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Estratégia & execução

Execução: a nova estratégia


[vc_row][vc_column][vc_column_text]Escrito por Luis Augusto Lobão Mendes

Uma estratégia brilhante, um produto arrasador ou uma tecnologia revolucionária podem colocar a empresa no mapa competitivo — mas só uma sólida execução será capaz de mantê-la ali. Não há nada mais frustrante do que perder uma grande oportunidade por causa de uma execução medíocre.

Parece que agora o mundo se divide entre os rápidos e os lentos e isso não é mera questão metafórica. Nações inteiras enfrentam um fato inexorável: a sobrevivência do mais rápido. Obviamente isso afeta de maneira direta as empresas, que não podem “ficar para trás”, sob o risco de serem extintas. Formular a estratégia é difícil, mas implementá-la pode ser ainda mais desafiador. A execução hoje exige comprometimento e paixão pelos resultados, em qualquer nível da administração. Infelizmente, ainda se sabe muito mais sobre planejamento do que sobre realização; sobre a criação da estratégia do que sobre seu funcionamento real. E sabemos muito bem que os planos ruins e mal concebidos geram resultados ruins. A estratégia conduz ou afeta um grande negócio, devendo ser desenvolvida com cuidado. Logo, estratégias fracas resultam em planos fracos de execução.

Mas, se execução é essencial para o sucesso, por que um número maior de organizações não desenvolve uma abordagem disciplinada em relação a ela? Por que as empresas não dedicam mais tempo desenvolvendo e aperfeiçoando processos que as ajudem a obter resultados estratégicos importantes? E por que muitas empresas não conseguem executar ou implementar bem as estratégias e colher os frutos desses esforços? A resposta é muito simples. A execução é extremamente difícil, pois antes de tudo exige muita disciplina.

O maior erro cometido pela liderança é permitir que o não atingimento da meta fique sem a devida avaliação. Se não houver a análise do mau resultado, é preferível não conduzir uma gestão por resultados. A força desse gerenciamento é a boa avaliação. Essa reflexão significa analisar por meio de informações (fatos e dados) a diferença entre o resultado obtido e o valor previsto no contrato de resultados, identificar as causas que geraram tal diferença e apresentar as contramedidas a essas causas. Essa reflexão não pode resumir-se numa “desculpa” ou numa “explicação”. “Explicações” não garantem a sobrevivência de uma empresa. Existem organizações que executam um planejamento esplêndido. No entanto, não existe gestão. As metas não são alcançadas em sua totalidade e nada acontece apesar disso.

O sucesso de qualquer estratégia, nos dias de hoje, depende muito mais de uma ação rápida do que de um planejamento detalhado. As exigências de um ambiente complexo e em constante mutação, agravado pelo crescimento exponencial dos concorrentes e substitutos, nos impõem novos desafios. A disciplina na execução de uma estratégia lançada para atingir resultados requer líderes comprometidos e preparados. Liderar esse processo é o principal papel dos dirigentes atuais.

O objetivo do líder genuíno é construir um lugar onde as pessoas desfrutem de liberdade criativa e desenvolvam o verdadeiro senso de realização — um ambiente que desperte o melhor de cada um de nós. Os atuais modelos organizacionais nos induzem a utilizar no trabalho apenas parte de nossa capacidade individual. Precisamos aprender a reconhecer e explorar essa capacidade ociosa que todos os dias cada pessoa traz para a organização.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]


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