Categories
Blog

Gamificação: embromation ou engajamento?

Jogos não são mais apenas um entretenimento para crianças. Muitos adultos também reservam seus momentos de lazer para eles. Além disso, os jogos também deixaram de estar apenas nos tabuleiros e foram para o mundo online.

Da mesma forma, os jogos passaram por outra transformação: deixaram de ser apenas para lazer e começaram a fazer parte do trabalho. É o que chamamos de gamificação.

A gamificação é uma grande tendência quando falamos de engajamento e aprendizagem nas empresas. Mas como isso funciona?

O que é e como funciona a gamificação?

Quando delineamos um processo em um projeto, nosso foco é na eficiência, no input-output, nos procedimentos. O mesmo acontece quando delineamos um jogo, mas os nomes são outros: o jogador, a experiência, o engajamento. O foco na eficiência, porém, continua igual.

Atualmente, fala-se muito sobre experiências do usuário. Como o cliente (leia-se: ser humano) vivencia o produto, o serviço, o momento da descoberta. O sujeito não é passivo – recebedor, e sim um protagonista que busca estímulos e recompensas.

Gamificação significa transformar os processos de trabalho em jogos que ofereçam esses estímulos à equipe. E que colocam cada indivíduo no centro da sua experiência.

Por exemplo, imagine que você faça um jogo entre seus colaboradores, com um prêmio para quem conseguir aderir às regras do novo processo mais rapidamente. Mesmo que o prêmio seja pequeno, a competição vai motivar a todos a, pelo menos, se conscientizarem do que teriam que fazer para ganhar.

E como funciona? É possível utilizar a gamificação de várias maneiras. Com competições simples, como a citada anteriormente; com jogos eletrônicos, com plataformas de gamificação e mesmo com as clássicas gincanas.

O importante é implantar o sistema de um jogo: regras e missões claras, marcadores de desempenho e recompensas.

Qual o objetivo da gamificação nas empresas?

Você já ficou muitas horas preso em um jogo de videogame? Ou tem aquele joguinho de celular que não consegue largar? Jogos, como já sabemos, prendem nossa atenção. É muito difícil largá-los enquanto eles não acabam.

Esse é o objetivo da gamificação: fazer com que sua equipe fique tão envolvida na missão que não consiga “tirar os olhos” dela enquanto não terminar.

Na prática, isso significa mais produtividade e engajamento. Afinal, quando nada nos distrai de uma tarefa, conseguimos fazer muito mais em menos tempo.

Quais são as vantagens da Gamificação?

A produtividade não é a única vantagem da gamificação. Podemos elencar alguns outros benefícios, como:

Incentivo à atualização e capacitação. Jogos são uma maneira simples de aprender e que pode ser facilmente inserida no dia a dia dos colaboradores, aumentando as possibilidades de tornar treinamentos e programas de capacitação algo mais motivante.

Aprendizado prático. Muitos profissionais se sentem receosos ao tentar novas abordagens para o processos rotineiros no trabalho. A gamificação permite que eles testem a criatividade e novos comportamentos em um ambiente virtual, por exemplo, antes de aplicar na vida real.

Mais engajamento. Mesmo quem não costuma se envolver em muitos projetos pode se sentir mais motivado quando a proposta é participar através de um jogo.

Feedback instantâneo. A gamificação oferece diversos marcadores de desempenho para os jogadores. Assim, eles recebem feedback instantaneamente quando o desempenho nas tarefas está sendo satisfatório ou quando precisa melhorar.

Competição amigável. Ninguém gosta de perder, não é mesmo? A competição amigável estimulada pela gamificação é uma forma de incentivar os colaboradores a darem seu melhor.

Estímulo da criatividade. Os jogos permitem e até mesmo exigem que os participantes sejam criativos e inovadores. Quem sabe não é aí que nasce a próxima grande ideia para a sua empresa?

Trabalho remoto. Não podemos deixar de citar essa vantagem.  A gamificação pode ser trabalhada de maneira totalmente online. Ou seja, mesmo que sua empresa esteja optando pelo trabalho remoto, ainda é possível se beneficiar dela.

Como podemos perceber, utilizar a gamificação não é embromation nem perda de tempo para sua equipe. Nem mesmo apenas um momento de descontração em meio à rotina de trabalho. Ela é, de fato, uma maneira de melhorar a produtividade da equipe, estimular a inovação e reforçar novos comportamentos.

Que comecem os jogos!

Fabiele Nunes, CEO e co-fundadora da Startup Mundi, empresa especializada em experiências gamificadas que aceleram o aprendizado de competências de empreendedorismo e inovação. 

Categories
Blog

Como a pandemia colocou em xeque o ensino superior dos EUA

Não há dúvidas que o coronavírus nos fez rever algumas questões e no sistema educacional não poderia ser diferente. O ensino superior da maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos, por exemplo, já estava em crise há algum tempo, quando o financiamento estatal passou a cair e os custos com as universidades passaram a ser direcionados às famílias. Para se ter uma ideia, o custo total de uma instituição no país saltou de US$ 53 mil, em 1989, para US$ 105 mil em 2016, enquanto os salários médios das famílias não tiveram grandes aumentos, passando de US$ 54 mil para US$ 59 mil no mesmo período.

Com a crescente diferença entre os custos e os benefícios, os empréstimos estudantis se tornaram um dos maiores componentes da dívida não habitacional para os americanos. Esta realidade, que já arrastava nos últimos anos, somada à necessidade do isolamento social por conta da pandemia, acarretou um grande boom de novas opções para a educação mundo a fora. Cursos livres e profissionalizantes, dos mais variados assuntos, como Masterclass, Udemy, Domestika, por exemplo, têm ganhado cada vez mais força não só nos EUA, mas em diversos países.

Por isso, gostaria de aproveitar este espaço para “profetizar” algumas tendências para apostarmos no setor educacional e sobre como serão os próximos anos para o ensino superior, o aprendizado corporativo e a mobilidade profissional nos Estados Unidos, referência em economia, tecnologia e um dos maiores polos do segmento no mundo.

Uma delas é a ascensão da experiência. Isso porque, à medida que as universidades estão se desmembrando e mais estudantes ficando online, o ecossistema de startups tem fornecido uma experiência social robusta e com curadoria para os universitários, preenchendo as lacunas deixadas pelo sistema educacional tradicional.

Além disso, também temos uma janela aberta para o desenvolvimento de plataformas verdadeiramente híbridas e focadas no aprendizado digital, mas flexíveis o suficiente para suportar as necessidades off-line do Learning Management System (LMS) – ou Sistema de Gestão de Aprendizagem. Algo para se ficar de olho, também, são as funcionalidades incorporadas de exercício e classificação, módulos mais curtos e atraentes para prender a atenção do público e vídeos previamente gravados.

Outro ramo que tem ganhado cada vez mais visibilidade é o da gamificação. Esse recurso, utilizado não apenas nos Estados Unidos, tem como propósito estimular e engajar os estudantes por meio de elementos de jogos. Essa mecânica tem sido cada vez mais interessante e buscada pela população, justamente por proporcionar uma experiência de ensino mais lúdica e simples.

Também é possível que profissões voltadas à plataformas tecnológicas, como consultores, mentores e provedores de serviços de Recursos Humanos, ganhem destaque nos próximos anos e que empresas de outplacement – ou de recolocação no mercado –, voltem à tona, justamente para preencher as lacunas que a pandemia e os altos custos para se profissionalizar têm causado.

Por mais que este artigo tenha se baseado no berço econômico do mundo, acredito que estas novidades não se restrinjam aos EUA. Basta um estalo para as modas e tendências americanas caírem nas graças do resto do mundo e ganharem rapidamente novos adeptos. Por isso, fique esperto, pois o futuro está logo aí!

Samir Iásbeck é CEO e Fundador do Qranio, plataforma mobile de aprendizagem que usa a gamificação para estimular os usuários a se envolverem com conteúdos educacionais em todos os momentos

Categories
Blog

“O primeiro prejuízo é sempre o menor, porque é o mais barato!”

Está é uma das frases que aprendi com um dos meus biografados, o empresário Affonso Brandão Hennel, fundador da SEMP Toshiba e da SEMP TCL, e que procuro difundir e aplicar na minha vida pessoal e profissional!

O doutor Affonso Brandão Hennel é um dos empresários mais bem preparados o Brasil! Ele transformou a SEMP numa joint venture com a Toshiba em 1977, presidiu a companhia, liderou o mercado, fez a sucessão e, em 2013, depois de uma sequência de resultados negativos, reassumiu a empresa aos 83 anos, acertou as contas, desfez a parceria com a Toshiba e fez nova joint venture com a chinesa TCL! E chega aos 91 anos na presidência do Conselho de Administração com muita disposição para criar metas e objetivos! Uma grande lição de vida e de gestão!

A frase acima nos transmite o seguinte: Não procrastine!!! Se você precisa encerrar um negócio, encerre-o logo! Se precisar demitir alguém na empresa ou que preste um serviço para você, demita ou encerre o contrato logo! Se precisar pagar um divida ou renegociá-la, faça isso logo! Pois, quanto mais se demora a agir, mais cara será a solução!

Esta é uma frase dura, realista, mas junta o simples ao objetivo. Na indústria, no comércio, no terceiro setor, em prestação de serviços ou na nossa vida pessoal, nos deparamos com isso. As situações de lucro e perda se invertem com rapidez.

Não adianta colocar dinheiro em algo mal administrado. Utilizando a metáfora, se a temperatura do “corpo” chegou perto dos 37 graus, tem que tomar atitude antes que vire febre. Intervir, medicar. O primeiro prejuízo é sempre o menor, o mais barato. Toda a necessidade de cura está em torno do primeiro “socorro”. Senão, a “febre” vai aumentar; senão, o prejuízo vai ser maior!

Nessas horas, a racionalidade precisa imperar diante da emoção! Uma empresa não é uma ação beneficente, associação de grupos ou organização sem fins lucrativos. Tenha uma organização ou carreira saudável e, com os resultados positivos, invista parte do lucro em ações sociais, mas não misture os conceitos!  

 Uma das características dos grandes empreendedores é a de não se “esconder” na hora de ter que tomar uma decisão! Eles sabem dizer “Sim” e “Não” de forma assertiva! E muitas vezes, essas respostas ficam divididas entre as situações de querer, de precisar é de ter que agir!

Em tudo que fazemos, devemos respeitar três vetores: ter qualidade; agir com velocidade; ter rentabilidade!

 Sempre que algo atrapalha o bom desenvolvimento de uma dessas etapas, devemos intervir com rapidez!

 Conheci empresários competentes e criativos, mas que demoraram a tomar decisões importantes e que pagaram um alto custo por isso! Alguns deles, de tão brilhantes, reiniciaram suas trajetórias, voltaram a ter sucesso, mas, infelizmente, pecaram no mesmo erro, o de se esquecerem de que:

       O primeiro prejuízo é sempre o menor, porque é o mais barato!

Então, deixo aqui a necessidade e a preocupação que devemos ter em não retardar uma tomada de decisão, independentemente do grau de seriedade que ela tenha!

Não podemos persistir no “hábito” de perder dinheiro, porque se não adotarmos o aprendizado da frase O primeiro prejuízo é sempre o menor, porque é o mais barato, teremos que viver a dura realidade de outra mensagem, a de que:

              É preciso tomar cuidado, porque perder dinheiro acostuma!

Elias Awad

Escritor, Biógrafo e Palestrante

Contato:[email protected]

Inscreva-se: www.youtube.com/eliasawad 

Categories
Blog

A disrupção que o futuro merece

Bastam alguns dias numa cidade bacana para repensarmos muita coisa. Ver famílias inteiras passeando por praças, ver crianças brincando na rua, ver idosos conversando em cafés na calçada, todos aproveitando o sol de verão que ainda brilhava às nove da noite em Madri, tudo isso foi um choque para mim, e não deveria ser. Eles estavam sendo madrilenhos e só, eu é que como paulistano e brasileiro tinha perdido a referência do que é a vida civil, social e cosmopolita. Uma tranquilidade dessas, para mim, seria uma disrupção.

Disrupção é um termo interessante e, para mim, ele diz mais sobre o receio dos acomodados em serem destronados por alguma inovação inesperada do que, digamos, uma transformação positiva de qualquer natureza. Quem fala em disrupção, na minha modesta opinião, fala para provocar angústia ou para promover alguma panaceia duvidosa.

Se pensarmos não como executivos, mas como cidadãos e pessoas, ou se pelo menos ouvíssemos as pessoas, veríamos que, para um pobre, disrupção seria comida farta; para um excluído, disrupção seria dignidade; para um paulistano, disrupção seria andar pelo centro da cidade sem medo de ser assaltado.

Disrupção hoje é ver alguém como Satya Nadella, da Microsoft, dizer que está na hora de pensarmos no que os computadores devem fazer, e não mais no que podem fazer. Disrupção é vê-lo abrir um evento como o Build, citando um filósofo que diz que devemos agir pensando na permanência da vida humana genuína.

Disrupção é a cidade de San Francisco banir reconhecimento facial nas câmeras públicas; ou uma empresa privada como a Axon, fabricantes de body cams para policiais americanos, não incluir reconhecimento facial nos seus produtos. Disrupção é Toronto questionar o projeto do Smart City do Google, ou o Congresso Americano questionar a nova moeda do Facebook.

Disrupção, felizmente, voltou a colocar as pessoas em primeiro lugar. A visão tecnocêntrica, a ideia de que tecnologias sejam exponenciais por si só, o discurso de que a raiz dos nossos problemas é a falta de alguma tecnologia cintilante, tudo isso está ficando para trás, e quem ainda insiste nisso, alguma agenda tem.

Nicholas Negroponte, uma inspiração para profissionais como eu, cujas carreiras começaram com o surgimento da web, tinha nos anos 90 a ideia de que mudar o futuro envolvia criar um laptop baratinho e simplificado para que crianças desfavorecidas pudessem ter acesso ao novo mundo da informação digital. Quem hoje se lembra do OLPC – One Laptop Per Child? Quase ninguém, sobretudo porque #deuruim: Negroponte acabou enredado em cipoais de burocracias, governos corruptos, agendas políticas e problemas sociais, e eu mesmo acabei me esquecendo de tudo isso.

Dias atrás, porém, Negroponte volta à cena com uma afirmação desconcertante para muitos (mas música para os meus ouvidos): Ciências Humanas são as disciplinas mais importante para o futuro.

Eu tenho a felicidade de ter um pé em cada mundo, tanto em Exatas quanto em Humanas: quase virei engenheiro da Poli, mas me formei na ECA em Comunicação, e adoraria que mais profissionais tivessem uma bagagem mista como a minha.

Quem vem de Exatas, tende a acreditar em fórmulas universais, em números inquestionáveis, em clareza indiscutível. Quem passou por Humanas, sabe que o mundo humano é complexo, que perspectivas são pessoais e culturais e mudam ao longo do tempo, e que o caminho para o convencimento passa pelo coração e não pelo cérebro.

O século XXI está esfregando na nossa cara uma lição dura: a visão tecnicista, o sonho com modelos e supereficiência e, sobretudo, a ânsia pelo crescimento a qualquer custo custaram caro, tão caro que as gerações futuras pagarão o preço de um estrago planetário que elas não criaram.

Eu sou aluno da Singularity University e consultor certificado em Tecnologias Exponenciais pela ExO Works, mas hoje venho buscando um novo caminho para o meu trabalho. O que me fascina e inspira hoje? Culturas, pessoas, sustentabilidade e, sobretudo, novos paradigmas de colaboração, convivência e realização pessoal.

Isso te inspira também?

René de Paula Jr, hoje líder de Pensamento Exponencial na BRQ, é um profissional com 23 anos de experiência no mercado interativo e seu currículo inclui empresas como Microsoft, Yahoo, Sony e diversas agências digitais como Wunderman, FLAG e AgênciaClick. René é alumni da Singularity University (EP2011) e foi um dos consultores certificados em Tecnologias Exponencias pela ExO Works com participação em vários projetos internacionais. Produtor independente de conteúdos como podcasts, artigos, videoblogs e palestras, René tem entre seus projetos preferidos o Guia dos Perplexos (www.guiadosperplexos.tv), uma série de 35 entrevistas com pioneiros da internet e o seu podcast diário Radinho de Pilha (www.radinhodepilha.com)

Categories
Blog

Precisamos falar sobre o fracasso

Somente de ouvir falar a palavra “fracasso”, muitos profissionais e empreendedores se sentem desconfortáveis, intimidados e até amedrontados. Até parece que mencionar tal palavra trará má sorte, agouro ou insucesso. Todavia, precisamos falar sobre o tema e o quanto ele faz parte da trajetória de inúmeras organizações, empresas e vida profissional.

O autor T. Harv Eker, em seu livro A Mente Milionária, comentou: “Todo mestre já foi um fracasso”. Um bom exemplo que estamos acostumados a ouvir é sobre o famoso Thomas Edison, que fracassou 99 vezes antes do êxito. Precisamos aprender a lidar com as quebras, derrotas e perdas. Mas depois, precisamos também, aprender a recomeçar, ressignificar a carreira e consertar o que se quebrou em nossa profissão, afinal, “desistir não é opção” (livro de meu amigo Mário K. Simões).

Quando eu era bem jovem, conheci um senhor muito inteligente: Sr. Américo. Em certa ocasião, (eu não sei como), ele foi capaz de consertar uma louça antiga e muito especial que sua esposa havia ganhado no enxoval de casamento cerca de 30 anos atrás. Com muito cuidado, ele foi capaz de recuperar aquela louça, ao invés de simplesmente inutilizá-la, desconsiderá-la ou jogá-la fora.
Os japoneses também carregam o hábito de consertar peças, louças e cerâmicas que estão quebradas ou rachadas. Uma arte de recuperar aquilo que se quebrou, denominada de kintsugi.

Nas palestras que ministro, sempre me deparo com executivos, especialistas e até profissionais que em algum momento de sua carreira fracassaram. Conversando com eles, explico-lhes: “O fracasso é algo possível para quem está na corrida do sucesso; a grande questão é o que aprendemos com os tropeços e como damos a volta por cima”.
Parece contraditório, mas fracassar faz parte da vida de qualquer empreendedor e profissional!
Talvez se olhássemos para o fracasso com outros olhos, nós não teríamos tanta dificuldade em aceitar um tropeço e recomeçar o projeto outra vez, como Thomas Edison o fez. O fato é que precisamos falar sobre o fracasso, e precisa ser agora!

O problema maior não é quebrar, mas se recuperar da quebra, se levantar diante do fracasso que chega sem avisar e que todos nós estamos sujeitos. A boa notícia é que toda quebra pode ser revertida/recuperada, e a forma que lidamos com o fracasso é o que determinará o sucesso e o progresso que atingiremos depois. Nos vitimizar, culpar outras pessoas ou simplesmente desistir de tudo são atitudes que devem estar fora de cogitação quando “o fracasso der as caras”.

Você sempre terá duas opções diante de qualquer percalço como a quebra de uma empresa, a derrota ou demissão:
(1) ter resiliência, traçar um novo plano de ação e recomeçar com o pouco que tem, ou
(2) chorar o leite derramado para sempre. Eu sei, fracassar dói! Eu não sou insensível em relação à sua dor, entretanto, não há tempo para focar no fracasso, mas sim em como superá-lo. Portanto, vivencie o luto da quebra, da derrota e das perdas, mas depois… Tente outra vez! Eu também já passei por dificuldades, meus pais quebraram três empresas, eu quebrei uma empresa e ainda fui demitido de uma outra devido à crise econômica. Casos como o meu, e talvez como o seu, acontecem todos os dias.

Pense pelo lado bom: agora você tem experiência e jamais cometerá os mesmos erros. Não se culpe, perdoe-se e siga em frente. Não se torne um colecionador de histórias fracassadas e de como o seu negócio afundou, mas sim um acumulador de histórias de superação e vitórias.
O que você fez para se reerguer? Onde encontrou recurso financeiro para isso? Quais foram os próximos passos depois da queda? Qual é o segredo para dar a volta por cima?
O universo empreendedor deseja saber como você conseguiu se levantar, para quem sabe assim, conseguir continuar também após uma derrota. Precisamos de pessoas dispostas a não desistir. Inclusive, precisamos de homens e mulheres (profissionais e empreendedores) reais e não super-heróis que só se dão bem. Queremos histórias verídicas de superação que podem funcionar para nós também, ou melhor, ser essa história viva para outros que precisam de esperança e força para recomeçar. Pense nisso!

Pense também na hipótese do fracasso e em como recuperar o que se quebrou. Aliás, para encerrar esse conteúdo, pense no que Harv Eker disse ainda: “Uma mente milionária pode perder todo o dinheiro e conseguir se recuperar rapidamente. Isso se as suas crenças, pensamentos e hábitos determinarem prosseguir”.
Gratidão e até a próxima.

Marcelo SimonatoConsultor parceiro da HSM
@marceloSimonato // linkedin.com/marcelo-simonato // www.youtube.com/marcelo-simonato