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Como melhorar a produtividade do time?


Você também já teve a sensação de ter realizado dezenas de atividades, mas ao final do dia não ter tido produtividade?  Sabe por quê isso acontece? Acompanhe;

A produtividade de uma equipe não tem a ver com fazer todo mundo trabalhar excessivamente (um formato que diversas organizações insistem em manter) e sim com “extrair o máximo possível com o que se tem”. Profissionais mais apaixonados, felizes e engajados são mais inovadores, geram melhores resultados e consequentemente são mais produtivos.

E como fazer isso fluir na sua equipe?

Simples! Sendo um líder sociável, mas ao mesmo tempo consciente e com senso de responsabilidade.

Pesquisas realizadas pela Bond University afirmam que a taxa de “líderes” desequilibrados, sociopatas e antissociais que ainda estão atuando no mercado de trabalho, chega a quase 21%. Isso significa que, por mais que estejamos experimentando “uma transição agressiva” em nossas crenças, hábitos e estruturas organizacionais, ainda existem muitos “líderes”  que já deveriam ter aprendido a lição ou terem sido aposentados, pois o mercado atual e as novas gerações não os aceitam mais como pessoas a serem seguidas e admiradas.

Líderes intratáveis, antipáticos, ranzinzas, machistas, autoritários, que a equipe tem medo de fazer uma pergunta ou solicitar algo, não podem mais fazer parte de nossas organizações.

Infelizmente, estamos cheios de líderes que mais atrapalham do que ajudam, que não “passam a visão” e nem “dão a atenção” que o time necessita. Estão por todos os lados resmungando: “antigamente não era assim”, ou “não existem mais equipes como antigamente”, “agora virou moda direitos humanos, em minha época…” Blá! Blá! Blá!

Aquele “lenga-lenga” de líder cringe que não acrescenta em mais nada e justifica a sua falta de produtividade com comparações, lamentações e saudosismos.

A resposta para gerar a eficiência no time está em “inovarmos, resgatarmos ou gerarmos” a humanidade dos líderes. Está em desenvolvermos líderes que demonstram atenção, cuidado e preocupação com os colaboradores, além de apoio, direcionamento e INOVAÇÃO.

Eiii… O formato de antigamente já era! Deu!

A resposta para a efetividade na liderança, sempre começa e termina em nos capacitarmos para sermos “líderes que gostam de pessoas”, mesmo mantendo o espírito corporativo, as cobranças de metas e é claro os resultados.

Para termos uma ideia, o grande investidor brasileiro, acionista controlador do Grupo Porto Seguro, Jayme Garfinkel, após analisar a cultura de liderança que temos mantido nas últimas décadas, chegou a comparar o formato de gestão com o Holocausto. Para ele, chegaremos no futuro e olharemos para trás nos questionando: “como ninguém fez nada para mudar a condição de trabalho nas empresas, organizações e corporações?”

Segundo Garfinkel, o modelo de liderança das últimas décadas ainda se assemelha muito a uma rotina dos presídios. Ual! É isso mesmo… Temos muito ainda que evoluir e tudo começa na conscientização que empresas e líderes precisam ter.

Meu propósito com este texto é sensibilizar você: líder, empresário executivo, gestor, profissional e qualquer pessoa que lidera alguém ou algo, a entender que temos nas mãos a chave para o problema que “encarcera o time“, faz dele reféns e improdutivos.

É socialmente fundamental recuperar os profissionais presos em padrões de liderança que os impedem de se desenvolverem, atuarem em funções compatíveis com os seus perfis, de brilharem por suas habilidades e serem reconhecidos pelos seus resultados. A produtividade tem tudo a ver com isso!

Não podemos ser líderes que oprimem a equipe, que faltam com educação e respeito e que não promovem um ambiente onde o time se sinta realmente engajado com a causa. Precisamos de novos líderes, com novos olhares e novas palavras.

#POR ONDE COMEÇAR A HUMANIZAÇÃO

Promova a verdade da sua equipe – Meus anos de experiências, mostraram que a grande maioria dos líderes buscam imprimir no time a sua própria verdade, o seu próprio jeito de pensar, sentir e se comportar. A gestão humanizada tem uma visão diferente, ela desperta no colaborador a sua verdade singular. Trata-se de encorajar o time a expressar o que pensa sem ser retalhado, se desenvolver em suas habilidades naturais, expor os seus valores, crenças e padrões mentais sem excluí-lo.

Permita que a equipe brilhe – É curioso como tem aumentado a vaidade entre a liderança. Até parece que o mundo deve “orbitar em volta de seus ventres”.

Tudo bem! Sabemos que estamos em uma geração pós-ditadura (baby boomers e geração X), que odeia “ouvir não” e por isso, segundo os especialistas, têm fortes tendências à frustração. No entanto, precisamos ser líderes que deixam o ego de lado e são capazes de “sair de cena” para o outro brilhar. Será que estamos preparados para isso? É justamente por não ter certeza de que a liderança atual está pronta para treinar, capacitar e desenvolver líderes tão bons quanto a si próprios, que me questiono: “será que este gestor de fato é um líder?”

Recado para você: Pare imediatamente de “ofuscar ou apagar” o brilho de seus colaboradores, nem tudo é mérito apenas da liderança. Existem talentos que fazem a roda girar e você não tem nada a ver com isso. Ótimo! Afinal a missão é essa: desenvolver sucessores melhores que nós.

Valorize os pequenos resultados – Apesar de a nossa carreira visar o destino final, precisamos aprender a desfrutar do percurso. Cada resultado obtido de maneira criativa, inovadora e inteligente deve ser aplaudido. Que tal começar a praticar isso com seu time? Cada conquista deve ser motivo de gratidão, reconhecimento e elogios.

Por fim, mas não menos importante, não se esqueça de que a liderança deve ser exercida com base na paixão. Lembre-se que a sua equipe é um grupo de indivíduos que têm uma “vida singular” repleta de sonhos, desejos, valores, sentimentos, propósitos, emoções, expectativas, defeitos e qualidades. Eles nasceram para evoluir, se desenvolver e servir, assim como você.

Abandone o ego, a ideia de que quem manda é você, e comece a atuar com mais  empatia e genuína preocupação com o time ou então procure outra área de atuação, porque liderar é amar e desenvolver pessoas.

Marcelo Simonato é escritor, palestrante e especialista em Liderança