A entrevista de emprego começa nas mídias sociais
Para Martha Gabriel, postura online e informações compartilhadas na rede pode ser uma via de mão dupla
Com a disseminação das redes sociais, cada vez mais as pessoas compartilham suas informações em ambientes online. As empresas, por sua vez, têm adotado como prática cada vez mais frequente a consulta aos perfis dos candidatos como parte do processo seletivo de contratação; e a entrevista de emprego começa nas mídias sociais.
Portanto, os profissionais devem cada vez mais prestar atenção às informações que postam online, fazendo com que a sua atuação não seja um obstáculo profissional, mas sim um recurso estratégico para suas carreiras.
Os principais problemas do uso de redes sociais estão associados à divulgação de informações ou manifestação de opiniões: exposição da privacidade, comprometimento da imagem profissional e declarações sujeitas a processos legais. Assim, deve-se ter no comportamento online os mesmos cuidados e ética que se tem no comportamento offline, adotando a premissa: não faça ou fale nas mídias sociais o que não faria ou falaria na rua.
As principais plataformas sociais monitoradas pelas empresas em busca de candidatos são o LinkedIn e o Facebook. No entanto, as empresas estendem a sua pesquisa para o ambiente digital como um todo.
Faça um teste: digite seu nome no Google ou seu e-mail no spokeo.com e veja o resultado; os seus rastros digitais são transformados em um dossiê que revela muito sobre você.
Da mesma forma que existem riscos, existe também inúmeras oportunidades na divulgação de informações nas mídias sociais. Por exemplo, se você é especialista em uma área específica, poderá usar os seus perfis em mídias sociais para se tornar referência nessa área por meio da divulgação de informações e dicas. As possibilidades de alcançar um número grande de pessoas interessadas no assunto são muito maiores do que offline.
Manter um perfil atualizado e bem construído no LinkedIn, publicar vídeos e apresentações no Youtube e Slideshare também pode ser bastante útil. Empresas procuram colaboradores e parceiros no LinkedIn e o seu conteúdo online nas demais redes pode reforçar a sua expertise.
Portanto, as mídias sociais podem se tornar aliadas ou inimigas da sua carreira profissional. O modo como você lida com elas é que fará toda a diferença.
Martha Gabriel é professora da Semana de Marketing Digital nos Cursos de Férias ESPM.
Portal HSM
13/02/2012


Comentários
dom, 02/26/2012 - 16:55
O "ser profissional" está entrelassado e é diretamente impactado pelos hábitos, crenças e pela filosofia e estilo de vida do "ser pessoal". Não temos e nem devemos separar estes dois seres. Quem tem valor como ser humano e, além disso, possui competências essenciais para o mundo corporativo, certamente terá valor para organizações que valorizam as pessoas e buscam competitividade através da atração e retenção de talentos. Sendo assim, devemos ser nós mesmos em todos os momentos e, caso este perfil torne-se desejado pelos headhunters, a conquista de uma boa posição virá como consequência.
qui, 02/16/2012 - 13:59
Concordo com o comentário do José Luiz Almeida de que devemos combater a invasão de nossos perfis pessoais por profissionais de RH como ferramenta de análise profissional.
O meu perfil Facebook existe única e exclusivamente para diversão e como tal eu o trato, compartilhando piadas, vídeos, fotos, textos etc. E já deixo bem avisado lá no link sobre mim: "Sr. RH, caso deseje conhecer meu perfil profissional, favor visualizar meu CV no Linkedin aqui".
Afinal de contas, as empresas sempre impuseram como padrão no mercado que o bom profissional é aquele que distingue lado pessoal e lado profissional, não misturando as coisas. Por que eles mesmos não seguem o próprio conselho então?
qui, 02/16/2012 - 13:58
Concordo com o comentário do José Luiz Almeida de que devemos combater a invasão de nossos perfis pessoais por profissionais de RH como ferramenta de análise profissional.
O meu perfil Facebook existe única e exclusivamente para diversão e como tal eu o trato, compartilhando piadas, vídeos, fotos, textos etc. E já deixo bem avisado lá no link sobre mim: "Sr. RH, caso deseje conhecer meu perfil profissional, favor visualizar meu CV no Linkedin aqui".
Afinal de contas, as empresas sempre impuseram como padrão no mercado que o bom profissional é aquele que distingue lado pessoal e lado profissional, não misturando as coisas. Por que eles mesmos não seguem o próprio conselho então?
qua, 02/15/2012 - 13:37
Você é o que é! Certo?
Um foco comercial no Linkedin e coisas do cotidiano consideradas bobas no Facebook não necessariamente apresentam um perfil desconexo, mas sim, podem mostrar um pouco melhor o "verdadeiro" perfil de quem se busca. Cada rede tem seu principal objetivo, seja profissional ou pessoal, se expressar de maneiras diferentes não significa muita coisa. Quem é sério o dia todo ou brincalhão? É mais uma questão saber lidar com as situações distintas que vive.
Um perfil "todo perfeito" em redes sociais no mínimo me leva a desconfiança. Se empresas procuram por esses perfis podem encontrar somente máscaras, e, máscaras, cedo ou tarde, caem. Por vezes se caírem logo é até bom, evitam maiores estragos e transtornos.
As redes sociais estão "lá", informações idem, liberdade de expressão nem se fale. Se uma companhia decidir usar esse recurso para contratar, bem! Por quê não? Cada empresa procura um perfil, se você estiver enquadrado no que procuram e isso lhe proporcionar uma oportunidade, ótimo! Agora, definir se alguém é bom ou ruim somente por esse caminho, acho uma análise um tanto precipitada... O resultado disso é responsabilidade de quem julga!
Apesar do tema estar um pouco batido e ser uma questão lógica e de bom senso, é uma ótima matéria!
Saudações!
qua, 02/15/2012 - 11:01
Se vocês se sentirem tentados a experimentar o spokeo, não percam tempo. O site funciona bem nos EUA, mas perfis brasileiros tem pouquíssima informação e coisas básicas como perfis de Linkedin não são identificados.
ter, 02/14/2012 - 20:49
É necessário avisar ao pessoal de RH que a Constituição Federal garante direito de opinião a qualquer cidadão.
Existe uma tendência advogada pelos RHs para que as empresas se tornem o "Grande Irmão que tudo vê".
As empresas estão querendo transformar a vida privada em vida comercial.
Isto deve ser combatido
ter, 02/14/2012 - 19:59
Dados e comportamento numa rede social só têm uma função, desqualificar o usuário em função dos perfis das comunidades que participa ou o tom não tão bom que usaria para falar com os seus trocentos "amigos", por exemplo, mas tenho muitas dúvidas se uma empresa realmente séria dê poder e avalie um perfil como alavanca real para a vaga, pois se sabe que os perfis são uma máscara social, ninguém se mostra realmente quem é. A maioria dos perfis são uma farsa, todos belos, queridos pelos outros, simpáticos, um pote de mel bem doce. Uma farsa. Um mundo irreal. Por quê? Estão todos na vitrine. São poucos os que mostram realmente quem são e o que pensam, mas não tem como fazer uma real análise nesse sentido.
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