga potencializar o seu processo de evolução e alcançar cada vez mais rápido os resultados que sempre sonhou.

Vamos começar?

1º PASSO – Inovação

No último mês de trabalho, descreva qual foi a última vez que você ousou sair da rotina e inovar em alguma das suas funções. Eu sempre uso essa reflexão em minhas palestras e workshops, e tenho me deparado com níveis de mais de 90% de profissionais que não inovaram ou ousaram sequer uma vez no último mês, em nenhuma das tarefas que desempenha.

Se você também não inovou, você não está sozinho nesse barco. Tenha calma, pois sempre podemos melhorar. Para identificar pontos de melhoria e inovação nas suas funções, faça uma lista detalhada de todas as suas atividades. Quais são as tarefas que você faz todos os dias e que você sente que precisam ser melhoradas? Reflita e depois trace uma estratégia para inovar e aumentar sua performance.

Inovar nada mais é do que pensar fora do padrão, fugir da rotina, buscando novas e melhores opções para fazer o que deve ser feito. O mercado está cada vez mais dinâmico, então, ou você inova ou está fora!

2º PASSO – Sentimento de dono

Qual foi a última vez que você resolveu problemas, tomando a rédea da situação e assumindo os riscos calculados pela sua decisão?

Muitas empresas usam a expressão “sentimento de dono” para motivar e engajar colaboradores, mas você já parou para pensar sobre o que isso realmente significa? Ser dono é ser responsável pelos resultados, pelas pessoas, pelos processos e pelo futuro da organização.

Depois dessa explicação, você acha que tem esse sentimento de dono?

Conheço diversos empreendedores que, mesmo sendo donos de seus negócios, continuam agindo e pensando como se ainda tivessem que responder a um chefe. Se esse é o seu caso, precisamos conversar seriamente sobre este assunto e sobre o seu mindset.

3º PASSO – Execução

Todas as vezes que uso essa expressão em meus treinamentos, as pessoas ficam com uma cara de que não estão entendendo muito bem o que estou falando.

“Como assim, soberba? Soberba é ruim, não é?”

Se é ruim, eu não sei. Mas para quem deseja alcançar outro patamar de desempenho e obter uma postura empreendedora definitiva, há a necessidade de uma execução soberba, ou seja, acima da média, entregando mais do que o esperado, superando expectativas e sempre surpreendendo seu cliente de maneira positiva.

4º PASSO – Ação Constante

Neste último passo, não vou gastar muito tempo, pois ele é autoexplicativo.

O sucesso e os resultados esperados não vêm através da motivação, e sim através do compromisso! Tenha o compromisso constante de agir de maneira consciente e assertiva em direção às suas metas, mapeie dificuldades e diminua riscos.

Empreendedores de sucesso estão sempre em ação.

Vinicius Lopes, Treinador Comportamental e formado em Comunicação Social com ênfase em Relações Públicas pela Faculdade Cásper Líbero. Pós-graduado em Psicologia Positiva e Master Coach certificado pelo Instituto Brasileiro de Coaching. Conta com diversas formações na área comercial, técnicas de negociação avançada e PNL.

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Como Mindfulness gera Alta Performance na Empresa?

Se você quer fazer algo bem feito, faça com atenção. Se você quer fazer algo muito bem feito – com alta performance – faça com total atenção. Esta simples frase é facilmente verificada em qualquer ação humana, seja na relação com um filho/cônjuge, seja na elaboração de uma planilha de excel, seja em um feedback ou em uma tomada de decisão na empresa. Centros de estudos sobre alta performance, como o Flow Genome Project, comprovam este fato, mostrando a atenção como um dos elementos para se entrar no fluxo, onde tudo acontece de forma otimizada.

Mindfulness, ou a importância da atenção plena, também une grandes expoentes do que chamo de cultura de alta performance, como Otto Scharmer (do MIT), Bill George (de Harvard) e Daniel Goleman (de muitos lugares), entre muitos outros. Entretanto, esta não é a realidade que verificamos na maioria das pessoas e, consequentemente, nas empresas. Uma conhecida pesquisa de Harvard, por exemplo, mostra que em boa parte do nosso tempo estamos agindo sem prestar atenção. Fazemos as coisas de forma mecanizada, no modo piloto automático, reagindo ao invés de agir, o que traz sérias consequências na nossa performance.

Para reverter essa realidade, é preciso treinar a atenção. Minha experiência de 25 anos me treinando e treinando outras pessoas em atenção aponta que a falta de hábito, o pensamento compulsivo, a crença de que todo pensamento é importante, a baixa autoconfiança, o senso de imediatismo e o excesso de estímulos (WhatsApp, Facebook, Instagram, e-mail, internet, etc.), entre outros motivos, tornam o desenvolvimento da atenção plena (ou Mindfulness) um grande desafio.

Entendo que o primeiro passo para ajudar a maioria das pessoas a ir além das dificuldades e vencer este desafio é o entendimento adequado do que acontece com a nossa mente e como o treino da atenção impacta positivamente nela e no nosso encéfalo (cérebro). Uma grande aliada é a neurociência – que estuda o sistema nervoso e se relaciona com diversas ciências, como a biologia, a psicologia, a medicina, a filosofia, etc. – que dá suporte a milhares de pesquisas científicas recentes e que mostram os benefícios objetivos de Mindfulness.

A palavra Mindfulness, além de significar um estado de atenção plena, também é usada para descrever diversos tipos de técnicas que desenvolvem atenção. Explicando de uma maneira muito simplificada, estas técnicas estimulam o córtex pré-frontal – que é a parte da frente do nosso cérebro e onde acontecem processos como planejamento, tomada de decisão e foco – e nos permitem não nos perdermos nos pensamentos que ativam a nossa amígdala cerebral, que faz parte do sistema límbico e controla as nossas emoções, geralmente gerando reações negativas e resistência aos desafios que enfrentamos. O grande diferencial e motivo de crescimento de Mindfulness está justamente em seu embasamento científico, mostrando inclusive as alterações físicas no cérebro (devido à neuroplasticidade) de quem faz práticas específicas.

Não é por acaso que centenas de grandes instituições e empresas, como Harvard, Stanford, UC Berkeley, Google, Facebook, Aetna, Goldman Sachs, Intel e outras tantas, já trabalham com Mindfulness. A aplicação da atenção total no ambiente empresarial implica diretamente na performance e traz diversos benefícios, como aumento da criatividade, produtividade, liderança positiva, relacionamentos harmoniosos, ética, aceitação de mudanças, bem-estar e satisfação com o trabalho. Mas, talvez o melhor dos benefícios de Mindfulness seja a capacidade de discernirmos a realidade, de separarmos o real do irreal – que é criado pela nossa mente compulsiva. No ambiente organizacional, isso significa utilizar os recursos reais, de forma otimizada, buscando benefícios efetivos. Em outras palavras, não gastar o tempo das pessoas com reuniões improdutivas, com disputas de poder, com falta de colaboração, com retrabalho, entre outros performance killers.

Mindfulness não se restringe às empresas. Ele tem sido estudado em praticamente todos os campos de conhecimento da vida humana, como na saúde, educação, esporte, relacionamento, etc.

Para você poder avaliar como anda a qualidade da sua atenção e, consequentemente, a sua necessidade de conhecer e treinar Mindfulness, observe o quanto você consegue se manter atento, sem se perder em distrações externas e internas (como os seus pensamentos). Por exemplo, se você, durante a leitura deste texto, ficou pensando a respeito de várias afirmações, com “diálogos/conversas internas”, este fato provavelmente ilustra uma baixa capacidade de manter a atenção e, portanto, a necessidade de treiná-la. Costumo mostrar que desenvolver Mindfulness é o mesmo que desenvolver uma metacompetência, pois ela dá suporte para o desenvolvimento de diversas outras competências fundamentais na nossa vida pessoal e profissional, já que todas dependem da nossa qualidade da atenção.

O entendimento cognitivo sobre Mindfulness é uma grande oportunidade e o primeiro passo para que se compreenda e se acredite em seu potencial, bem como para se eliminar preconceitos e ideias equivocadas, como em relação ao vínculo com uma religião específica ou à incapacidade que muitos acreditam ter em aquietar e concentrar a mente.

Entretanto, este entendimento apenas abre as portas para o segundo e mais importante passo, que é praticar, com regularidade. É preciso exercitar constantemente o seu cérebro para desenvolver o córtex pré-frontal, colher os benefícios desta prática tão poderosa e alcançar uma melhor performance. Além de ser mais feliz…

Eduardo Farah pesquisador de si mesmo, palestrante da HSM, doutor e professor da FGV (desde 2001), com 17 viagens à Índia e autor do livro “Mindfulness para uma vida melhor”, pela editora Sextante. Saiba mais em www.edufarah.com.br

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Alta performance: 5 comportamentos de liderança que garantem melhores resultados em equipe

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O que define uma equipe de alta performance? É a que traz mais resultados e de maneira mais rápida? Ou aquela na qual os funcionários se sentem orgulhosos e confortáveis em dar seu melhor na empresa, mesmo cometendo algumas falhas?


Já foi o tempo quando os números eram indicadores de melhores resultados. Por isso atualmente a definição de alta performance está muito mais focada no lado humano de uma equipe do que nos números que ela traz para os negócios.


Isso acontece pois, quando você foca seus funcionários, os bons resultados acabam sendo consequência do bom trabalho em equipe. Mas nem todos os líderes estão preparados para esse mindset.


Portanto, construir um time de alta performance em uma empresa hoje significa, acima de tudo, desenvolver uma perspectiva nova de liderança, mais inovadora e transformacional. Esses são os líderes que andam chamando a atenção nos negócios ultimamente.

Satisfação, produtividade, engajamento e comprometimento de sua equipe estão fortemente ligados ao comportamento da liderança, conforme aponta um estudo feito com mais de 66 mil pessoas pela revista Forbes.


Então, quais características e comportamentos da liderança podem transformar sua equipe em um time de sucesso, com alta produtividade e 100% comprometido?

1º Seja um líder que inspira.

Um líder precisa ser mais do que só a pessoa que dá ordens. Para fornecer a sua equipe mais energia e despertar o entusiasmo de seu grupo, é preciso fazer com que eles tenham a sensação de pertencimento, de que fazem parte de algo grande, e que cada um deles é importante para atingir esse objetivo.


2º Menos competição, mais cooperação.

Ainda há muitos funcionários que acham que estão numa eterna competição com os membros da equipe. Isso gera conflitos e não é saudável. Um comportamento de liderança de alta performance incentiva a coletividade, entende e apoia cada integrante do grupo, construindo uma relação de confiança entre as pessoas do time.


3º Acredite no potencial do grupo.

Crie metas que pareçam impossíveis de cumprir e mostre para sua equipe que eles são capazes. Pode parecer clichê, mas todo profissional gosta de um desafio, então, quando você coloca nas mãos de seu time uma tarefa difícil de realizar, está mostrando que confia neles para executá-la. Isso causa um sentimento de motivação, que é ótimo para a empresa e ainda acelera a produtividade.


4º Comunique-se.

Não tem nada pior do que trabalhar em uma equipe em que você se sente um peixinho fora d’água, pois o líder raramente conversa com você sobre os projetos. Ter bom relacionamento com seu time é manter diálogos francos com seus colaboradores. Procurar saber quais suas dificuldades, propor-se ajudá-los, colocar-se à disposição para tirar dúvidas, tudo isso só melhora ainda mais a performance de seu grupo.

5º Aceitar falhas.

Não há nada mais humano do que assumir que errou. Por isso, numa equipe de alta performance, o líder entende que falhas acontecem, e que isso pode gerar muitos ensinamentos. Os melhores resultados acontecem em times que arriscam, erram e tentam sempre melhorar.

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Dicas de liderança e alta performance para aprender com o filme Invictus

Essa semana já começou a Copa do mundo, mas o primeiro jogo do Brasil vai acontecer só no domingo. É claro que você já separou este dia inteiro para se preparar para assistir ao jogo, e fazer todo aquele ritual entre os amigos.

Mas você pode aproveitar o sábado para assistir um bom filme em família, e ainda aprender bons conselhos de liderança e alta performance com o filme “Invictus”, que conta a história do Mandela.

A trama mostra a conquista da Copa do Mundo de Rugby de 1995 pela Seleção Sul-Africana, organizada no País após o apartheid, que causou muita divisão. Mas o esporte serve só como plano de fundo para estratégia de Mandela em reconstruir a paz de sua nação.

E é nessa estratégia que você descobre o motivo que o fez um líder tão admirado e aclamado até hoje. Para te convencer ainda mais a ver o filme, confira alguns aprendizados sobre estratégia, liderança e como construir um time de alta performance:

  • União

Como líder, Mandela viu seu país dividido sócio e economicamente devido à divergência racial. Sendo assim, ele usou uma paixão nacional para unir seu povo: o esporte. Sua atitude foi totalmente estratégica, e deu certo! Uma boa liderança é aquela que consegue manter sua equipe unida por um mesmo propósito.

  • Proximidade

Outra característica impressionante do líder, é que ele se mantém próximo das pessoas que compõe suas equipes, se fazendo presente, sendo cuidadoso, perguntando sobre suas dificuldades e desafios. Manter essa proximidade ajuda muito a motivar seu time, e Mandela soube fazer isso como ninguém.

  • Individualidade

Um trabalho em equipe é sempre melhor executado do que um feito por uma pessoa só. Mas um bom líder é aquele que respeita a individualidade de cada um dentro da sua equipe, deixando claro que cada pessoa ali é parte importante de um todo, para obter sucesso no resultado final. Essa característica fica bem clara em vários momentos do filme.

  • Gestão de pessoas

Mandela tinha uma capacidade fantástica em transformar quem o rodeava em pessoas melhores. E essa é um aprendizado de ouro para construir um time de alta performance. Uma liderança de sucesso é aquela em que o líder consegue tirar o melhor de seus colaboradores. Antes de ser um gestor de resultados, ele é um construtor de pessoas.

O filme é inspirador por muitos outros motivos, mas só esses quatro já dão uma bela prova dos aprendizados que você pode encontrar nele.

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Vamos falar sobre o papel do RH na era digital?

Recentemente fui convidada por uma grande empresa para participar de um processo bem diferente para selecionar seus novos trainees. O meu papel era apresentar um desafio real da startup em que trabalho para que os jovens pudessem dar ideias de como o meu problema poderia ser resolvido. Trabalhar com business cases em dinâmicas não é nenhuma novidade. Mas uma grande multinacional convidar uma startup para fazer parte do processo, me pareceu bastante inovador. O resultado? Além de ter conhecido 40 finalistas de um processo que contou com mais de 12 mil inscritos, tive a oportunidade de coletar ideias de jovens incríveis e cheios de energia para contribuir. Processo concluído, jovens contratados, me peguei pensando: “ok, mas e depois?”. Como manter essa juventude engajada no ambiente de trabalho?

Coincidência ou não, essa mesma pergunta me foi feita em agosto de 2016 por uma professora de Stanford em uma oficina de design thinking. Eu e meus colegas de turma tivemos apenas uma tarde para entrevistar alguns alunos da universidade, coletar dados primários, realizar brainstorming em grupo, criar um protótipo e apresentar nossa proposta. O desafio era encontrar uma solução inovadora para resolver um problema real, que já afeta principalmente as indústrias mais tradicionais. Horas depois estávamos lá com o nosso “Work Hunt GO”, um aplicativo inspirado no “Pokemon Go”, que misturaria desafios de trabalho e realidade aumentada.

Ao invés de processos de integração e programas de desenvolvimento tradicionais para turmas de estagiários e trainees, nossa proposta era dar ao jovem a possibilidade de usar a tecnologia para: descobrir seus desafios (capturando-os com seus smartphones nas dependências da empresa), estabelecer conexões com colegas de trabalho (através da rede social corporativa), descobrir suas trilhas de aprendizados (usando uma biblioteca virtual com vídeos, textos e hiperlinks), receber feedback em tempo real (de gestores e colegas, através da plataforma), entre outras funcionalidades que o aplicativo teria.

Apesar de ter sido uma tarde divertidíssima, ninguém do grupo (nem eu) resolveu empreender essa ideia. Mas preciso confessar que, depois do convite que recebi da multinacional, o assunto voltou na minha cabeça. Vejo cada vez mais empresas usando a criatividade para atrair jovens para os seus processos seletivos mas, da porta pra dentro, ainda percebo pouca mudança em nossa forma de integrar, desenvolver e engajar a nossa juventude.

Otimista como sou, penso que a tecnologia tem tudo para nos ajudar nesse sentido. Ok que um “Pokemon Go Corporativo” ainda pareça muito distante da nossa realidade, até porque há coisas mais simples e mais baratas que podemos implementar. Por um outro lado, essa temática me faz pensar sobre o papel do RH na nova era digital e como faremos para nos reinventar, sem perder a nossa essência humana.

Ainda bem que, de olho nas novas tendências, a HSM já está pronta para nos ajudar com essa discussão. Em 06 de março de 2018 será realizado o HR Conference, evento que reunirá em São Paulo líderes que buscam catalisar o crescimento de suas empresas ressignificando o papel do RH na era digital.

Te vejo lá?

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia  

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

 

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HSM Expo 2017: o Vale do Silício fica logo ali

De 2012 a 2016 tive a oportunidade de fazer pelo menos uma viagem aos Estados Unidos por ano para participar de eventos, fazer benchmarking e trazer ideias para serem implementadas no Brasil. Foi assim que conheci o headquarter do Google, a estratégia de expansão da Coursera, o conceito de inovação da IDEO, os desafios operacionais da SurveyMonkey, entre tantas outras experiências que me marcaram profundamente. Só que esse ano eu não viajei e, na busca por alternativas para me atualizar, fiquei feliz com a minha descoberta: o Vale do Silício fica logo ali. Mas não por muito tempo. Explico.

De 06 a 08 de novembro o Espaço Transamérica em São Paulo será transformado em uma grande arena do conhecimento. Os mais renomados palestrantes do mundo estarão lá para falar com uma audiência hiper qualificada: cerca de 5 mil executivos, que hoje ocupam posições estratégicas em grandes empresas, vão dividir não só o auditório principal, mas outros 10 espaços de conteúdo atual e provocador.

Salim Ismail, autor do best seller “Organizações Exponenciais” e diretor executivo da Singularity University, estará lá para contar os segredos das empresas que conseguiram criar modelos escaláveis. Já Adam Grant, considerado um dos 25 pensadores mais influentes em gestão do mundo, abordará a criatividade pela perspectiva dos “inconformistas”: como eles produzem mais ideias e obtém mais sucesso. Saindo um pouco do mundo “business”, mas ainda aprendendo com quem é referência, que tal discutir disciplina e excelência com o maior medalhista olímpico da história? Ao lado de seu técnico Bob Bowman, Michael Phelps dividirá com os participantes suas estratégias para alcançar a alta performance.

São tantos palestrantes, com tantos conceitos inovadores, que seria uma injustiça tentar resumir o potencial provocativo e transformador da HSM Expo, evento organizado cuidadosamente pelo time da HSM Educação. Este é o meu terceiro ano na Expo mas, pela primeira vez, o evento será a minha principal fonte de atualização executiva. E, depois de pesquisar absolutamente tudo sobre os palestrantes e criar uma agenda dos conteúdos que não posso perder, descobri que eu sofria de uma grave doença que acomete muitos brasileiros: a síndrome de vira-lata, já ouviu falar?

Como sintomas, eu tinha uma tendência a supervalorizar viagens e eventos gringos, e a aproveitar pouco as oportunidades geradas aqui em meu próprio país. Que vergonha, Gabrielle! Bronca dada, doença curada e a animação a mil por hora: de 06 a 08 de novembro estarei lá na HSM Expo de ouvidos e olhos atentos, anotando tudo o que eu puder e mais do que isso: orgulhosa por fazer parte de um evento brazuca, organizado por uma empresa de DNA verde e amarelo, ao lado de executivos que ainda acreditam que vale a pena investir no Brasil e acessando conteúdo de ponta de palestrantes do mundo todo, incluindo brasileiros.

Vejo vocês lá!

Gabrielle Teco, Head de Vendas, Marketing e RH na Gesto Saúde e Tecnologia  

Jornalista de formação e curiosa por convicção, escrevo e palestro sobre coisas que me interessam. Técnica em nutrição, pós graduada em marketing, trabalhei por quase 10 anos em startup, passei pelas melhores universidades do país e já vivi uma experiência incrível em Stanford. Este ano assumi novos desafios na Gesto, uma scale-up com o selo Endeavor, e estou amando trabalhar por um propósito incrível: trazer sustentabilidade para o setor privado de saúde no Brasil!

 

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Já sentiu seu desconforto hoje?

Quem não tem ouvido à exaustão a frase “É preciso sair da zona de conforto”? Antes que você decida que este é mais um chavão sem sentido, é bom conhecer um exemplo dos mais bem-sucedidos da gestão pelo desconforto. Foi a partir dessa premissa que o treinador Bob Bowman treinou Michael Phelps – e vamos combinar que se existe alguém bem-sucedido na vida, esta pessoa é o nadador norte-americano.

Em 2007, na final da prova de 200 metros medley individual do mundial de natação de Melbourne, na Austrália, os óculos do nadador Michael Phelps encheram de água. Ele não conseguia enxergar absolutamente nada. O que vocês acham que aconteceu?

Em inglês, há um ditado que diz que não há crescimento sem desconforto – algo como o famoso no pain, no gain. Uma das principais premissas do sistema de treinamento do técnico Bob Bowman que orienta Phelps desde 1996, quando ele tinha 11 anos de idade, é exatamente o desconforto. Como Phelps conta, “Bob organizava horários de treino, exercícios, práticas, o que quer que ele conseguisse pensar, em torno da ideia de ser desconfortável. Seu pensamento sempre era o de colocar seus nadadores em todo cenário possível. Bob queria medir não só como eu me sentia sob pressão, claro, porém, mais importante, como eu reagia sob pressão. Porque essa é a definição real de um campeão, alguém que consegue lidar com qualquer obstáculo que aparecer a sua frente e com qualquer situação em qualquer momento”.

Por isso, os óculos cheios d’água não foram um problema para Phelps em Melbourne. Por conta da filosofia desafiadora de Bowman, ele já tinha treinado muitas vezes no escuro, contando as braçadas, e sabia exatamente como dimensionar a piscina. O resultado? Foi medalha de ouro e recorde mundial na prova.

Michael Phelps nasceu para ser nadador. Ele é alto, tem uma envergadura de mais de 2 metros da ponta do dedo médio da mão direita à ponta do dedo médio da mão esquerda, o torso é maior do que as pernas (o que reduz o atrito com a água) e até as articulações dos tornozelos parecem ter sido feitas para o esporte: sua flexibilidade nos pés é tanta que ele consegue dobrá-los mais do que uma bailarina na ponta. Mas, sem o treinamento desconfortável, sua compleição física teria um efeito muito menor.

Pense em como acrescentar doses de desconforto ao seu dia, seja para seu desenvolvimento contínuo, seja para o aperfeiçoamento de seus subordinados e para a formação de novas lideranças da empresa, seja na educação dos seus filhos. Sair da zona de conforto é justamente isso: propor desafios a si próprio e aos outros, para que o cérebro encontre novos caminhos para resolver os problemas.

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Melhores práticas para obter excelente desempenho no trabalho

[vc_row][vc_column][vc_column_text]A diferença entre ter desempenho ordinário ou extraordinário no trabalho reside justamente no que significa esse “extra”.

Para Jeff Boss, especialista em liderança e performance organizacional, esse “extra” representa o tempo extra, os recursos extras e os esforços extras que o funcionário emprega tendo em vista obter uma performance extraordinária.

Em artigo na Forbes, Boss aponta algumas das melhores práticas que precisam ser adotadas pelos funcionários que desejam saltar de um desempenho medíocre para uma performance superior.

A primeira delas é focar o que é essencial, isto é, saber muito bem o básico. É preciso conhecer o fundamental para superar a distância entre o pensar e o agir de forma rápida e precisa. Entre esses fundamentos que são decisivos para os resultados dos negócios estão o engajamento emocional, o pensamento focado e os hábitos individuais e organizacionais.

A segunda prática é encontrar um parceiro confiável e responsável. “Se você promete a seu vizinho levar o cachorro dele para passear diariamente durante as férias, a expectativa é que isso aconteça, pois ele confia em você”, afirma Boss. “A confiança entre parceiros no trabalho funciona da mesma forma, pois ninguém gosta de decepcionar alguém.”

Dar 1% a mais é outra prática que faz grande diferença na performance no trabalho. Parece pouco, mas é esse o percentual que distingue um atleta olímpico de outro. Além disso, agregar um ganho marginal no desempenho ao longo do tempo tem o mesmo impacto nos resultados do trabalho que as taxas de juros compostos têm para a lucratividade de um banco.

Adaptar-se rapidamente é outra sugestão de Boss. “Não é segredo que aqueles que aprendem mais rapidamente conquistam uma vantagem competitiva”, escreve Boss. “Mas conhecimento sem ação não significa nada, então é preciso juntar as habilidades de aprender com a coragem de agir e aplicar imediatamente os novos conhecimentos, apesar das incertezas dos resultados.”

Uma quinta prática apontada por Boss é ter um “guru”. O funcionário não deve se restringir a seus pensamentos. É importante encontrar um mentor ou um coach que desafie suas ideias e forneça um espaço mental de crescimento e fonte de sabedoria.

Por fim, tomar uma decisão é uma das práticas mais importantes. As boas decisões dependem de maturidade emocional e de tranquilidade mental que somente são obtidas à medida que o funcionário é exposto a situações que exigem decisões em condições de pressão e estresse.

Para Boss, há um longo caminho para se alcançar desempenho excelente e sustentável no trabalho. Esse percurso, no entanto, é feito de pequenos passos, dados todos os dias.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]